segunda-feira, 30 de março de 2009

Alba Graça interpreta Elomar

Elomar - Retirada






RETIRADA

Elomar Figueira Melo
Composição: Elomar

Vai pela istrada enluarada
Tanta gente a ritirar
Levando só necessidade
Saudades do seu lugar

Esse povo muito longe
Sem trabalho, vem prá cá
Vai pela istrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Rumano para a cidade
Sem vontade de chegar

Passa dia, passa tempo
Passa o mundo devagar
Lembrança passa com o vento
Pidindo não ritirar

Tudo passa nesse mundo
Só não passa o sofrimento
Vai pela istrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Sem saber que mais adiante
Um ritirante vai ficar

Se eu tivesse algum querer
Nesse mundo de ilusão
Não deixava que a saudade sociada cum penar
Vivesse pelas estradas do sofrer a mendigar
Vai pela estrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Levando nos ombros a cruz
Que Jesus deixou ficar

Eu não canto por soberba
Nem tanto por reclamar
Em minha vida de labuta
Canto o prazer, canto a dor
Que as beleza devoluta
Que Deus no sertão botou
Vai pela estrada enluarada
Com tanta gente a ritirar
Passando com taça e veno
Bebendo fé e luar

Elomar TV Doc

Elomar - Loas para o justo

Elomar - Seresta "Sertaneza"

Elomar, Xangai,Geraldo Azevedo,Vital Farias em Cantilena de Lua Cheia, de Vital...



Música de Vital Farias, cantada em Cantoria com Vital, Geraldo Azevedo, Elomar e Xangai.

Lá na Casa dos Carneiros

Vt para o Concerto Lá na casa dos Carneiros com Elomar Figueira Mello.
Esse Vt foi muito bom de criar. Procurei usar uma linguagem cinematógrafica e a personalidade Hitchcoquiana de Elomar, além de todo o universo sertânico que circunda a obra do autor.

Elomar - Concerto Lá na Casa dos Carneiros


Concerto Lá na Casa dos Carneiros realizado na Fazenda Gameleira em Vitrória da Conquista em 2/06/2007.

Elomar - Cantigas




Elomar - Arrumação

Grupo Corpo - Lecuona - Mariposa

Grupo Corpo:Se Fue & Te he visto pasar - Lecuona

Se Fue - LECUONA



Te he visto pasar - LECUONA

Grupo Corpo - Lecuona - Como Presiento

Grupo Corpo - Lecuona - Como Presiento

sábado, 28 de março de 2009

Prof. Paulo Lins e Silva : Palestra sobre a Sindrome de Alienação Parental - SAP

Palestra proferida pelo Dr. Paulo Lins e Silva

VI Congresso Brasileiro de Direito de Família
Belo Horizonte, 16 de novembro de 2007

Tema: Síndrome da Alienação Parental e a e aplicação da Convenção de Haia









A morte inventada: uma consequência da Síndrome da Alienação Parental



A Alienação Parental é descrita como uma situação na qual um genitor procura deliberadamente alienar isto é, afastar o seu filho, ou filha, do outro genitor, deturpando a sua mente...

Síndrome de Alienação Parental : deu no Jornal da Record...

Entrevista da Dra. Cristiane Stellato, presidente da AMASEP

Síndrome de Alienação Parental (SAP) ou como Medéia chegou até os nossos dias...


Você sabia que meu pai já foi preso?
E ainda assim casou com ele?
(LMC. , aos 11 anos,
ao saber que o pai fora preso,
na luta contra a ditadura)


No link
http://www.alienacaoparental.com.br/
descubro que a minha reflexão em e-mail anterior - podem até desprezar o parceiro (a), mas não desqualifiquem-no como pai ou mãe - baseada numa experiência de vida, que poderia ter sido consumida nos efeitos perversos de uma diáspora familiar, espelha uma situação disseminada na sociedade, com nome, tratamento e endereço na Websfera, e atende pelo nome complexo de Síndrome de Alienação Parental. No texto anexo, a associação com o mito de Medéia e Jasão é discutida com propriedade por Sonia Regina Lunardon Vaz, no link http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-14-45-25-20090322
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O que é a Síndrome de Alienação Parental (SAP)?

Também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.

Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. Isto é a síndrome de alienação parental: programar uma criança para que odeie o genitor.
Um documentário chamado A morte inventada, que será lançado em 1º de abril no Rio de Janeiro, contará algumas histórias tristes e perturbadoras de alienação parental. “Escolhemos a data para falar dessas grandes mentiras que mães ou pais inventam para seus filhos simplesmente para fazê-los odiar o ex-companheiro”, destaca Daniela Vitorino, produtora do longa de 80 minutos.

Psicóloga e advogada especialista em direito de família, Alexandra Ullmann considera o título do filme muito apropriado. “A alienação parental, de uma forma simples, é exatamente a maneira pela qual o genitor mata, cotidianamente, a figura do outro genitor na vida e no imaginário do filho”, afirma a especialista no assunto.

Vingança

A motivação, segundo Alexandra, é vingança. “Na maior parte das vezes, nem existe um motivo sério para o ressentimento, como infidelidade ou maus-tratos. Notar que o ex-companheiro não está sofrendo com o fim do relacionamento pode ser o suficiente para desencadear o processo”, diz a psicóloga.

Igor Nazarovicz Xaxá teve de lutar muito para poder conviver com a filha. Pouco tempo depois da separação, depois de cerca de cinco anos de vida conjugal, a mãe da pequena Anna Júlia, de 3 anos, disse que ele não iria mais ver a menina. O pai teve, então, de brigar na Justiça pelo direito. Hoje, ele pode ver a filha em fins de semana alternados e ficar em sua companhia nos primeiros 15 dias de férias.

Em janeiro de 2008, foi a primeira vez que Igor, morador de Brasília, passou a quinzena a que tem direito com a filha. Na hora de devolver a criança para a mãe, ele mostrou um arranhão de menos de 3cm que a garota teve, brincando num parquinho. “O ferimento já estava cicatrizado, mas fiz questão de contar o que havia ocorrido”, lembra. Dias depois, Igor recebeu a notícia de que a ex-mulher estava o acusando de ter queimado a filha com um cigarro. “Eu não fumo, minha atual mulher não fuma. Foi tão absurda a história que o Ministério Público arquivou a denúncia”, indigna-se.

Polícia

Mas o episódio não foi o único a levar o bacharel em direito de 29 anos à polícia e à Justiça. Quando saiu a decisão judicial implementando o dia de visita, a ex-mulher não queria deixar a criança sair de casa. “Fui com auxílio policial e com o oficial de Justiça para que a decisão fosse cumprida. Imagine o desgaste para todo mundo”, lamenta. Hoje, amparado judicialmente, Igor vai religiosamente ver Anna Júlia, de ônibus, em fins de semana alternados, na cidade onde a menina mora com a mãe, a 30km da capital paulista.
Brasília – Quinze anos de raiva, mágoa e ressentimento na vida de Rafaella Mendes poderiam ter sido evitados. Depois da separação de seus pais, quando ela tinha 8 anos, a mãe passou a denegrir a imagem do ex-marido dentro de casa. A campanha difamatória era tão forte que Rafaella e o irmão sentiam vergonha de dizer que o passeio com o pai no fim de semana havia sido divertido. “Achava que minha mãe ficaria orgulhosa se eu o tratasse mal. Então, começou o afastamento. Lembro-me que ele tentava ver a gente, mas fomos ficando cada vez mais distantes”, lembra a publicitária de 29 anos.

Só depois de começar a fazer terapia, aos 22 anos, Rafaella intuiu que um grande engano havia ocorrido. “Atentei para o fato de que deveria escutar o outro lado. Procurei meu pai depois de anos sem vê-lo, soube do quanto foi difícil também para ele, e hoje nos damos bem”, afirma a jovem. Casos de manipulação da criança, praticada geralmente por aquele que tem a guarda, contra o outro genitor, estudados pela psicologia há 25 anos, são mais comuns do que se pensa. Aos poucos, o fenômeno denominado de alienação parental tem saído dos consultórios terapêuticos para ganhar espaços em delegacias de polícia e nos tribunais.
Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família do Distrito Federal e com experiência de 11 anos como juiz da área, Arnoldo Camanho de Assis ressalta que o Judiciário está mais sensível aos casos de alienação parental, principalmente em função de palestras e cursos sobre o tema. “Há várias nuanças quando o casal está se separando que têm de ser observadas pelos magistrados”, diz Camanho, atualmente desembargador no Tribunal de Justiça do DF. De acordo com ele, ficando comprovada a alienação parental, quem a praticou pode perder a guarda da criança.

Na tentativa de dar mais ferramentas a magistrados para punir e evitar a alienação parental, o juiz Elízio Luiz Perez elaborou o Projeto de Lei 4053/2008, apresentado pelo deputado Regis Oliveira (PSC-SP). O texto estabelece algumas condutas que caracterizam o uso da criança como objeto da agressividade de um dos genitores, tais como impedir o contato com o filho ou mudar de endereço sem avisar. “Fixamos, no projeto, algumas medidas que o juiz pode adotar, sendo uma delas a advertência, aplicação de multas ou a perda de autoridade parental. São possibilidades que já existem no nosso ordenamento jurídico, mas estão dispersas”, afirma Elízio.
Pode não ser a luz no fim do túnel, mas saber que somos muitos com um fósforo na mão já é alguma coisa.É reconfortante ...

A TRILOGIA DO AVANÇO e o Tagged, um ótimo lugar para relacionar-se...



Atenção,
solitárias & solitários,
solteiras & solteiros,
ou quase isso,
até mesmo
malamadas & malamados,
ouví-me :
Caiam na real !

A cada dia as pessoas se isolam cada vez mais
nos seus congestionamentos concretos, físicos, além dos da alma,
quando na verdade dispomos de um meio de socialização
como nunca houve na evolução humana ( Darwin iria gostar disso, né, não?).
De sua casa você pode conhecer pessoas de todo o mundo,
conviver com elas como se faz no dia a dia ( ainda o fazemos?será?).
Porisso insisto sempre para que vocês, Tribo do Afeto,
adotem o trio do avanço da tecnologia:

* Navegador ou browser é Firefox, até que se afirme o GoogleCrone, que já está aí, e já, já , vou adotá-lo...
* http://www.tagged.com/profile.html?clickA=navheader_top&page=home.html&clickX=654&clickY=24
* Webmail, isso não há nenhuma dúvida, é o Google Mail, o já famoso GMAIL. Onde você dispõe de toda a gama de recursos Google para pesquisar, organizar , criar e deixar armazenada na Web toda a sua correspondência ou pesquisa ou criação , muito melhor do que no seu disco rígido.Yahoo, Hotmail, Terra, Bol, Aol, Uol, isso tudo já morreu , no século passado.E vão ficar todos com as bocas cheias de formiga. A perdição deles foi a ganância, a mania de faturar tudo de todos, como os bancos brasileiros et alter. O segredo do Google foi a generosidade, espertamente nos fornecendo tecnologia a partir do momento em que criavam-na, GRÁTIS, em troca de anúncios que não pagamos, só lemos, e às vezes. Tudo maravilhosamente grátis.Para vocês saberem, o Google está prestando consultoria ao governo brasileiro gratuitamente, inclusive ao TSE.Porque são bem intencionados? Certamente sim, mas mininos espertos , cercam-nos de todas as formas, e vão comendo a Microsoft pelas beiras, aos poucos.Hoje o Google detém 95% das pesquisas do Brasil.Com um detalhe: a sede dela na América Latina é em Belo Horizonte ( o escritório principal é em São Paulo) e a única empresa que aqui adquiriram foi em Belzonte, do Ivan Mendes Campos , Guilherme Enrich e outros, todos oriundos do Depto de Ciência e Computação da nossa gloriosa UFMG, em 2005. O Gmail é facilmente obtido por convite de um usuário já cadastrado. Avisem-me, e os convidarei.
* Comunicação voz a voz, olho no olho, é com o Skype, baixado fácilmente pelo
* www.skype.com
* que utiliza um sistema VOIP próprio, e que não abre o seu PC coisissima nenhuma e nem permite a infiltração viral. Com um microfone e uma webcamzinha, você fala com o mundo de graça.E se quiser falar com fones fixos ou celulares, é possivel comprar créditos a partir de R$25,00 (+ a mordida do governo=33,00), com tarifas noventa por cento mais em conta do que nas nossas obesas operadoras de telefonia.
* Como sempre digo, engordar operadoras
* faz dano ao meio ambiente
* e causa efeito estufa na sua conta corrente.

Isso posto, a última dica, e a mais importante,
é o site de relacionamento TAGGED
www.tagged.com

(confiram a minha página/ perfil:

http://www.tagged.com/profile.html?clickA=navheader_top&page=home.html&clickX=654&clickY=24)

Isso mesmo, de TAG, etiqueta, to tag, etiquetar, marcar. É como você colasse uma etiqueta em uma pessoa inscrita no site, e dissesse, eu quero conhecer você. E se ela consentir, há um MATCH, um encontro virtual, e a partir daí , uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Depende de cada um e do que você é. Há gente de todo jeito. Apesar de estar inscrito no site há mais de um ano, a convite de uma amiga, somente resolvi responder aos pedidos de ser Tagged por minhas amáveis interlocutoras há cerca de um mês, quando me ensolterei definitivamente. Uma questão ligada a essa síndrome com que nascí: a monogamia. Mas o Tagged não é somente para namoro. Tenho várias amigas Tagged que nem pensamos nisso. Nas Filipinas, Itália.E tem sido extremamente gratificante.Conhecí pessoas de diferentes ambientes e pensamentos. E uma , em especial, Yatie, da Malásia, de alma linda, apesar de estar em situação de cancer terminal para quem, os crentes e que ainda possuem a inocência da fé´, ao contrário de mim, peço sinceramente que rezem por ela, para diminuir o seu sofrimento.
Entendam-me, não estou insinuando que os cohecimentos virtuais são melhores
ou compensatórios dos encontros reais.
Mas abrem-nos oportunidades e paisagens humanas nunca antevistas,
com extrema facilidade e conforto.
Uma curiosidade: Curitiba é a campeã das mulheres solteiras, seguida de Porto Alegre e São Paulo.

--

The Carpenters: John Denver & Karen (Duet)

john denver-sunshine on my shoulder

Seasons Of The Heart John Denver - Estações do coraçáo

Seasons Of The Heart John Denver - Estações do coraçáo


Of course we have our differences
You shouldnt be surprised
Its as natural as changes
In the seasons and the skies
Sometimes we grow together
Sometimes we drift apart
A wiser man than I might know
The seasons of the heart

And Im walking here beside you
In the early evening chill
A thing weve always loved to do
I know we always will
We have so much in common
So many things we share
That I cant believe my heart
When it implies that youre not there

Love is why I came here in the first place
Love is now the reason I must go
Love is all I ever hoped to find here
Love is still the only dream I know

So I dont know how to tell you
Its difficult to say
I never in my wildest dreams
Imagined it this way
But sometimes I just dont know you
Theres a stranger in our home
When Im lying right beside you
Is when Im most alone

And I think my heart is broken
Theres an emptiness inside
So many things Ive longed for
Have so often been denied
Still I wouldnt try to change you
Theres no one thats to blame
Its just some things that mean so much
And we just dont feel the same

Love is why I came here in the first place
Love is now the reason I must go
Love is all I ever hoped to find here
Love is still the only dream I know
True love is still the only dream I know

É claro nos temos nossas diferenças
Você não deveria ficar surpresa
Isso é tão natural quanto mudanças
Nas estações e climas
Ás vezes nós crescemos juntos
Ás vezes nós nos deixamos levar separados
Um homem culto como eu poderia saber
As estações do coração
E eu estou caminhando aqui ao seu lado
No começo da fria noite
Uma coisa que sempre amamos fazer
Eu sei que sempre faremos
Nós temos muito em comum
Quantas coisas nós compartilhamos
Que eu não posso acreditar meu coração
Quando isso inclui que você não está lá
Amor é o porque de eu vir aqui em primeiro lugar
Amor é agora a razão pela qual eu devo ir
Amor é tudo que eu sempre esperei achar aqui
Amor é ainda o único sonho que eu conheço
Por isso eu não sei como dizer a você
É difícil dizer
Eu nunca em meus sonhos mais fantásticos
Imaginei isso assim
Mas ás vezes eu só não conheço você
Há um estranho em sua casa
Quando eu estou deitado bem ao seu lado
É quando eu estou mais sozinho
E eu acho que meu coração está partido
Há um vazio por dentro
Quantas coisas eu tenho ansiado
Tem sido freqüentemente negadas
Eu não poderia ainda tentar mudar você
Não há ninguém para culpar
São só algumas coisas que dizem muito
E nós só não sentimos o mesmo
Amor é o porque de eu vir aqui em primeiro lugar
Amor é agora a razão pela qual eu devo ir
Amor é tudo que eu sempre esperei achar aqui
Amor é ainda o único sonho que eu conheço

John Denver: Poems Prayers and Promises..

John Denver ...Poems Prayers and Promises..



I've been lately thinking about my life's time, all the things I've done and how it's been.
And I can't help believing in my own mind, I know I'm gonna hate to see it end.
I've seen a lot of sunshine, slept out in the rain, spent a night or two all on my own.
I've known my lady's pleasures, had myself some friends, spent a time or two in my own home.

I have to say it now, it's been good life all in all, it's really fine to have a chance to

hang around.
and lie there by the fire and watch the evening tire
while all my friends and my old lady sit and pass a pipe around.
And talk of poems and prayers and promises and things that we believe in.
How sweet it is to love someone, how right it is to care.
How long it's been since yesterday, what about tomorrow
and what about our dreams and all the memories we share?

Days they pass so quickly now, the nights are seldom long.
Time around me whispers when it's cold.
The changes somehow frightens me, still I have to smile. It turns me on to think of growing

old.
For though my life's been good to me there's still so much to do.
So many things my mind has never known.
I'd like to raise a family, I'd like to sail away and dance across the mountains on the

moon.

I have to say it now, it's been good life all in all, it's really fine to have a chance to

hang around.
and lie there by the fire and watch the evening tire
while all my friends and my old lady sit and pass a pipe around.
And talk of poems and prayers and promises and things that we believe in.
How sweet it is to love someone, how right it is to care.
How long it's been since yesterday, what about tomorrow
and what about our dreams and all the memories we share?



Edelweiss: John Denver and Julie Andrews

Edelweiss: John Denver and Julie Andrews

John Denver : Annie's Song

John Denver Annie's Song



You fill up me senses like a night in a forest
Like the mountains in springtime, like a walk in the rain
Like a storm in the desert, like a sleepy blue ocean
You fill up my senses come fill me again.

Come let me love you, let me give my life to you
Let me drown in your laughter, let me die in your arms
Let me lay down beside you, let me always be with you
Come let me love you, come love me again.


...Let me give my life to you
Come let me love you, come love me again.

You fill up my senses like a night in a forest
Like the mountains in springtime, like a walk in the rain
Like a storm in the desert, like a sleepy blue ocean
You fill up my senses, come fill me again.

Música da Annie ( Annies song )

Você completa meu sentimentos
Como a noite na floresta
Como as montanhas no tempo de primavera
Como a caminhada na chuva
Como a tempestade no deserto
Como o sonolento oceano azul
Você completa meus sentimentos
Venha me completar de novo

Venha, deixe-me te amar
Me deixe dar minha vida a você
Me deixe afogar em sua risada
Me deixe morrer em seus braços
Me deixe deitar ao seu lado
Me deixe ficar sempre com você
Venha, deixe-me te amar
Venha me amar de novo

Você completa meu sentimentos
Como a noite na floresta
Como as montanhas no tempo de primavera
Como a caminhada na chuva
Como a tempestade no deserto
Como o sonolento oceano azul
Você completa meus sentimentos
Venha me completar de novo.

Lembrando John Denver., de Perhaps Love, com Plácido Domingo

John Denver (31.12.1943 - 12.10.1997), nascido Henry John Deutschendorf, Jr., foi um cantor, compositor, músico e ator americano. Compunha e cantava canções do gênero country music. Denver morreu aos 53 anos na região costeira de Monterey, na Califórnia, enquanto pilotava um avião experimental, feito de fibra de vidro.
John Denver é mais conhecido por sua balada Annie's Song, mas grandes sucessos foram também as canções Take Me Home, Country Roads, Sunshine On My Shoulders, Perhaps Love (em dueto com Placido Domingo, Don't Close Your Eyes Tonight e Come And Let Me Look In Your Eyes. Ficou também famoso por outras paixões, além da música: aviões, natureza e mulheres, não necessáriamente nesta ordem...Conheçamos um pouco de sua obra.


Perhaps Love - John Denver & Placido Domingo


Trágicamente falecido John Denver deixou-nos uma música que possivelmente sobreviverá aos tempos: Perhaps Love.Ei-lo aqui, duetando com Plácido Domingo, a música que diz que talvez o amor seja como um lugar de repouso, um abrigo da tormenta, ...Será?

Perhaps Love

Perhaps love is like a resting place
A shelter from the storm
It exists to give you comfort
It is there to keep you warm
And in those times of trouble
When you are most alone
The memory of love will bring you home

(John Denver)
Perhaps love is like a window
Perhaps an open door
It invites you to come closer
It wants to show you more
And even if you lose yourself
And don't know what to do
The memory of love will see you through

(Placido Domingo & John Denver)
Oh, love to some is like a cloud
To some as strong as steel
For some a way of living
For some a way to feel
And some say love is holding on
And some say letting go
And some say love is everything
And some say they don't know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside
Or thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you


Talvez o amor

alvez o amor seja como um local de descanso,
um abrigo da tempestade
Ele existe para te oferecer conforto,
Ele está lá para te manter aquecido
E naqueles tempos de dificuldade
Quando você está na maior parte sozinho,
A lembrança do amor vai te trazer para casa

Talvez o amor seja como uma janela,
Talvez uma porta aberta,
Ele te convida para chegar mais perto,
Ele quer te mostrar mais
E mesmo se você perder a si mesmo e não souber o que fazer,
A lembrança do amor vai te acompanhar

O amor para alguns é como uma nuvem,
Para alguns tão forte como o aço
Para alguns um modo de vida,
para alguns um modo de sentir.
E alguns dizem que o amor está persistindo
E alguns dizem que está desistindo
E alguns dizem que o amor é tudo
E alguns dizem que não sabem...

Talvez o amor seja como o oceano,
Repleto de conflito, repleto de dor
Como uma chama quando está frio lá fora,
Um trovão quando chove.
Se eu viver eternamente
E todos os meus sonhos tornarem-se realidade,
Minhas lembranças do amor serão sobre você...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Guz está de banner e imã novos

Cartão de visitas, amigas queridas, amigos nem tanto, já era. Estamos em plena era magnética,com imãs marketando em todas as superfícies metálicas.Sempre espero que os meus sejam colados nos armarinhos das CPUS,para evitar que confundam os meus fazimentos e respectivos fornecimentos: caricaturas, charges, cartuns, ilustrações, participações em eventos. Pode acontecer de alguem mais apressado me peça uma pizza. Todos os que conhecem as minhas margueritas sabem que sou do ramo.Até uma carne chinesa à moda do Guz já inventei, com portfólio espantoso. O Lucas Campos num dos aniversários da tia Beth repetiu OITO vezes! Mas, como dizer o indizível, são só para vocês, da minha TRIBO DO AFETO !!
ROSE AMONG THORNS
(Uma rosa entre os espinhos)



From a simple prayer
That began as a whisper in a quiet place
A dream can inspire the world
A voice echo far away
The wind can take our thoughts
From the wasteland where we walk
Into a pure land
As heroes proudly stand
Like a rose among thorns

From a simple act
That began in the corner of an unlit place
A vision embraces the world
A million candles blaze
We rise above ourselves
With a dignity somehow
Reach that Promised Land
As heroes proudly stand
Like a rose that grows
In spite of it all
A simple rose among thorns

In every lifetime we find a heart
That lights a spark in the eyes of the weary
Who can lead me to a greater love
Show there's good in us

Uma rosa entre os espinhos

A partir de uma simples oração
Isso começou como um sussurro em um lugar calmo
Um sonho pode inspirar o mundo
Uma voz eco distante
O vento pode levar os nossos pensamentos
Desde o terreno baldio onde caminhamos
Em uma terra pura
Como heróis orgulhosamente stand
Como uma rosa entre os espinhos

De um simples ato
Isso começou no canto de um lugar não iluminado
Uma visão abraça o mundo
Um milhão de velas incêndio
Nós subir acima nós
Com uma certa dignidade
Alcançar essa Terra Prometida
Como heróis orgulhosamente stand
Como uma rosa que cresce
Apesar de tudo
Uma simples rosa entre os espinhos

Em cada vida nós encontramos um coração
Isso acende uma faísca nos olhos cansados do
Quem pode me levam a um maior amor
Mostrar aí é bom em nós
Cinema Paradiso






Antiga Palavra


Amor tras la camara





La Luz Prodigiosa _

Chi Mai - Dulce Pontes & Ennio Morricone

Chi Mai - Dulce Pontes & Ennio Morricone

YOUR LOVE - Ennio Morricone & Dulce Pontes

YOUR LOVE - Ennio Morricone & Dulce Pontes


woke and you were there
beside me in the night.
You touched me and calmed my fear,
turned darkness into light.

I woke and saw you there
beside me as before.
My heart leapt to find you near
to feel you close once more.
To feel your love once more.

Your strength has made me strong.
Though life tore us apart
and now when the night seems long
your love shines in my heart
Your love shines in my heart.

Amalia por amor Dulce Pontes & Ennio Morricone

Amalia por amor
Dulce Pontes & Ennio Morricone



ens no olhar
Na alma e na voz
O verdadeiro fado
Que há em nós

E preso ás cordas da guitarra
Viveu o teu coração
Sem saber a razão
Cantas o mar
A terra e o céu
Com o coração na voz
Que deus te deu

Sete colinas e varinas
E mil pregões pelo ar
O povo a rezar
Uma voz a cantar
Saudade, teu nome quiseste dar
À mulher que foi
Amália por amar

E a cantar
Tu dás tanto amor
Que morres para matar
A nossa dor

E há sardinheiras nas janelas
E procissões a passar
O povo a rezar

Tens no olhar
Na alma e na voz
O lusitano fado que há em nós
E há sardinheiras nas janelas
E procissões a passar
Uma voz a cantar

Uma voz a cantar
Saudade, teu nome quiseste dar
À mulher que foi
Amália por amar.


ens no olhar
Na alma e na voz
O verdadeiro fado
Que há em nós

E preso ás cordas da guitarra
Viveu o teu coração
Sem saber a razão
Cantas o mar
A terra e o céu
Com o coração na voz
Que deus te deu

Sete colinas e varinas
E mil pregões pelo ar
O povo a rezar
Uma voz a cantar
Saudade, teu nome quiseste dar
À mulher que foi
Amália por amar

E a cantar
Tu dás tanto amor
Que morres para matar
A nossa dor

E há sardinheiras nas janelas
E procissões a passar
O povo a rezar

Tens no olhar
Na alma e na voz
O lusitano fado que há em nós
E há sardinheiras nas janelas
E procissões a passar
Uma voz a cantar

Uma voz a cantar
Saudade, teu nome quiseste dar
À mulher que foi
Amália por amar.

Cançao do mar - Portugal (Dulce Pontes)

Cançao do mar - Portugal
(Dulce Pontes)

terça-feira, 24 de março de 2009

Para Yatie Bindie, uma amiga querida :Ennio Morricone & Dulce Pontes: uma divina dupla

nicio
Dedicada a uma amiga querida, Yatie Bindi, da Malásia, inicio hoje neste blog uma série de postagens de uma parceria que nos eleva a um nível de sensibilidade poucas vezes encontrado: o maestro Ennio Morricone, responsàvel pelas trilhas sonoras mais célebres do cinema, e Dulce Pontes, esta sensacional portuguesa que se alçou no panteon das maiores cantoras da atualidade. Ouçam-nos nesta postagem inicial, onde todo o drama de Sacco & Vanzetti é contado como nas maiores óperas.
Maestro Ennio Morricone e Dulce Pontes conheceram-se em 19



I95 quando a intérprete cantou "A Brisa do Coração", na banda sonora do maestro para o filme "Afirma Pereira" com Marcello Mastroianni.
Nessa altura o maestro disse a Dulce Pontes: "Um dia adoraria gravar um disco contigo". E Dulce pensou que isso era o êxtase? mas o maestro disse-lhe que deveriam esperar até Dulce ter pelo menos 30 anos!

Oito anos depois, na Primavera de 2003, reuniram-se finalmente na cidade natal de Morricone, em Roma, para gravar Focus: uma colaboração única entre dois dos mais respeitados artistas das suas áreas.

"Focus" contém peças de cada fase da extraordinária carreira de 40 anos de Morricone, em que compôs quase 500 bandas sonoras para filmes.

Vão desde temas familiares dos clássicos do cinema como "Era Uma Vez no Oeste", "A Missão" e "Cinema Paradiso", a alguns dos filmes menos conhecidos e vistos para os quais compôs bandas sonoras .
"Focus" contém, também, cinco composições feitas propositadamente pelo Maestro para Dulce Pontes.

Neste brilhante álbum Dulce Pontes demonstra as suas qualidades "camaleónicas" cantando não só em vários estilos, mas também em quatro idiomas: português,
italiano, espanhol e inglês.

"Ballad Of Sacco And Vanzetti"
Father, yes, I am a prisoner
Fear not to relay my crime
The crime is loving the forsaken
Only silence is shame

And now I'll tell you what's against us
An art that's lived for centuries
Go through the years and you will find
What's blackened all of history
Against us is the law
With its immensity of strength and power
Against us is the law!
Police know how to make a man
A guilty or an innocent
Against us is the power of police!
The shameless lies that men have told
Will ever more be paid in gold
Against us is the power of the gold!
Against us is racial hatred
And the simple fact that we are poor

My father dear, I am a prisoner
Don't be ashamed to tell my crime
The crime of love and brotherhood
And only silence is shame

With me I have my love, my innocence,
The workers, and the poor
For all of this I'm safe and strong
And hope is mine
Rebellion, revolution don't need dollars
They need this instead
Imagination, suffering, light and love
And care for every human being
You never steal, you never kill
You are a part of hope and life
The revolution goes from man to man
And heart to heart
And I sense when I look at the stars
That we are children of life
Death is small
Balada de Sacco e Vanzetti
Pai, sim, eu sou um prisioneiro
Medo de não retransmitir o meu crime
O crime é o amor ao abandonado
Só o silêncio é vergonha

E agora eu vou te contar o que está contra nós
Uma arte que é vivido por séculos
Vá ao longo dos anos e você encontrará
What's ensombrecerão todos da história
Contra nós, é a lei
Com a imensidão da força e potência
Contra nós, é a lei!
Polícia sabe fazer um homem
Um culpado ou inocente um
Contra nós, é o poder de polícia!
As mentiras que os homens têm desvergonhada disse
Será cada vez mais ser pago em ouro
Contra nós, é o poder do ouro!
Contra nós, é o ódio racial
E o simples fato de que somos pobres

Meu pai querido, eu sou um prisioneiro
Não ter vergonha de dizer ao meu crime
O crime de amor e de fraternidade
E só o silêncio é vergonha

Tenho-me com meu amor, minha inocência,
Os trabalhadores e os pobres
Por tudo isto estou seguro e forte
E é minha esperança
Revolta, revolução não precisa dólares
Eles necessitam desta vez
Imaginação, dor, luz e amor
E cuidar de cada ser humano
Você nunca roubei, nunca matei
Você é uma parte de esperança e de vida
A revolução vai de homem para homem
E coração a coração
E eu sinto quando eu olhar para as estrelas
Que somos filhos de vida
Morte é pequena
Uma biografia de Dulce Pontes

Dulce, quando criança, aprendeu a tocar piano, estudando música no Conservatório de Lisboa. Estudou Dança Contemporânea entre os 7 e os 17 anos de idade. Em 1988, no decorrer de um Casting onde foi seleccionada entre várias candidatas, inicia a sua actividade profissional na Comédia Musical “Enfim sós” prosseguindo com “Quem tramou o Comendador”, no Teatro Maria Matos, como actriz, cantora e bailarina. Em 1990 é convidada a integrar o espéctaculo “Licença para jogar” no Casino Estoril. Torna-se popular junto do público português através do programa de televisão “Regresso ao passado” Em 1991 vence o Festival RTP da Canção tendo ido representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, onde cantou “Lusitana Paixão”. Alcança o oitavo lugar entre 22 países participantes, uma das melhores prestações de Portugal no Eurofestival.

Em 1992 Dulce gravou o seu primeiro álbum, chamado Lusitana. Continha principalmente canções pop, que certamente eram ainda muito abaixo das ambições, capacidades e imaginação artística da Dulce.

Todavia, já naquela altura sabia-se que Dulce era uma excelente fadista. As primeiras provas disso apareceram um ano depois, em 1993, quando foi lançado o seu segundo disco, chamado Lágrimas. Dulce abordou o fado duma forma muito pouco ortodoxa. Misturava fado tradicional com ritmos e instrumentos modernos, procurando novas formas de expressão musical. Enriquecia os ritmos ibéricos com sons e motivos inspirados pela tradição da música árabe e balcânica, principalmente búlgara. A sua versão do clássico “Povo Que Lavas No Rio” era tudo menos clássica. Mas Lágrimas tinha também faixas bem tradicionais, fados clássicos gravados ao vivo em estúdio e cantados em rigor com todas as exigências do fado ortodoxo. Foram estes os temas (“Lágrima” e “Estranha Forma de Vida”) que lhe ganharam a denominação da “sucessora e herdeira da Amália Rodrigues”. Mas o maior êxito do Lágrimas foi um outro clássico, “A Canção do mar”, que, no Brasil, foi usado como tema de abertura de uma adaptação do romance As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis, em telenovela. Interpretado por Dulce, este tema tornou-se um dos maiores êxitos da canção portuguesa de sempre (paradoxalmente nesta versão da “Canção do Mar” ouvem-se muito bem influências árabes), sendo provavelmente a canção portuguesa mais conhecida fora de Portugal, interpretada até hoje pelo mundo fora por vários artistas (mais recentemente pela Sarah Brightman, que fez da “Canção do Mar” o principal motivo musical do seu disco intitulado Harem). “A Canção do Mar” interpretada pela Dulce faz também parte da banda sonora do filme americano “As Duas Faces de um Crime” (título inglês - “Primal Fear”), no qual Richard Gere contracena com Edward Norton.

Em 1995 Dulce lançou o álbum Brisa do Coração, que é um álbum gravado ao vivo durante um concerto que teve lugar no Porto a 6 de Maio de 1995. O disco seguinte, Caminhos, foi lançado em 1996. Caminhos continha temas clássicos como “Fado Português”, “Gaivota” e “Mãe Preta”, interpretados com grande proeza, bem como composições originais. A crítica considerou o disco mais maduro e melhor que Lágrimas. Os arranjos eram mais harmoniosos e menos radicais. Este disco consolidou a posição da Dulce Pontes como uma grande fadista, mas também deu bem a entender que nunca ia ser apenas uma fadista. Dulce estava interessada em ser uma artista versátil, heterogénea, que não hesita em ultrapassar as fronteiras de vários géneros musicais.

O disco O Primeiro Canto foi lançado em 1999. A crítica considerou-o o melhor, e também o mais ambicioso e difícil na carreira da Dulce. Neste disco Dulce confirma que está seriamente interessada em ser uma artista da world music. Em O Primeiro Canto Dulce introduz elementos do jazz (o álbum contou com a colaboração da Maria João) e opta pela sonoridade acústica. Dá nova vida a antigas tradições musicais da Península Ibérica (canta não só em português, mas também em galego e mirandês), redescobre melodias e instrumentos há muito esquecidos.

Foi lançada uma edição especial deste disco com três faixas adicionais: uma versão em espanhol de “Pátio dos Amores”, o célebre tango do inesquecível Astor Piazzolla “Balada para un Loco” e uma música composta por Dulce, “A minha barquinha”.

Em 2002 foi lançado o disco Best of.

2003 trouxe uma grande novidade e reviravolta na vida artística da Dulce Pontes. Foi lançado o Focus, que é fruto da colaboração da Dulce com Maestro Ennio Morricone. Dulce cantou alguns dos clássicos do compositor, mas o disco contém também composições originais, compostas pelo Maestro especialmente para a voz da Dulce. O pricipal objectivo deste disco foi consagrar uma grande voz. Gravado em Itália e destinado tanto ao público português como internacional, o Focus contém temas cantados em português, inglês, espanhol e italiano.

O disco O Coração Tem Três Portas foi editado em 2006. Produzido na íntegra por Dulce é composto por 2 CD´s e um DVD. 145mn de música onde a Verdade o Amor e o Sonho dão as mãos ao que Dulce considera ser o âmago da música Portuguesa: O Fado, o Folclore/Música Popular Portuguesa e a Música de inspiração medieval Galaico-Portuguesa versus Fado de Coimbra. Totalmente acústico, foi gravado ao vivo por 5 Continentes, na Igreja de Santa Maria em Òbidos e no Convento de Cristo em Tomar. O DVD inclui um concerto gravado em Istambul e o making of das gravações efectuadas nos monumentos.

Dulce Pontes em parceria com José Carreras, protagonizou a abertura oficial da eleição das Novas 7 Maravilhas do Mundo com o tema “One World” (Todos somos um) de sua autoria, para a maior emissão televisiva da história.

Metáforas boas eram com Neném Prancha, Miriam...

.Em um de seus últimos artigos , Ponto Crítico, a melhor colunista do Globo, Miriam Leitão, cita Michael Porter para metaforizar a crise.

Lembrei-me que temos aqui , bem nosso, um filósofo mais em conta,
citado frequentemente por João Saldanha: o também botafoguense
Neném Prancha.
Em suas crônicas, Saldanha criava situações
em que o austero e sábio técnico de futebol de várzea exudava sabedoria.


A minha preferida foi dita a propósito da falta de objetivo do seu time de várzea, onde era treinador. Cansado de ver jogadas inúteis, e sem objetivo, vendo o primeiro tempo passar ao sabor da displicência e desinteresse, no intervalo mostrou a bola e perguntou-lhes o que era aquilo. As respostas variavam de perseguida, esfera, redonda , e até bola mesmo. Neném dá-lhes a sua grande lição, numa frase merecedora de constar dos melhores workshops ( no meu caso, playshops) de g
Gestão de Pessoas ( espero que algum dia mudem para Gestão de Seres Humanos):
Não, moçada, isso aqui é simplesmente o prato de comida de vocês! Sem vitória, não tem comida, pois jogador de futebol tem que ir na bola com a mesma disposição
com que vai num prato de comida.

Se trocarmos jogador por qualquer outra atividade privada, pois no xangrilá blindado do emprego público é impossível, o que se infere é um conselho para executivo nenhum esquecer: seja criativo, mas don´t be so fuzzy. No momento do ora veja, náo perca o foco do seu prato de comida!
Essa reflexão permitiu-me fazer uma pesquisa que desejava há muito tempo.
O resultado, um tanto quanto exagerado, está em sequência.

Uma notícia relevante: no www.bloguz.blogspot.com , meu blog do dia a dia, postei um slideshow com a maior parte das charges publicadas no superblog do Noblat, entre 2005-2007. Depois de revê-las, pode se afirmar, parafraseando Lavoisier, aquele que perdeu a cabeça:
No Brasil, tudo se transforma na mesma coisa.

Bração
do
Guz

O pensamento vivo de Neném Prancha

Jogador que joga nas 11 não joga bem em nenhuma.

Quem corre é a bola. Senão, era só fazer um time de batedores de carteira.


"Bola tem que ser rasteira porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama"


É muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende"

"Futebol moderno é que nem pelada.Todo o mundo corre e ninguém sabe para onde"

"Jogador brasileiro não vai ter problema no México, não. Tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude"

"Jogador é o Didi, que joga como quem chupa laranja"

"O goleiro deve dormir com a bola. Se for casado, dorme com as duas"

"O pênalti é tão importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube"

"Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária não perdia uma"

"Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado"

"O importante é o principal, o resto é secundário"

"Quem pede tem preferência, quem se desloca recebe"

"Tudo é passageiro, menos o motorista e o cobrador"

"Jogar a bola pra cima, enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol

Neném Prancha
O Filósofo da Bola
Antônio Franco de Oliveira nasceu a 16 de Junho de 1906 e faleceu a 16 de Janeiro de 1976, tendo sido conhecido por todos como Neném Prancha devido às suas mãos medirem 23 centímetros de comprimento e calçar sapatos número 44. Foi torcedor incondicional do Botafogo de Futebol e Regatas desde o dia em que chegou a Copacabana, procedente de Resende, ganhando fama no extinto Posto Quatro Futebol Clube e no Carioca Esporte Clube. Verdadeiro mito e profundo conhecedor do futebol brasileiro, Neném Prancha foi “roupeiro” do departamento de atletismo do Botafogo desde 1943 e trabalhou para a divisão juvenil de futebol. Neném Prancha foi sempre uma figura misteriosa que nunca falava do seu passado e que, apesar de viver imenso tempo na praia, nunca o viram tomar banho de mar. Vivia num quarto na sede do Botafogo e tal como muitos outros funcionários, passou privações freqüentes devido a salários em atraso.
Porém, jamais pensou em abandonar o clube do seu coração e foi com muita dificuldade que aceitou ser internado na casa de saúde onde viria a despedir-se do mundo. Neném Prancha também nunca pensou em casamento, quer por alegadamente ter dinheiro apenas para “manter o estômago em dia”, quer porque lia sempre nos jornais as notícias sobre brigas conjugais e dizia que “casamento é coisa muito séria para terminar nas manchetes de jornais”.
Ao longo de décadas Neném Prancha foi criador de imensas frases lapidares sobre o futebol. É possível que algumas fossem da autoria de João Saldanha, mas o próprio Saldanha parece que as assumia como se fossem do homem que, por essa razão, ficou conhecido como o “filósofo da bola”. Neném era adepto do futebol objetivo e sem floreados, afirmando que o “futebol é muito simples: quem tem a bola ataca, quem não tem defende…”. Por isso ele não gostava do drible e recomendava aos jogadores de área para “jogar a bola para cima, enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol.” Neném Prancha também não era adepto das concentrações e dizia que “se concentração ganhasse jogo, o clube do presídio não perdia uma partida”, tal como era inimigo de superstições porque acreditava realmente era no talento e, por isso, afirmava que “se macumba resolvesse, o campeonato baiano terminava sempre empatado”. Neném lançou muitos jovens jogadores – entre os quais o famoso Heleno de Freitas – e sempre que deparava com um rapaz habilidoso aconselhava-o a que “jogador de futebol tem que ir na bola com a mesma disposição com que vai num prato de comida. Com fome, para estraçalhar.” Para os goleiros ele tinha também uma máxima: “O goleiro deve andar sempre com a bola, mesmo quando vai dormir. Se tiver mulher, dorme abraçado com as duas”. Esta frase está seguramente relacionada com outra em que afirma que “O goleiro é uma posição tão amaldiçoada que onde ele pisa nem nasce grama…”. Sobre bons jogadores o “filósofo da bola” garantia que “jogador bom é que nem sorveteria: tem várias qualidades.” Um dos jogadores que mais admirou, considerando-o um dos maiores armadores de futebol do mundo, foi Didi, tendo dito que “O Didi joga bola como quem chupa laranja, com muito carinho”. Neném era admirador do futebol clássico e por isso considerava que o “futebol moderno é que nem pelada; todo mundo corre e ninguém sabe para onde…”. Por isso é que defendia que “quem corre é a bola; senão, era só fazer um time de batedores de carteira…”. A seriedade era uma das características fundamentais de Neném Prancha e quando foi jogador no futebol de praia, antes de ser treinador dos juvenis do Botafogo, o “filósofo da bola” evitava bater penaltis, porque “penalti é uma coisa tão importante, que quem devia bater é o presidente do clube”. Às vezes as suas frases eram um pouco incompreensíveis, como a que afirma que “quem pede tem preferência, quem se desloca recebe…”. Mas quem tiver dúvidas sobre a perspicácia do “filósofo”, convém lembrar que, entre vários receios da altitude em que se realizava a Copa do Mundo de 1970, Neném Prancha previra a conquista definitiva da Taça Jules Rimet com o tricampeonato brasileiro de futebol: “Jogador brasileiro não vai ter problema no México, não; tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude…”
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Rio (Sucursal Folha) - Um enfarte do miocárdio silenciou para sempre o homem Antonio Franco de Oliveira, na madrugada de ontem, na Casa de Saúde Dr. Eiras. Mas "Neném Prancha", o mito, ficará na história do futebol brasileiro. Torcedor incondicional do Botafogo desde o dia em que chegou a Copacabana, procedente de Resende, há mais de 40 anos. "Neném Prancha" ganhou fama no extinto Posto Quatro Futebol Clube, como goleador, e zagueiro, no Carioca Esporte clube.
Profundo conhecedor de futebol, "Neném Prancha" atuou até pouco tempo como "olheiro" no futebol de praia. Roupeiro do departamento de atletismo no Botafogo desde 1943 - começou trabalhando para a divisão juvenil de futebol, Antonio Franco de Oliveira passou a ter problema no coração a partir de março do ano passado:
"O "Neném" ficou muito agitado com o lançamento do livro "Assim falou Neném Prancha", de autoria do esportista Pedro Zamara", era o comentário mais ouvido durante o seu enterro no cemitério São João Batista.
Homem de poucas palavras, mas perfeito observador e muito inteligente, só falava nos momentos oportunos. Lançava com grande humor as suas frases irônicas para definir os fatos. Adepto do futebol simples e objetivo, ele contestava a forma de jogar de Domingos da Guia. Neném repudiava o drible, o firula dentro da área:
"Jogar a bola pra cima, enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol."
Para muitos torcedores "Neném" era uma figura humana estranha. Apesar de muito conhecido na praia, ele jamais foi visto tomando banho de mar. Antonio Franco de Oliveira jamais gostou de falar sobre o seu passado. Filho de Zeferino, um biscateiro e D. Julia, empregada doméstica, "Neném Prancha" passou os seus 69 anos - nasceu a 16 de junho de 1906 - criando suas frases.
Quando encontrava um menino habilidoso, com jeito de seguir a carreira, "Neném Prancha" o aconselhava.
"Jogador de futebol, tem que ir na bola com a mesma disposição com que vai num prato de comida. Com fome, para estraçalhar."
Talvez por passar praticamente toda a sua vida entre a praia e o seu pequeno quarto na própria sede do Botafogo, assim definia as concentrações:
"Se concentração ganhasse jogo, o time do presídio não perdia uma partida".
Foi também inimigo das superstições que dominam a maioria dos jogadores e dirigentes do futebol brasileiro. Ele sempre dizia que sem talento não adiantavam as promessas:
"Se macumba resolvesse, o campeonato baiano terminava sempre empatado".
Um conselho paternal para os goleiros:
"O goleiro deve andar sempre com a bola, mesmo quando vai dormir. Se tiver mulher, dorme abraçado com as duas".
Admirador do futebol clássico, "Neném Prancha" encarava Didi como um dos maiores armadores de futebol do mundo. Sua resposta era a mesma quando solicitado para comentar o talento de Didi:
"O Didi joga bola como quem chupa laranja, com muito carinho".
Mito do futebol brasileiro, Antonio Franco de Oliveira passou a "Neném Prancha" por causa das mãos - cada uma mede 23 centímetros de comprimento - e dos pés, que poucas vezes calçaram sapatos número 44 - ele preferia os chinelos. A exemplo dos demais funcionários do Botafogo, passou por privações com os frequentes atrasos dos salários. Mas nunca pensou em largar o clube de seu coração. Foi há muito custo que ele concordou em se internar numa casa de saúde.
"Neném Prancha" jamais pensou em casamento, porque o pouco dinheiro que ganhava servia apenas para "Manter o estômago em dia" além disso, "Neném Prancha" não confiava muito na história da Amélia, a mulher de verdade, porque lia diariamente nos jornais as notícias sobre briga de casais:
"Casamento é coisa muito séria para terminar nas manchetes de jornais".
Quando jogador no futebol de praia, "Neném Prancha evitava a cobrança de pênaltis e depois passou à condição de treinador de juvenis e torcedor do Botafogo, ele lançou uma de suas mais famosas frases:
"Penalti é uma coisa tão importante, que quem devia bater é o presidente do clube".


Outras frases de outros...

Nosso futebol sempre foi marcado pelos gols belíssimos, pelas jogadas brilhantes, mas principalmente, pelas pérolas que vários craques costumam dizer ao abrir a boca. Aqui estão juntas uma pequena amostra dessas grandes frases do futebol brasileiro e mundial.


"Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio."
(Armando Nogueira - jornalista e escritor)

"Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios."
(Carlos Drummond de Andrade - escritor)

"Eu digo: não há no Brasil, não há no mundo ninguém tão terno, ninguém tão passarinho como o Mané."
(Nélson Rodrigues - escritor, dramaturgo e jornalista esportivo, sobre Garrincha)

"Todo treinador de juvenis é meio homossexual. E todo treinador de qualquer categoria que defende a concentração, é candidato a corno."
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70)

"Só se a Adidas se associar com a De Millus para providenciar o uniforme"
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, sobre o futebol feminino)

"Tinha por ela um carinho tremendo. Porque ela é fogo. Se você a maltratar, quebra a perna. É por isso que digo - Rapazes, vamos, respeitem. Esta é uma menina que tem que ser tratada com muito amor.. Conforme o lugarzinho em que nós a tocarmos, ela toma um destino."
(Didi - campeão mundial das copas de 58 e 62, sobre a bola)

"Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária não perdia uma."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"O goleiro deve dormir com a bola. Se for casado, dorme com as duas."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Jogador brasileiro não vai ter problema no México, não. Tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Jogador bom é que nem sorveteria: tem várias qualidades."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"O pênalti é tão importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Futebol moderno é que nem pelada. Todo o mundo corre e ninguém sabe pra onde."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Jogador é o Didi, que joga como quem chupa laranja."
(Neném Prancha - ex-roupeiro do Botafogo, ex-técnico de futebol de praia e filósofo da bola)

"Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola."
(Armando Nogueira - jornalista e escritor)

"Um idealista do futebol, um sonhador. Pensa que o futebol deveria ser como ele pensa que é"
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, sobre Armando Nogueira)

"Campo de futebol nao é loteamento. Ninguém é dono de lote, de posição fixa."
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, que defendia a liberdade dos craques dentro de campo)

"Dissolvido? Eu não sou sorvete pra ser dissolvido"
(João Saldanha, técnico brasileiro nas eliminatórias para a Copa de 70, ao ser comunicado em março de 70 por João Havelange, então presidente da CBD, que a comissão técnica estava sendo dissolvida)

"Garrincha é um verdadeira assombro. Não pode ser produto de nenhuma escola de futebol. É um jogador como jamais vi igual."
(Gavril Katchalin, técnico soviético em 62)

"O estilo era cadenciado, lento. Bola de pé em pé para não gastar energia. Afinal, se somadas, nossas idades passariam de mil anos!"
(Didi, sobre o estilo de jogo brasileiro na Copa do Chile, em 62)

"Subimos juntos, fora do tempo, para cabecear uma bola. Eu era mais alto e tinha mais impulsão. Quando desci ao chão olhei pra cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, no alto, cabeceando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse"
(Fachetti, zagueiro italiano na Copa do México, em 70)

"O time brasileiro era tão bom que eu tinha medo de começar a torcer por ele."
(George Raynor - técnico da seleção Sueca, adversária do Brasil na final da Copa de 58)

"Sem Pelé, o Brasil fica muito fraco. Quem é Amarildo?"
(Helenio Herrera, técnico da Seleção Espanhola, que perdeu do Brasil na Copa de 62 por 2 x 1, com 2 gols de Amarildo)

"Deixei de acreditar em Deus no dia em que vi o Brasil perder perder a Copa do Mundo no Maracanã."
(Carlos Heitor Cony - escritor)

"Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos."
(Nelson Rodrigues - dramaturgo)

"Como a senhora explicaria a um menino o que é felicidade? Não explicaria. Daria uma bola para que ele jogasse."
(Resposta da teóloga alemã Dorothee Sölle a um jornalista)

"Chuto tão mal que, no dia em que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol."
(Dadá Maravilha - campeão mundial em 1970 com a Seleção Brasileira e três vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro)





" � que na quer�ncia de ganhar o jogo, acabam acontecendo coisas desse tipo." (Rom�rio, no jogo Flamengo 4 x 1 Americano, do dia 19/02/97, quando perguntado sobre sua discuss�o com Junior Baiano, nesse jogo).

" Comigo ou sem migo o Corinthians ser� campe�o. " (Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians).

" O S�crates � invend�vel e imprest�vel. " (Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians).

" N�o me venham com a problem�tica que eu tenho a solucion�tica. " (Dad� Maravilha, ex-jogador).

" Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu. " (Claudiomiro, do Internacional (RS), quando chegou � Bel�m do Par� para enfrentar o Paissandu, em 1972).

" Quem nunca agrediu uma mulher? " (Josimar, ex-lateral do Botafogo).

" E a�, King, tudo bem? " (M�rio Trigo, m�dico brasileiro em 58, ap�s abra�ar efusivamente o rei Gustavo da Su�cia que entregava a ta�a aos brasileiros).

" Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado. " (Nen�m Prancha - ex-roupeiro do Botafogo e fil�sofo da bola).

" O p�nalti � t�o importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube. " (Nen�m Prancha - ex-roupeiro do Botafogo e fil�sofo da bola).

" Cl�ssico � cl�ssico e vice-versa. " (Jardel - ex-atacante do Gr�mio e atualmente no Porto).
" Somente tr�s coisas param no ar: o beija-flor, o helic�ptero e eu. " (Dad� Maravilha - ex-jogador).



O juiz de futebol é o único ladrão que rouba e sai protegido pela polícia.
Ary Toledo





Clássico é clássico e vice-versa.
Mario Jardel


A grande área é o cemitério dos árbitros.
Arnaldo Cesar Coelho


A história do futebol é uma triste viagem do prazer ao dever.
Eduardo Galeano


Quem diz que o futebol não tem lógica ou não entende o futebol ou não sabe o que é lógica.
Stanislaw Ponte Preta


Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado.
Neném Prancha


O melhor lugar para se defender é na grande área - do adversário.
Jack Stein


Em futebol, o pior cego é o que só se vê a bola.
Nelson Rodrigues



segunda-feira, 23 de março de 2009

As charges do Guz no Noblat em slide-show



A guitarra é de Paco de Lucia...

domingo, 22 de março de 2009

Celine Dion & Andrea Bocelli - The Prayer (Oscar 1999)






La preghiera

We pray you'll be our eyes
Preghiamo che tu sia la nostra vista
And watch us where we go
E ci vegli ovunque andiamo
Help us to be wise
Aiutaci ad essere saggi
In times when we don't know
Quando non sappiamo cosa fare
Let this be our prayer
Che questa sia la nostra preghiera
As we go our way
Quando ce ne andiamo
Lead us to a place
Mettici al riparo
Guide us with your Grace
Guidaci con la tua Grazia
To a place where we'll be safe
Dove in salvo noi saremo

We pray we'll find your light
Preghiamo perche' troviamo la tua luce
And hold it in our hearts
E la guardiamo nelle nostre anime (non mi sembra affatto corretto)
When stars go out each night
Quando le stelle spuntano ogni notte
Remind us where you are
Ricordaci dove sei
Let this be our prayer
Che questa sia la nostra preghiera
When shadows fill our day
Quando le ombre riempiono il nostro giorno
Lead us to a place
Mettici al riparo
Guide us with your Grace
Guidaci con la tua Grazia
To a place where we'll be safe
Dove in salvo noi saremo

We dream of a world with no more violence
Sogniamo un mondo senza piu' violenza
A world of justice and of hope
Un mondo di giustizia e di speranza
A world where pain and sorrow will be ended
Un mondo dove il dolore e la tristezza finiranno
And every heart that's broken will be mended
Ed ogni cuore infranto sara' guarito
And we'll remember we're all God's children
E ci ricorderemo che tutti siamo figli di Dio
Reaching out to touch you, reaching to the sky
Stendendoci per toccarti, arrivando al cielo
We ask that life be kind
Chiediamo che la vita sia buona
Please watch us from above
Ti prego, vegliaci da lassu'
We hope each soul will find
Speriamo che ogni anima trovi
Another soul to love
Un'altra anima per amare.

Let this be our prayer
Che questa sia la nostra preghiera
Just like every child
Come ogni bambino
Needs to find a place
Ha bisogno di trovare un rifugio
Guide us with your grace
Guidaci con la tua Grazia
Give us faith so we'll be safe
Dacci fede per essere salvi

The faith
La fede
You've lit deep inside our hearts
Che hai acceso dentro le nostre anime
We know will save us
Sappiamo che ci salvera'.

Andrea Bocelli - Sempre Sempre

Sempre Sempre

Dopo un giorno cosi
come e dolce la sera stare qui con te
questa notte verra come un pegno d'amore
dopo tanta aridita
la tua acqua bagnera
la riva mia si plachera
ti cercavo da sempre,
sempre, sempre, sempre sempre
sognavo i tuoi sapori
camminando fianco i muri
e adesso che mi stai
vicina piu che mai
o sforio piano al buio
il rosa caldo del mondo tuo

Mi dimentico gli inverni
che ti trovi nei ritorni
sempre, sempre, sempre, sempre, sempre
e forse piu importante il domani del presente
sempre, sempre, sempre, sempre, sempre
e una parola sola...c'e tutto quella che vorrei
viviamo in velocita consumando
di fretta tutto quanto ma
questo istante vedrai non potra mai finere
tanta gente intorno a me
ed ognuno pensa a se
Tu dove sei? Mi manchi sai.

Sempre, sempre, sempre, sempre, sempre
la vita dura un niente
sara piu grande insieme sempre,
sempre, sempre, sempre, sempre
in questa mia parola c'e una promessa
solati daro ogni istante
perche tu sei grande piu del cuore
mio aperto e vigile saro
sempre, sempre, sempre, sempre, sempre
e forse piu importante
il domani del presente sempre,
sempre, sempre, sempre, sempre
e una parola sola ma e una scommessa
sai sara sempre cosi
cosi dolce la sera stare qui
con te e la notte verra
come un pegno d'amore.

Pesquisar Enviar Resta Qui (Stay with me) - Andrea Bocelli








Voli e brividi grandi sogni che
forse realizzai
a che servono se tu non sei qui
qui con me, anche se ho sbagliato io...

Resta qui con me io sarò per te
un angelo vero che sogna e che sa prenderti la mano
e darti l'anima resta qui
resta qui
tu che sei mia, un altimo e noi
voleremo là dove tutto è paradiso se
noi noi saremo là, soli ma insieme

lo ritornerò credimi, l'uomo che hai amato in me

Resta qui con me, lo sarò per te
un angelo vero che sogna e che sa
rallentare il tempo
che non passerà, resta qui, tu che sei mia

Un attimo e noi, voleremo là ogni giorno che
moi saremo insieme

Cristina Aguilera & Andrea Bocelli: somos novios

Cristina Aguilera & Andrea Bocelli

Andrea Bocelli and Luciano Pavarotti Medley (seleção de trechos)

Andrea Bocelli & Zucchero - Miserere

Andrea Bocelli & Zucchero - Miserere



Miserere, miserere,
miserere, misero me,
pero brindo alla vita!

Ma che mistero, e la mia vita,
che mistero!
Sono un peccatore dell'anno ottantamila,
un menzognero!
Ma dove sono e cosa faccio,
come vivo?
Vivo nell'anima del mondo
perso nel vivere profondo!

Io sono il santo che ti ha tradito
quando eri solo
e vivo altrove e osservo il mondo
dal cielo,
e vedo il mare e le foreste,
vedo me che...
Vido nell'anima del mondo
perso nel vivere profondo!

Se c'e una notte buia abbastanza
da nascondermi, nascondermi,
se c'e una luce, una speranza,
sole maginifico che splendi dentro me
dammi la gioia di vivere
che anchora non c'e!

Miserere, miserere,
quella gioia di vivere
che forse ancora non c'e.







Miserere, miserere,
Misererere, miserol sou,
Porem brindo à vida!

Mas que misterio, é a minha vida,
Que mistério!
Sou um pecador do ano de
Oitentamil
Um enganador
Mas onde estou e oque faço,
Como vivo?
Vivo na alma do mundo
Perdido vivendo intensamente!

Miserere, misero sou,
Porem brindo a vida!

Eu sou o santo que te traiu
Quando estavas só
E vivo displicente e observo o mundo
La do céu,
E vejo mares e florestas,
Vejo a mim mesmo que....
Vivo na alma do mundo
Perdido vicendo intensamente!

Miserere, misero sou,
Porem brindo a vida!

Se houver uma noite escura o suficiente
Para esconder-me, esconda-me
Se houver uma luz, uma esperança,
Sol magnífico que resplandece dentro de mim
De-me a graça da vida
Que ainda não tenho!
Miserere, miserere,
Aquela dádiva da vida que talvez
Ainda não tenha

Andrea Bocelli & Laura Pausini - Vive Ya




Vive Ya / Andrea Bocelli & Laura Pausini




"Laura Pausini Vive Ya (tradução)



Laura: Olhe para o amanhã agora e não para o ontem
E as coisas que deixaste para trás
E as palavras de carinho que não foram ditas
Abraços que não encontrarás.
Rostos sem nome vão entre as pessoas
não há nada certo tudo é aparente.
Eu tenho somente a minha vida.
Viva Agora! Se atrevas a viver por inteiro.
Viva Agora! Que suas recordações passarão.
Viva Agora! Tente dar ao próximo algo de ti.
Até quando pensar que não há nada mais a oferecer.
Andrea: Mas se tu visse o homem
que está ao pé dos balcões
que dorme envolto em papelão.
Se escutasses o mundo numa manhã
sem o som da chuva.
Voz que crias tudo estás aqui.
Tu que pensas o que pensa as pessoas.
Deus, depois de ti está apenas ti.
Viva agora! Ainda que ninguém o tenha ensinado
Viva Agora! Não se pode viver sem um passado.
Viva Agora! O mais belo você ainda não pediu.
Porque haverão sempre canções e sempre alguém as cantará.
Porque, Porque, Porque
Laura: Viva agora! Buscando ao amor verdadeiro
Andrea: Porque não vives esta noite?
Laura: Viva agora! Sabes muito bem do que digo.
Andrea: Porque, Porque, Porque
Laura: Viva agora! Atrevas a viver por inteiro
Andrea: Vives agora?
Porque, Porque, Porque
A vida não é vida.
Juntos: Sua vida somente podes dar porque ela é tua, viva agora!
Andrea: Porque, Porque, Porque
A vida não é vida.
Laura: Viva agora! Atrevas a viver por inteiro
Andrea: Sua vida somente podes dar porque ela é tua
Laura: Te digo não...
Andrea: Te digo sim...
Juntos: Atreva-se e viva!

"Vivo por Ella - Andrea Bocelli & Sandy

"Vivo por Ella " ORIGINAL Andrea Bocelli & Sandy



Vivo por ella sin saber
si la encontré o me encontrado
Ya no recuerdo como fue
pero al final me ha conquistado
Vivo por ella que me da
toda mi fuerza de verdad
Vivo por ella y no me pesa


Vivo por ela eu também
e não há razão pra ter ciúmes
Ela é tudo e mais além
como o mais doce dos perfumes
Ela vai onde quer que eu vá
não deixa a solidão chegar
Mais que por mim
por ela eu vivo também


Es la musa que te invita
A sonhar com coisas lindas
En mi piano a veces triste
la muerte no existe
si ella está aquí


Vivo por ela que me dá
todo amor que é necessário
Forte e grande como o mar
frágil e menor do que um aquário
Vivo por ella que me da
fuerza, valor y realidad
para sentirme un poco vivo...
Como dói quando me falta
Vivo por ella en un hotel
Como sai quando me assalta
Vivo por ella en propria piel
Si ella canta en mi garganta
mis penas mas negras espanta


Vivo por ella y nadie más
puede vivir dentro de mi
Ella me da la vida, la vida...
sí está junto a mí
Si está junto a mí,
Desde un palco o contra un muro
Vivo por ela e ela me tem
En el trance mas oscuro
Vivo por ela e ela me tem
Cada día una conquista
la protagonista
es ella también
Vivo por ella porque va
dándome siempre la salida
porque la musica es así
fiel y sincera de por vida
Vivo por ela que me dá
as noites livres para amar
Se eu tivesse outra vida seria
dela também...
Ella se llama musica
E ela me tem
Vivo por ella créeme
Por ela também
Yo vivo per lei
E viverei...

Andrea Bocelli e Katharine McPhee - Somos Novios (Duet)



Andrea: Andrea:
Somos novios Somos novios
Pues los dos sentimos mutuo amor profundo Pues los dos sentimos mútuo amor profundo
Y con eso ya ganamos lo más grande Y con eso ya ganamos lo más grande
De este mundo De este mundo

Nos amamos, nos besamos Nos amamos, nos besamos
Como novios Como novios
Nos deseamos y hasta a veces Nos deseamos y hasta um veces
Sin motivo, sin razón Sin motivo, sin razón
Nos enojamos Nos enojamos

Christina: Christina:
Somos novios Somos novios
Mantenemos un cariño limpio y puro Mantenemos un cariño limpio y puro
Como todos Como todos
Procuramos el momento más oscuro Procuramos o momento más oscuro

Both: Ambos:
Para hablarnos Para hablarnos
Para darnos el más dulce de los besos Para darnos el más dulce de los besos
Recordar de qué color son los cerezos Recordar cor de qué son los cerezos
Sin hacer mas comentarios Sin hacer mas comentarios
Somos novios Somos novios

Christina: Christina:
Ohh ooh ooh, ohh yeah Ohh ooh ooh, ohh yeah

Both: Ambos:
It's just impossible É simplesmente impossível

Nos amamos, nos besamos Nos amamos, nos besamos
Como novios Como novios
Nos deseamos y hasta a veces Nos deseamos y hasta um veces
Sin motivo, sin razón Sin motivo, sin razón

Andrea: Andrea:
Nos enojamos Nos enojamos

Christina: Christina:
Sin motivo, sin razón Sin motivo, sin razón

Andrea: Andrea:
Somos novios Somos novios

Both: Ambos:
Mantenemos un cariño Mantenemos un cariño

Andrea: Andrea:
Limpio y puro Limpio y puro

Christina: Christina:
Yeah Sim

Andrea: Andrea:
Como todos Como todos

Christina: Christina:
Como todos Como todos

Andrea: Andrea:
Procuramos Procuramos

Both: Ambos:
El momento más oscuro El momento más oscuro

Christina: Christina:
Ohh yeah Oh yeah

Para hablarnos Para hablarnos
Para darnos el más dulce de los besos Para darnos el más dulce de los besos
Recordar de qué color son los cerezos Recordar cor de qué son los cerezos
Sin hacer mas comentarios Sin hacer mas comentarios

Andrea: Andrea:
Somos novios Somos novios

Christina: Christina:
Somos novios Somos novios

Andrea: Andrea:
Siempre novios Siempre novios

Christina: Christina:
Ooh Ooh

Both: Ambos:
Somos novios Somos novio
Time To Say Goodbye Andrea Bocelli and Sarah Brightman.flv



Quando sono sola
Sogno all'orrizonte
E mancan le parole
Si lo so che non c'e' luce
In una stanza quando manca il sole
Si non ci sei tu con me, con me

Su le finestre
Mostra a tutti il mio cuore
Che hai acceso
Chiudi dentro me
La luce che hai incontrato per strada

Time to say goodbye,
Paesi che no ho mai
Veduto e vissuto con te
Adesso si li vivro' con te partiro'
Su navi per mari
Che io non so
No no non esistono piu',
It's time to say goodbye

Quando sei lontana
Sogno all'orizzonte
E mancan le parole
E io si lo so che sei con me, con me

Tu mia luna tu sei qui con me
Mio sole tu sei qui con me ,con me,
Con me,con me

Time to say goodbye
Paesi che no ho mai
Veduto e vissuto con te
Adesso si li vivro
Con te partiro
Su navi per mari
Che io lo so
No no non esistono piu
Con te io li rivivro
Con te partiro
Su navi per mari
Che io lo so
No no non esistono piu
Con te io li rivivro
Con te partiro

Lo con te



Quando estou sozinha
Sonho all'orrizonte
E falta Words
Si lo so che non c'e 'luz
Em uma sala onde não há dom.
Se houver você comigo, comigo

No Windows
Ver todo o meu coração
Isso você tem acesso
Perto de mim
A luz que te conheci na rua

Hora de dizer adeus,
Países que eu nunca
Vi e vivi com você
Agora li vivre 'Con Te Partiro'
Em navios de mar
Eu não
Não não não mais ",
É a hora de dizer adeus

Quando você estiver ausente
Sonho no horizonte
E falta a expressão
E se eu sei que você está comigo, comigo

É a minha lua que você está aqui comigo
Minha única que você está aqui comigo, comigo,
Comigo, comigo

Hora de dizer adeus
Países que eu nunca
Vi e vivi com você
Agora, eles vivem
Con te Partiro
Em navios de mar
Eu sei
Não não não mais
Com você eu vou revivê-los
Con te Partiro
Em navios de mar
Eu sei
Não não não mais
Com você eu vou revivê-los
Con te Partiro

As palavras com você

Andrea Bocellii e a sensacional Dulce Pontes

O Mare e Tu - Andrea Bocelli & Dulce Pontes

O Mare e Tu
Dulce Pontes

Composição: Dulce Pontes / E. Gragnaniello

Sentir em nós
Sentir em nós
Uma razão
Para não ficarmos sós
E nesse abraço forte
Sentir o mar,
Na nossa voz,
Chorar como quem sonha
Sempre navegar
Nas velas rubras deste amor
Ao longe a barca louca perde o norte.

Ammore mio
Si nun ce stess'o mare e tu
Nun ce stesse manch'io
Ammore mio
L'ammore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio
Ammore

No teu olhar
Um espelho de água
A vida a navegar
Por entre o sonho e a mágoa
Sem um adeus sequer.
E mansamente,
Talvez no mar,
Eu feita espuma encontre o sol do teu olhar,
Voga ao de leve, meu amor
Ao longe a barca nua a todo o pano.

Ammore mio
Se nun ce stess'o mare e tu
Nun ce stesse manch'io
Ammore mio
L'amore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio
Ammore
Ammore mio
Si nun ce stess'o mare e tu
Nun ce stesse manch'io
Ammo re mio
L'amore esiste quanno nuje
Stammo vicino a Dio
Ammore

quinta-feira, 19 de março de 2009

ANDREA BOCELLI CONCIERTO DE ARANJUEZ



Aranjuez con Tu Amor

Aranjuez, un lugar de ensueños y de amor
donde un rumor de fuentes de cristal en el jardín parece hablar
en voz baja a las rosas.

Aranjuez, hoy los ojos, cejas sin color
que barre el viento esos recuerdos de romance que una vez
juntos empezamos tu y yo, y sin razón olvidamos

Quizá este amor escondido esté en un atardecer,
en la brisa, en la flor, esperando tu regreso.

Aranjuez, hoy los ojos, cejas sin color
que barre el viento esos recuerdos de romance que una vez
juntos empezamos tu y yo, y sin razón olvidamos

En aranjuez amor tu y yo.

No Bloguz: My way, com Frank Sinatra e a homenagem a André Gorz e Doriane, que morreram por amor...


André Gorz, nascido Gerhard Hirsch, (Viena, fevereiro de 1923 — Vosnon, 22 de setembro de 2007) foi um filósofo austro-francês, também conhecido pelo pseudônimo Michel Bosquet.

Como jornalista, ajudou a fundar em 1964 o semanário Le Nouvel Observateur. Apoiador de Sartre na versão existencialista do marxismo depois da guerra, rompeu com ele após o Maio de 68. Passou a se interessar por ecologia política e tornou-se um de seus principais teóricos. Seu tema central foi o trabalho: liberação do trabalho, justa distribuição de trabalho, trabalho alienado, etc. Ele também defendeu a Renda Básica de Garantia (ou Renda básica de cidadania), que tem no Senador Eduardo M. Suplicy seu principal defensor no Brasil.

Autor da obra "Metamorfoses do Trabalho", na qual analisa, entre outras questões, a relação do Cálculo Contábil com a Racionalidade Econômica.

André Gorz cometeu suicídio no dia 24 de Setembro de 2007, aos 84 anos, porque sua mulher, Doriane, estava acometida de doença incurável, e segundo o próprio Gorz, não seria possível para ele viver um segundo sequer nesse mundo sem a presença e a companhia de sua amada.

' quando o amor vos fizer sinal, segui-o,
ainda que os seus caminhos sejam duros e dificeis.
mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor, o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir, mas nunca todos os vossos risos,
e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas.'

rudyard kipling

" Faz 58 anos que vivemos juntos, e eu te amo mais do que nunca"
andré gorz

O blog www.kontratempos.blogspot.com trouxe a notícia, ao acaso:

O filósofo André Gorz morreu, aos 84 anos. Morreu-se. Ele e a sua mulher Dorine suicidaram-se na sua casa em Vosnon, França, numa segunda-feira. Recolheram-se para lá na década de 1990, quando Doriane já evidenciava uma grave doença degenerativa e muitas coisas começaram a deixar de fazer sentido.

Não leio filosofia. Não conhecia André Gorz, e muito menos a sua obra. Mas foi uma frase dedicada a Doriane, sua mulher, que levou-me a pesquisá-lo. Uma frase reveladora de um talento sensível que reagiu sempre ao vórtice consumista do mundo que vivemos, denunciando e pontificando numa matéria denominada Ecologia Política.

O fim da esquerda e do foco social, expresso no seu livro Adeus ao Proletariado, a globalização, a desagregação, as consequências para o meio ambiente, a destruição do trabalho como o conhecíamos, a urgência do conhecimento para que a ciência vença o capitalismo selvagem, fizeram desse austríaco naturalizado francês um arauto das dificuldades que sentimos e que não conseguimos explicar.

Mas para ele, a perspectiva de perder Doriane era mais assustadora, depois de 58 anos de convivência:

"Tu vas avoir quatre-vingt-deux ans. Tu as rapetissé de six centimètres, tu ne pèses que quarante-cinq kilos et tu es toujours belle, gracieuse et désirable. Cela fait cinquante-huit ans que nous vivons ensemble et je t'aime plus que jamais. Je porte de nouveau au creux de ma poitrine un vide dévorant que seule comble la chaleur de ton corps contre le mien"
"Nous nous sommes dit que si, par impossible, nous avions une seconde vie, nous voudrions la passer ensemble".

"Você terá oitenta e dois anos. Você está menor seis centmetros, você não pesa senão quarenta e cinco quilos e está sempre bela, graciosa e desejável. Trata-se de cinqüenta e oito anos que vivemos juntos e amo-a mais do que nunca. Vou carregar novamente no oco do meu peito um vazio devorador que só se preeenche com o calor do seu corpo contra o meu "
"Sentimos que, se, mesmo impossível, tivéssemos uma segunda vida, iríamos gastá-la juntos.



"Nenhum de nós gostaria de sobreviver à morte do outro. Dissemo-nos que se, mesmo impossível, tivéssemos uma segunda vida, gostaríamos de a passar juntos." Era o fim do livro Lettre a D. Une histoire d´amour, a ela dedicado.

Sómente mais temida que o próprio fim, a idéia da velhice é sequer mencionada de maneira responsável entre nós. No seu livro A Terceira Idade, Simone du Beauvoir nos informa que ela é inexorável e, pior, súbita. André Gorz nos mostrou que pode ser também a permanência do amor.

Para ele, em homenagem, este belíssimo testamento, My Way, por Frank Sinatra, com a tradução.
http://www.youtube.com/watch?v=W75QrSNj82o

Agora, as letras, em inglês e português:

Frank Sinatra | “My Way” |

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“My Way“

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I’ll say it clear
I’ll state my case, of which I’m certain
I’ve lived a life that’s full
I traveled each and ev’ry highway
And more, much more than this, I did it my way

Regrets, I’ve had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way

Yes, there were times, I’m sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way

I’ve loved, I’ve laughed and cried
I’ve had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,
“Oh, no, oh, no, not me, I did it my way”

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who kneels
The record shows I took the blows and did it my way!
Yes, it was my way


E agora, o final é aqui
E então eu enfrento a cortina final
Meu amigo, eu vou dizer bem claro
Vou contar-lhe o meu caso, do qual estou certo
Eu vivi uma vida que está cheia
Eu viajei cada e todos os caminhos
E mais, muito mais do que isso, eu fiz isso do meu jeito

Lamentos, eu tive alguns
Mas então, novamente, muito poucos para mencionar
Eu fiz o que tinha a fazer e ví sem isenção
Eu planejei mapeando cada curso, cada passo cuidadoso ao longo do atalho
E mais, muito mais do que isso, eu fiz isso do meu jeito

Sim, houve vezes, eu tenho certeza que você sabe como é
Quando eu abocanhei mais do que eu podia mastigar
Mas assumi isso, quando havia dúvidas
Eu comi-as e cuspi-as para fora
Eu encarei tudo isso e eu estava acima disso e fiz do meu jeito

Eu amei, eu ri e chorei
Tive meu recheio pleno, as minhas perdas
E agora, quando s lágrimas diminuem, acho tudo tão divertido
Para pensar que eu fiz tudo o que quis
E devo dizer, não de uma forma tímida,
"Oh, não, oh, não, eu não , eu fiz do meu jeito

Para o que serve um homem, o que obtém?
Se não for ele próprio, então ele tem nada
Para dizer as coisas que ele sincermente sente e não as palavras de alguém que se ajoelha
O balanço mostra que aguentei os golpes e fiz o meu jeito!

Sim, do meu jeito...

Entrevista com Dilma Rousseff ou porque ela tem antecipadamente o voto do Guz, o locutor que vos fala...


Lula pode ser boquirroto, mas não é bobo.

Sei disso desde quando desenhei-o e conversamos no Pedacinhos do Céu,

do mestre cavaquinista Ausier Vinicius, em 1997, em pleno ostracismo entre eleições.


Ao escolher Dilma como sua candidata, aposta na ética e fidelidade de uma autêntica revolucionária.

Dilma nunca lhe puxará o tapete, e após um mandato, estará pronta para devolvê-lo a quem de direito, o próprio Lula, em 2014.


É um recado também para os "companheiros" do PT, onde não encontrou ninguém com a mesma sinceridade ,

competência, e disposição para dizer-lhe algumas verdades.

Além da perseverante prática da alopragem e heterogeneas fontes de rendas.


Ao ascender Dilma à Casa Civil, temos que agradecer

ao Zeca Diabo, o Zé Dirceu, de controverso portfólio político

( quase cinco anos incógnito pela cirurgia plástica no Paraná,

enquanto o pau quebrava entre os antigos camaradas,

quase todos mortos pela repressão)

o resgate político dessa lutadora , que não é um quadro do PT.

Pelo menos nisso, Zé, o mensalão foi 51, uma boa idéia.


Por caminhos transversos, chegamos finalmente

à oportunidade de sermos presidenciados por uma mulher.


Há muito que se reescrever na História oficial da humanidade,

que submeteu sempre metade da população à outra ,

sem nenhuma razão a não ser a exploração capitalista acumulativa ,

a paradigmas de submissão e omissão, perpetuados por machistas assombrados,

impedindo que as mulheres pudessem demonstrar na prática

o quanto são superiores aos homens.


A natureza dotou-as de uma característica que só os religiosos,

e obtusos assustados pela concorrência superior, teimam em não ver.

Sem elas, não há evolução, não há humanidade, nem fiéis para as suas igrejas.


Perguntem a um homem o que pensa de gestar

e gerar um filho no seu ventre,durante nove meses.


No universo democrático que arduamente tentamos construir,

onde há necessidade de planejamento, raciocínio, perseverança e criatividade,

o ambiente é dominado pelas mulheres.


Nas universidades, nas empresas, nos concursos públicos,

a mulher galga pacientemente a sua supremacia.


Desde criança ouço falar de que fulano casou-se

com uma mulher de personalidade forte, uma pena, porisso é dominado.

Tentei descobrir uma que não tivesse, a não ser que doente e indefesa.Nunca conseguí .

Não há , como entre os homens , mulheres de personalidade fraca.


São todas fortes, algumas fortíssimas.

Dessas, eu quero distância, é verdade, no namoro.

Mas nelas votaria perfeitamente para qualquer cargo público que aspirassem.

Dilma é dessas, personalidade fortíssima. Perguntem aos ex-maridos.


Você é muito benvinda,

Dilma Roussef.


Tomara que, com a experiência obtida na luta clandestina,

com Lamarca e outros que se foram,

no seu mandato você consiga sequestrar

para bem longe de Brasília e das chaves dos cofres públicos,

toda a cúpúla apodrecida do PMDB e excelências correlatas.

Bração do Guz




Entrevista com Dilma Rousseff


Em entrevista inédita, feita em 2003, ministra reconhece os erros da opção
pela luta armada e relata sua experiência como torturada

Dilma diz ter orgulho de ideais da guerrilha
LUIZ MAKLOUF CARVALHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A nova ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, avessa à gabolice, não é de
se estender quando o assunto é a sua longa militância nas organizações de
esquerda que combatiam a ditadura militar. Abriu uma exceção, no final de
2003, porque tratava-se, então, a meu interesse, de ampliar sua
participação, já que ministra, no livro "Mulheres que foram à luta armada"
(Editora Globo, 1998).
Aceitando o pedido, a ministra recebeu-me na sede da Presidência em São
Paulo. Alguns documentos que levei, referentes aos processos que enfrentou,
ajudaram-na com a memória. Ficou tocada ao rever as cópias das falsas
carteiras de identidade que estavam em sua bolsa quando foi presa, no centro
de São Paulo, em 16 de janeiro de 1970: um título de eleitor e uma carteira
colegial em nome de Marina Guimarães Garcia de Castro, e um RG em nome de
Maria Lúcia Santos. Nos três, a mesma foto. Tinha então 22 anos.


A entrevista privilegia sua amarga experiência na tortura. É de registrar
que a ministra negou sua participação direta no assalto ao cofre da amante
de Adhemar de Barros, a ação de maior envergadura da VAR-Palmares. No
"Mulheres...", coloquei-a na ação, erro do qual penitencio-me.


Dilma Vana Rousseff Linhares é mineira de Belo Horizonte, nascida a 14 de
dezembro de 47, filha do búlgaro naturalizado Pedro, advogado, e da
professora Dilma Jane Silva, de Friburgo (RJ), mas criada em Uberaba (MG).
Sua militância política começou em 1967, na Polop, quando cursava a Escola
Federal de Economia. Foi recrutada pelo noivo e depois marido Cláudio Galeno
de Magalhães Linhares( nota do Guz: Galeno é hoje consultor da PBH).


Com as primeiras prisões, foi com o marido para o Rio, onde integrou o Colina.
Ensinou marxismo para uma célula, escreveu artigos para o jornal "Piquete",
ajudou na infra-estrutura de algumas ações armadas (três assaltos a banco) e
subiu para a direção do Colina. Estava no congresso de Mongaguá (SP), quando
o Colina e a VPR criaram a VAR-Palmares, e estava no de Teresópolis, quando
houve o "racha dos sete", Carlos Lamarca à frente. Dilma ficou na VAR.


Separou-se do marido (que se mudou para Cuba nas asas de um seqüestro de
avião, a 1º de janeiro de 70) e tornou-se companheira de Carlos Franklin
Paixão de Araújo, militante da VAR, advogado e ex-deputado estadual pelo PDT
gaúcho. Estão separados. Têm uma filha, e são amigos.


Presa em 16 de janeiro de 1970, mereceu, do procurador militar que a
denunciou, os epítetos de "Joana D'Arc da subversão", "papisa da subversão",
"criminosa política" e "figura feminina de expressão tristemente notável".
Só saiu da cadeia no final de 1973.



Pergunta - Que lembranças a sra. guardou dos tempos de cadeia?
Dilma Rousseff - A prisão é uma coisa em que a gente se encontra com os
limites da gente. É isso que às vezes é muito duro. Nos depoimentos, a gente
mentia feito doido. Mentia muito, mas muito.


Pergunta - Em um dos seus depoimentos da fase judicial, a sra. denunciou que
o capitão Maurício foi ameaçá-la de tortura por estar indignado com as
propositais contradições de seus depoimentos.
Dilma - Voltei várias vezes para a Oban, a Operação Bandeirante. Descobriam
que uma história não fechava com a outra, e aí voltava. Mas aí eu já era
preso velho. Preso velho é um bicho muito difícil de pegar na curva. Preso
novo, você não sabe o tamanho da dor.


Pergunta - Como era essa história de mentir diante da tortura?
Dilma - A gente tinha que fazer uma moldura e só se lembrar da moldura, da
história que se inventava, e não saía disso. Tinha que ter uma história. Na
relação do torturador com o torturado a única coisa que não pode acontecer é
você falar "não falo". Se você falar "não falo", dali a cinco minutos você
pode ser obrigado a falar, porque eles sabem que você tem algo a dizer. Se
você falar "não falo", você diz pra eles o seguinte: "Eu sei o que você quer
saber e não te direi". Aí você entrega a arma pra ele te torturar e te
perguntar. Sua história não pode ser "não falo". Tem que ser uma história e
dali para a frente você não sabe mais nada, não pode saber.


Pergunta - É um jogo difícil.
Dilma - É uma arte. A dificuldade é convencê-lo de que você não sabe mais do
que aquela moldura. Não é um jogo só de resistência física, é de resistência
psíquica. Até porque uma das coisas que você descobre é que você está
sozinho.


Pergunta - Quais são as cenas que estão vindo na sua cabeça, agora?
Dilma - Eu lembro de chegar na Operação Bandeirante, presa, no início de 70.
Era aquele negócio meio terreno baldio, não tinha nem muro, direito. Eu
entrei no pátio da Operação Bandeirante e começaram a gritar "mata!", "tira
a roupa", "terrorista", "filha da puta", "deve ter matado gente". E lembro
também perfeitamente que me botaram numa cela. Muito estranho. Uma porção de
mulheres. Tinha uma menina grávida que perguntou meu nome. Eu dei meu nome
verdadeiro. Ela disse: "Xi, você está ferrada". Foi o meu primeiro contato
com o esperar. A pior coisa que tem na tortura é esperar, esperar para
apanhar. Eu senti ali que a barra era pesada. E foi. Também estou lembrando
muito bem do chão do banheiro, do azulejo branco. Porque vai formando crosta
de sangue, sujeira, você fica com um cheiro...


Pergunta - Por onde a tortura começou?
Dilma - Palmatória. Levei muita palmatória.


Pergunta - Quem batia?
Dilma - O capitão Maurício sempre aparecia. Ele não era interrogador, era da
equipe de busca. Dos que dirigiam, o primeiro era o Homero, o segundo era o
Albernaz. O terceiro eu não me lembro o nome. Era um baixinho. Quem
comandava era o major Waldir [Coelho], que a gente chamava de major
Lingüinha, porque ele falava assim [com língua presa].


Pergunta - Quem torturava?
Dilma - O Albernaz e o substituto dele, que se chamava Tomás. Eu não sei se
é nome de guerra. Quem mandava era o Albernaz, quem interrogava era o
Albernaz. O Albernaz batia e dava soco. Ele dava muito soco nas pessoas. Ele
começava a te interrogar. Se não gostasse das respostas, ele te dava soco.
Depois da palmatória, eu fui pro pau-de-arara.


Pergunta - Dá pra relembrar?
Dilma - Mandaram eu tirar a roupa. Eu não tirei, porque a primeira reação é
não tirar, pô. Eles me arrancaram a parte de cima e me botaram com o resto
no pau-de-arara. Aí começou a prender a circulação. Um outro xingou não sei
quem, aí me tiraram a roupa toda. Daí depois me botaram outra vez.


Pergunta - Com choques nas partes genitais, como acontecia?
Dilma - Não. Isso não fizeram. Mas fizeram choque, muito choque, mas muito
choque. Eu lembro, nos primeiros dias, que eu tinha uma exaustão física, que
eu queria desmaiar, não agüentava mais tanto choque. Eu comecei a ter
hemorragia.


Pergunta - Onde eram esses choques?
Dilma - Em tudo quanto é lugar. Nos pés, nas mãos, na parte interna das
coxas, nas orelhas. Na cabeça, é um horror. No bico do seio. Botavam uma
coisa assim, no bico do seio, era uma coisa que prendia, segurava. Aí
cansavam de fazer isso, porque tinha que ter um envoltório, pra enrolar, e
largava. Aí você se urina, você se caga todo, você...


Pergunta - Quanto tempo durava uma sessão dessas?
Dilma - Nos primeiros dias, muito tempo. A gente perde a noção. Você não
sabe quanto tempo, nem que tempo que é. Sabe por quê? Porque pára, e quando
pára não melhora, porque ele fala o seguinte: "Agora você pensa um pouco".
Parava, me retiravam e me jogavam nesse lugar do ladrilho, que era um
banheiro, no primeiro andar do DOI-Codi. Com sangue, com tudo. Te largam.
Depois, você treme muito, você tem muito frio. Você está nu, né? É muito
frio. Aí voltava. Nesse dia foi muito tempo. Teve uma hora que eu estava em
posição fetal.


Pergunta - Dá pra pensar em resistir, em não falar?
Dilma - A forma de resistir era dizer comigo mesmo: "Daqui a pouco eu vou
contar tudo o que eu sei". Falava pra mim mesmo. Aí passava um pouquinho. E
mais um pouco. E aí você vai indo. Você não pode imaginar que vai durar uma
hora, duas. Só pode pensar no daqui a pouco. Não pode pensar na dor.


Pergunta - A sra. agüentou?
Dilma - Eu agüentei. Não disse nem onde eu morava. Não disse quem era o Max
[codinome de Carlos Franklin Paixão de Araújo, então seu marido]. Não
entreguei o Breno [Carlos Alberto Bueno de Freitas], porque tinha muita dó.
Vou dizer uma coisa que uma tupamara, presa com a gente, disse pra mim. A
tupamara ficou até com lesão cerebral. Ela disse: "Sabe por que eu não
disse, naquele dia, quem era quem? Porque eu era mulher do fulano de tal e
queria provar que o uruguaio é tão bom quanto o brasileiro".


Pergunta - Qual é o significado da frase?
Dilma - Que as razões que levam a gente a não falar são as mais variadas
possíveis.


Pergunta - Quais foram as suas?
Dilma - Tinha um menino da ALN que chamava "Mister X". Eu o vi completamente
destruído. Não sei o que foi feito dele. Nunca vou esquecer o quadro em que
ele estava. Primeiro, eu não queria que meus companheiros estivessem numa
situação daquelas. Segundo, eu tinha medo que algum deles morresse.
Terceiro, porque teve um dia que eu tive uma hemorragia muito grande, foi o
dia em que eu estive pior. Hemorragia, mesmo, que nem menstruação. Eles
tiveram que me levar para o Hospital Central do Exército. Encontrei uma
menina da ALN. Ela disse: "Pula um pouco no quarto para a hemorragia não
parar e você não ter que voltar".


Pergunta - Palmatória, pau-de-arara, choque. O que mais?
Dilma - Não comer. O frio. A noite. Eles te botam na sala e falam: "Daqui a
duas horas eu volto pra te interrogar". Ficar esperando a tortura. Tem um
nível de dor em que você apaga, em que você não agüenta mais. A dor tem que
ser infligida com o controle deles. Ele tem que demonstrar que tem o poder
de controlar tua dor.


Pergunta - E o torturado?
Dilma - O jogo é jamais revelar pra ele o que você acha. Ele não pode saber
o que você pensa e ele nunca pode achar que você só fala depois de apanhar.
Jamais. É melhor você não deixar ele perceber que te tira informação por
tortura. Tem que ter uma história. O ruim é quando a sua história rui, por
qualquer motivo. Ele acha que você mentiu. Se ele achar que você mentiu,
você está roubada. Ele descobriu qual é o jogo. Quando você volta, e é por
isso que voltar é ruim, ele diz: "Você mentiu, pô, o negócio é que você
mente".


Pergunta - A sua história caiu?
Dilma - Uma vez caiu tudo, mas aí era tarde demais. Caiu tudinho da Silva.
Porque eu dizia que o meu marido tinha seqüestrado o avião e que, se eu não
tinha saído com ele, é que eu era uma pessoa que não sabia de nada, que, se
soubesse, teria ido junto. Aí eles descobrem que eu era da direção da VAR, e
que portanto era impossível não saber do seqüestro. Tava zebrado. Aí tem que
falar: "Não, eu era da direção, mas estava separada dele". Se a sua história
cai, você está roubado.


Pergunta - O que é que ajuda, nesses momentos?
Dilma - Se eu tivesse ficado sozinha na cadeia, teria muito mais problemas.
Devo grande parte de ter superado, absorvido e em alguns momentos chegado
até a ironizar a tortura, para agüentar, às minhas companheiras. Eu lembro
do povo do [presídio] Tiradentes, que esteve comigo.


Pergunta - De algum momento em particular?
Dilma - Quando alguma de nós era chamada para o repique, que era voltar à
Oban, havia um processo de contágio, de medo, e de uma identificação muito
forte entre nós. Como forma de ter controle da situação, a gente
dessolenizava. Então, tinha uma variante de grito de guerra. Não mostra que
a gente foi heroína, coisíssima nenhuma, e não é nesse sentido. Mas foi a
tentativa mais humana de dominar o indizível, que era dizer: "Fulana, não
liga não, se você for torturada a gente denuncia". E ria disso, pela ironia
absoluta que é. O que é que adianta denunciar? Para torturado, o que é que
adianta? Mas a gente gritava isso na hora que a pessoa estava saindo da
cela, como uma forma de manter o nível de controle sob seu destino, que você
não tinha. Você não sabia para onde você ia ou para onde a sua companheira
ia.


Pergunta - Que balanço a sra. faz da experiência desse período?
Dilma - Não daria certo. A gente fez uma análise errada. Achamos que a
ditadura estava em crise, e estava iniciando o "milagre" [econômico]. A
gente não percebeu em que condições a atuava. Se a gente tivesse feito uma
análise correta da realidade, se tivesse visto o que estava acontecendo...
Mas a gente não percebeu, apesar da retórica, qual era o nível de
endurecimento político e de repressão que eles iam desenvolver.


Pergunta - O que dizia a retórica?
Dilma - A gente achava que o negócio era uma guerra revolucionária
prolongada, ou era um processo de guerrilha urbana, no momento em que o
sistema estava em expansão ou ia começar uma baita expansão e o
endurecimento pesado. Não se esqueça que no meio de 69 tem a Junta Militar,
e daí para a frente você tem talvez o período mais pesado da ditadura, que é
o período Médici. É o prende, prende, mata, mata. Numa situação dessas, nós
estávamos muito isolados, talvez umas 240 pessoas. O que é que eles fizeram?
Eles nos cercaram, desmantelaram, e uma parte mataram. Foi isso que eles
fizeram conosco. Eles isolaram a gente e mataram.


Pergunta - E por que se avaliou tão mal?
Dilma - De uma certa forma, a gente tinha um modelo na cabeça. De todo
forma, eu acho que a minha geração tem um grande mérito, que é o negócio da
Var-Palmares: "Ousar Lutar, Ousar Vencer". Esse lado de uma certa ousadia. A
gente tinha uma imensa generosidade e acreditávamos que era possível fazer
um Brasil mais igual. Eu tenho orgulho da minha geração, de a gente ter
lutado e de ter participado de todo um sonho de construir um Brasil melhor.
Acho que aprendemos muito. Fizemos muita bobagem, mas não é isso que nos
caracteriza. O que nós caracteriza é ter ousado querer um país melhor.

Os bagaços da ditadura brasileira





A ditadura que nos afligiu durante 25 anos deixou-nos sequelas que, até hoje, nos importunam e prejudicam o avanço da cidadania e do processo democrático em nosso país.Ao contrário do editorial da Folha de São Paulo renomeando-a de Ditabranda, motivo suficiente para que todos os assinantes do jornal cancelassem suas assinaturas, tal a imbecilidade nele contida, foi uma ditadura feroz nos seus desígnios de barrar o desenvolvimento social de todo um povo.

Uma das piores sequelas por ela aplicadas contra o povo brasileiro , o bagaço de todos esses anos de censura, mentiras, bajulações, pusilanimidades, iniquidades, foram os falsos heróis, que nos mostram hoje os pés de barro sujos de corrupção e ganância.Ser contra a ditadura num mundo dividido entre mocinhos e bandidos era um patamar ao qual se chegava sem muito esforço, testemunho eu.

Militei entre revolucionários de chanchada que depois se mostraram a que vieram, transformando-se em alcaguetes.
Quando fui preso, em 1966, em episódio já narrado no Bloguz, o delegadão do DOPS (na década de 90 morreria cego e odiado pelos filhos) encarregado do IPM, Inquérito Policial Militar, sobre o XXVIII Congresso da UNE em nossa cidade( e o acirramento da mobilização estudantil dele resultante), conhecia todos os meus passos de membro do Partidão, todas as reuniões, datas, conchavos e conclusões. E de outras organizações, como a Ação Popular, de cujas belas militantes eu me ocupava em sonhos românticos, dificilmente concretizados . Vangloriou-se que todas as organizações eram infiltradíssimas de agentes pagos pelos orgãos da repressão.E como até então tinha como certo ter sido eu o autor da façanha de quebrar-lhe a perna, nos combates de rua de setembro , prometeu-me solenemente que, na próxima prisão, minhas unhas seriam as primeiras a serem arrancadas.

Acreditei nisso, recolhí-me e iniciei um processo duro e inevitável de revisão dos meus projetos futuros em que radicalizavam meus amigos, na direção da luta armada, insuspeitos da armadilha a que eram conduzidos.Fora chamado até para exercitar-me em tiro ao alvo, nas cercanias do condomínio Morro do Chapéu. Considerando a minha miopia de altos graus, ponderei-lhes que eu me tornaria uma ameaça maior do que os tanques do exército. No filme antológico de Ettore Scola, Casanova e a Revolução, o galante personagem, vivido por Marcelo Mastroiannni, envelhecido, ao ser cortejado por uma dama que quer incorporar-se à sua estatística horizontal, afirma com muita propriedade: A juventude é um defeito que a natureza logo se apressa em corrigir. Nada mais sábio.

Amadurecí em semanas. O único contato que mantive com a nova organização que se dissentia do velho Partido de Luiz Carlos Prestes foi com o seu principal mentor, o ex- jornalista paraibano Mário Alves, nos seus quase cinquenta anos, um intelectual de espírito e simpatia, que nos visitava em nosso apartamento do edificio Senhora do Carmo, a mim e meu irmão, para discutirmos opções políticas e suarentas teorias do século XIX (?), em livros dos quais nunca consegui ler mais que um capítulo ( o marxismo foi escrito para ser lido nas tundras russas, nunca sob esse sol de carnaval), tentando cooptar-nos para sua nova linha de luta armada, e principalmente criticarmos álacremente as velhas lideranças stalinistas.

Ainda lembro-me dele, sentado na cama de meu irmão, em frente à minha, rindo, o rosto largo e raspado do bigode que apresentava nos registros policiais. Dois anos depois, denunciado por um dos seus liderados, sob tortura, Mário seria preso, e na PE do Rio , flageladíssimo, inclusive com empalações de cassetetes, de cujas sequelas morreria de hemorragia sem nenhum socorro médico.

Foram muitos os que conhceci ,cujos destinos se revelaram ainda piores.
Lembremos de alguns casos exemplares como o de José Júlio Araújo, amigo de noites do edificio Maletta,
(revelaria uma ocasião que amava uma ex-namorada que me trocara por um futuro melhor em Brasília,
de quem decorara todos os detalhes anatõmicos, á distância ) .

Depois de um período de treinamento em Cuba, é recebido em 1972 no Brasil pelo infiltrado-mor da repressão, o ex-cabo marinheiro Anselmo.
Esse triste personagem, ainda vivo, oculto nas sombras do remorso, esperança maior da ala militarista da esquerda, de lendária fuga em 1965 de uma das prisões da Marinha, se bandeara com armas, nomes e destinos à sua mercê para o colo de Sérgio Fleury, o carrasco-mor incensado pelos militares (morreria em 1979, ao tentar passar de um barco para outro, embriagado) em cujas mãos havia os resquícios do DNA de dezenas de mortos sob tortura e assassinatos, entre eles o nosso Che, o ítalo-mulato-baiano, Carlos Marighela, ex-estudante de engenharia em Salvador e aplicado comissário político do PCB, com o qual romperia em 1965, impaciente com a passividade dos velhos líderes, inebriado pelos feitos de Fidel e Cuba. Foi dele a criativa idéia de utilizar os sequestros de autoridades para a obtenção de frutos pollíticos, uma prática que se disseminaria pelo mundo inteiro. O cantor e compositor mineiro Marku Ribas está digno de um Oscar no papel de Marighela no filme Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, baseado no livro homônimo de Frei Betto.

José Júlio, ao desembarcar, fora enviado ao contato local, na pessoa do ex-cabo Anselmo. Foi preso sómente depois de visitar os outros contatos indicados pela organização em Cuba, que não eram do conhecimento de Anselmo. Só então foi preso, denunciando inadvertidamente toda uma estrutura da resistência, com todos presos e barbarizados. Zé Júlio, codinome o Jota, sucumbiria após doze horas de suplício, com uma sequência macabra de seus despojos. Enterrado clandestinamente, seu irmão mais novo, médico, consegue resgatar-lhe os ossos, embala-os numa caixa, e esconde o volume sob o telhado, em Belo Horizonte. Transtornado ao saber com detalhes da via-crucis do irmão , suicida-se.Os restos mortais de José Júlio são descobertos por acaso, muitos anos depois, quando um operário sobe pelo alçapão e descobre-os.

Como não lembrar de Maria Auxiliadora Lara Barcellos, belíssima estudante de medicina de olhos claros de esmeralda, minha colega amanuense do DER/MG, do seu sorriso muito parecido ao da também bela atriz Sigourney Weaver (Alien), de sua elegãncia de mulher no auge da beleza juvenil, de sua letra caligraficamente perfeita? Militante da Colina, uma resultante para a luta armada do grupo da POLOP (Politica Operária, admiradores de Mao Tsé Tung e seus livrinhos vermelhíssimos), em 1971 seria presa, e mulher e bela, torturada sob inúmeros estupros. Resgatada através um dos sequestros de embaixadores no Brasil, se exilaria no Chile, de cujo golpe também fugiria já transtornada e deprimida, e depois se suicidaria sob as rodas do metrô de Berlim, fugindo para sempre da violéncia pontillhada na América Latina.

Uma violência ungida e planejada por Kissinger e asseclas da CIA em seus confortáveis escritórios ás margens do Potomac, em Washington. Quando vejo esse resquício do pior envolvimento americano no cerceamento libertário de nosso continente, sempre me espanto porque Henry Kissinger ainda não foi julgado pelo Tribunal Internacional de Haia, responsável que foi pela orquestração de crimes contra a Humanidade, principalmente os ocorridos no Brasil, Argentina e Chile.

Há pouco descobriu-se que vive em Belo Horizonte o sr. José Tavares, idôneo executivo de empresa, que, estudante de letras, sucedeu-nos na diretoria da UEE, a União Estadual dos Estudantes, nos idos de 60. Tavares também logo optaria pela luta armada e preso, sem que o sinistro Fleury lhe encostasse um dedo, passou a ser um agente da repressao infiltrado na maior organização da resistência, a ALN, a Aliança Libertadora Nacional, fundada por Marighela e, após sua morte, comandada pelo intelectual competente e corajoso, oriundo também dos quadros originais do PCB, Joaquim Câmara Ferreira, alcunhado O Velho.
Tavares participou então de uma armadilha orientada por Fleury, e qual Judas, entregou o Velho à sanha torturadora, da qual morreria durante uma das seções torturantes a que o submeteram.

E, finalmente, entre tantos outros tristes casos, há a morte , também sob tortura de José Carlos da Mata Machado, advogado e herdeiro nominal de um dos nossos melhores intelectuais e eruditos mineiros, o professor José Edgar da Mata Machado, um sobrenome famoso, presente em inúmeros outros sábios, como o aclamado filólogo Ayres, seu irmão, frutos da fecunda cidade de Diamantina. José Carlos, os cabelos negros bem penteados, corajoso e alegre como um gitano de Garcia Lorca, promessa maior da veneranda Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, foi denunciado por seu próprio cunhado, sem nenhuma outra justificativa além da pura ignomínia, pois Gilberto, esse é o nome, não mais militava .Sua existência era ignorada completamente pela repressão.
Zé Carlos, cansado da clandestinidade, os sonhos exauridos, optara por exilar-se , e pedira para ser resgatado pelos familiares.Graças à denúncia psicótica do cunhado, é praticamente sequestrado do carro onde estava sendo conduzido. É levado então a Recife, e assassinado. Como era frequente, a notícia de sua morte foi divulgada com a mentira de que sucumbira sob um tiroteio dos próprios companheiros.

Sim , tudo isso foi um triste período vivido pelo nosso rincão verde-amarelo, e como eu disse, dele restou um bagaço que se arvora heróico, e disso se aproveita para justificar melancólicos desdobramentos.Na lista que se segue, cujos comentários não são de minha lavra, estão alguns desses militantes. Alguns, se corromperam e muitos , felizmente, não. Como Cid Benjamim, que se jogou na luta armada aos 15 anos,
acreditaram ainda em alguma esperança como o PT, mas logo se desiludiram, e hoje suas vozes ressoam críticas e independentes.
Os outros, esses nós acompanhamos através dos boletins periódicos e usuais da Polícia Federal.

Um abraço
do Guz.

Dirty Dancing; sensualidade é isso aí....!




Dirty Dancing
(Patrick Swaize & Jennifer Grey dançam sensualmene,( no filme de 1987 , direção de Emile Ardolino), embalados pela belíssima e rítmica canção vencedora do Oscar 1988 de melhor canção original. Letra traduzida pelo Google Translator.
Frances Houseman, conhecida como Baby, está passando férias com a família num resort em Catskills. Um dia ela descobre onde os funcionários do hotel se divertem e dançam, e acaba se apaixonando por Johnny, o instrutor de dança. Quando a parceira de dança de Johnny fica grávida, ao se envolver com um dos garçons, Baby se oferece para aprender a dançar e substituir a moça. Mas o pai de Baby, quando descobre, não aprova, pois considera que Johnny é de outra classe social, e por acusá-lo de engravidar sua parceira.


Bill Medley + Jennifer Warnes - (I've Had) the Time of My Life Lyrics

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Now I've had the time of my life
No I never felt like this before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you
'Cause I've had the time of my life
And I owe it all to you

I've been waiting for so long
Now I've finally found someone
To stand by me
We saw the writing on the wall
As we felt this magical
Fantasy

Now with passion in our eyes
There's no way we could disguise it
Secretly
So we take each other's hand
'Cause we seem to understand
The urgency
Just remember

You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love because

I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

Hey, baby

With my body and soul
I want you more than you'll ever know
So we'll just let it go
Don't be afraid to lose control, no
Yes I know what's on your mind
When you say, "Stay with me tonight"
Just remember

You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love because

I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you


But I've had the time of my life
And I've searched though every open door
Till I found the truth
And I owe it all to you

[SOLO]

Now I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

I've had the time of my life
No I never felt this way before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

'Couse I've had the time of my life
And I've searched though every open door
Till I found the truth
And I owe it all to you...

Tradução:

O fim "(I've Had) do Tempo da Minha Vida"

Agora eu tive o tempo da minha vida
Não eu nunca senti isso antes
Sim, eu juro que é a verdade
E eu devo tudo isso a você
Porque eu tive o tempo da minha vida
E eu devo tudo isso a você

Eu estava esperando por tanto tempo
Agora eu finalmente encontrei alguém
Para stand by me
Nós vimos a escrita na parede
Como nós sentimos essa mágica
Fantasy

Agora com paixão em nossos olhos
Não há nada que ele pudesse disfarçar
Secretamente
Então, nós tomamos um do outro lado
Porque nós parecem compreender
A urgência
Basta lembrar

Você é a única coisa
I can't get enough of
Então eu vou lhe dizer uma coisa
Isso poderia ser amor porque

Tive o tempo da minha vida
Não Nunca me senti assim antes
Sim, eu juro que é a verdade
E eu devo tudo isso a você

Ei, baby

Com o meu corpo e alma
Eu quero você mais do que você nunca sabe
Portanto, só teremos que deixá-lo ir
Não tenha medo de perder o controle, não
Sim, eu sei o que vai na sua mente
Quando você diz, "Fica comigo esta noite"
Basta lembrar

Você é a única coisa
I can't get enough of
Então eu vou lhe dizer uma coisa
Isso poderia ser amor porque

Tive o tempo da minha vida
Não Nunca me senti assim antes
Sim, eu juro que é a verdade
E eu devo tudo isso a você


Mas eu tive o tempo da minha vida
E eu tenho pesquisado embora cada porta aberta
Até que encontrei a verdade
E eu devo tudo isso a você

[SOLO]

Agora eu tive o tempo da minha vida
Não Nunca me senti assim antes
Sim, eu juro que é a verdade
E eu devo tudo isso a você

Tive o tempo da minha vida
Não Nunca me senti assim antes
Sim, eu juro que é a verdade
E eu devo tudo isso a você

«Couse Tive o tempo da minha vida
E eu tenho pesquisado embora cada porta aberta
Até que encontrei a verdade
E eu devo tudo isso a você ...
inglês

quarta-feira, 18 de março de 2009

Cara a cara com a ditadura: setembro de 1966, Praça Afonso Arinos, Belo Horizonte


Lembrando Péricles, o grande grego: o segredo da felicidade é a liberdade. O segredo da liberdade é a coragem!
Nunca tive maiores ambições políticas, mas todas as minhas intervenções no processo das transformações sociais foram motivadas pela indignação ao ver a cidadania ultrajada.Assim aconteceu na luta contra a ditadura, no fechamento da choperia ilegal do Clube do Frade, em 1968 , quando criminosos que se passavam por policiais militares tentaram sequestrar-me e , ante a minha resistência, descarregaram todo o arsenal de uma automática 7.65, sendo dez tiros somente no meu carro. Depois de muito esforço consegui a expulsão de dois deles da corporação que tanto orgulho traz aos mineiros. E em 2004, apoiei as duas denunciantes do grupo pedófilo de Pompeu, que incluia o então prefeito, o presidente da Câmara e vários empresários. Da denúncia resultaram duas audiências publicas, uma a nivel federal, naquela cidade. Beth Campos e Regina Maciel, duas mulheres corajosas, foram as primeiras brasileiras a denunciarem publicamente através da TV o crime que se faz contra as nossas crianças, até então acobertada por uma população conivente e pusilânime na defesa da integridade de suas filhas e filhos. Nas fotos acima, presidente interino da combativa União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais, já tinha no portfólio uma acidentada participação no XXVIII Congresso da UNE, no mês de julho anterior, no convento dos franciscanos. Nessa passeata fui preso, e experimentei o corredor polonês do Dops, o centro da repressão policial, coordenado pelos serviços secretos dos militares.Com o agravante que o Delegado-torturador fora gravemente ferido na cabeça e tivera a perna quebrada, pela qual me responsabilizou.Ele já faleceu, e é porisso que digo que sou um ateu diferente. Não acredito no paraíso, mas torço pelo inferno.Somente o ato de morrer, tão natural, não pode ser somente a punição resultante de uma mente do mal, como foram esses torturadores. Fiquei preso um dia sem alimentar-me,e só fui solto graças à resistência solidária dos outros estudantes que se barricaram na Escola de Direito, situada na própria praça. O negociador foi Dom Serafim, então arcebispo e hoje cardeal. Ele prometeu entregar-´me a meu pai e assim o fez. Nem é preciso descrever o espanto do fervoroso católico Zeca Sarmento ao ser acordado por nada mais, nada menos, pélo arcebispo de sua igreja!Em dezembro de 2005, quase 40 anos depois, eu seria beneficiado com a indenização chamada de Bolsa-Tortura, instituida pelo então governador do Estado, Itamar Franco.O qual , como sabemos, pela coragem ao fazê-lo pela primeira vez no nível estadual mostrou a que veio. Itamar sempre foi mesmo um danado de um topetudo, né, não?

terça-feira, 17 de março de 2009

La casada infiel; english translation and original spanish version



THE FAITHLESS WIFE

And I took her to the river believing her a maid,

but she had a husband

It was on St James's night and almost as if in duty bound.

The street-lights went out and the crickets flared up.

By the last street corners I touched her sleeping breasts,

and they opened to me suddenly like spikes of hyacinth.

The starch of her petticoat sounded in my ear

like a piece of silk rent by ten knives.

The trees, without silver light on their tops, have grown larger,

and a horizon of dogs barks very far from the river.

Past the blackberries, the reeds, and the hawthorn,

underneath her cluster of hair I made a hollow in the fine sand.

I took off my tie. She took off her dress.

I, my belt with the revolver. She, her four bodices.

Not tuberose nor shell have a skin so fine,

nor do glass mirrors shine with such brilliance.

Her thighs slipped from me like startled fish,

one half full of fire, one half full of cold.

That night I galloped on the best of roads,

mounted on a mother-of-pearl mare, without bridle or stirrups.

As a man, I won't repeat the things she said to me.

The light of understanding has made me most discreet.

Smeared with sand and kisses I took her away from the river
.
The swords of the lilies battled with the air.

I behaved like the person I am. Like a proper gipsy.

I gave her a large sewing basket of straw-coloured satin,

and I did not want to let myself fall in love

because though she had a husband, she told me she was a maiden

as I was taking her to the river.


LA CASADA INFIEL


Y que yo me la llevé al río

creyendo que era mozuela,

pero tenía marido.

Fué la noche de Santiago

y casi por compromiso.

Se apagaron los faroles

y se encendieron los grillos.

En las últimas esquinas

toqué sus pechos dormidos,

y se me abrieron de pronto

como ramas de jacintos.

El almidón de su enagua

mi sonaba en el oído

como una pieza de seda

rasgada por diez cuchillos.

Sin luz de plata en sus copas

los árboles han crecido,

y un horizonte de perros

ladra muy lejos del río.


Pasadas las zarzamoras,

los juncos y los espinos,

bajo su mata de pelo

hice un hoyo sobre el limo.

Yo me quité la corbata.

Ella se quitó el vestido.

Yo, el cinturon con revólver.

Ella, sus cuatro corpiños.

Ni nardo ni caracolas

tienen el cutis tan fino,

ni los cristales con luna

relumbran con ese brillo.


Sus muslos se me escapaban

como peces sorprendidos,

la mitad llenos de lumbre,

la mitad llenos de frío.

Aquella noche corrí

el mejor de los caminos,

montado en potra de nácar

sin bridas y sin estribos.

No quiero decir, por hombre,

las cosas que ella mi dijo.

La luz del entendiemiento

me hace ser muy comedido.

Sucia de besos y arena,

yo me la llevé del río.

Con el aire se batían

las espadas de los lirios.


Me porté como quien soy.

Como un gitano legítimo.

La regalé un costurero

grande de raso pajizo,

y no quise enamorarme

porque teniendo marido

me dijo que era mozuela

cuando la llevaba del río.


Introducing Lorca to you

In my soul and point of view, the poetry of Federico Garcia Lorca outshines almost all other 20th poets.That's a big statement to make and perhaps I exaggerate but there is no doubt that Lorca's poetry is the 'Soul of Spain' in general and the 'Heart of Andalusia' in particular.
Lorca was murdered by local fascists at the outset of the Spanish Civil War (1936-1939). No other contemporary Spanish poet has achieved so international a reputation as Lorca. Federico Garcia Lorca was born at Fuentevaqueros, in the fertile plain of Granada, on 5 June 1898. He was murdered in August 1936 by a group of now well knowm fascits-catolicssupórters of Generalissimo Franco tugs, during the first days of the civil war, claiming he was a comunist (he was not, was a republican) and a Gay (he was, a joyful one). The assassination took place, it seems, at Viznar, on the hills outside Granada, but his body (as he prophetically foresaw) was never found.

I am reproducing a poem with translation very faithful,
but none cannot translate the music in the original version.

Tagged: o site de relacionamento. É o bicho, o melhor que há.

Atenção,
solitárias & solitários,
solteiras & solteiros,
ou quase isso,
até mesmo
malamadas & malamados,
ouví-me :
Caiam na real !

A cada dia as pessoas se isolam cada vez mais
nos seus congestionamentos concretos, físicos, além dos da alma,
quando na verdade dispomos de um meio de socialização
como nunca houve na evolução humana ( Darwin iria gostar disso, né, não?).
De sua casa você pode conhecer pessoas de todo o mundo,
conviver com elas como se faz no dia a dia ( ainda o fazemos?será?).
Porisso insisto sempre para que vocês, Tribo do Afeto,
adotem o trio do avanço da tecnologia:

* Navegador ou browser é Firefox, até que se afirme o GoogleCrone, que já está aí, e já, já , vou adotá-lo...
* http://www.tagged.com/profile.html?clickA=navheader_top&page=home.html&clickX=654&clickY=24
* Webmail, isso não há nenhuma dúvida, é o Google Mail, o já famoso GMAIL. Onde você dispõe de toda a gama de recursos Google para pesquisar, organizar , criar e deixar armazenada na Web toda a sua correspondência ou pesquisa ou criação , muito melhor do que no seu disco rígido.Yahoo, Hotmail, Terra, Bol, Aol, Uol, isso tudo já morreu , no século passado.E vão ficar todos com as bocas cheias de formiga. A perdição deles foi a ganância, a mania de faturar tudo de todos, como os bancos brasileiros et alter. O segredo do Google foi a generosidade, espertamente nos fornecendo tecnologia a partir do momento em que criavam-na, GRÁTIS, em troca de anúncios que não pagamos, só lemos, e às vezes. Tudo maravilhosamente grátis.Para vocês saberem, o Google está prestando consultoria ao governo brasileiro gratuitamente, inclusive ao TSE.Porque são bem intencionados? Certamente sim, mas mininos espertos , cercam-nos de todas as formas, e vão comendo a Microsoft pelas beiras, aos poucos.Hoje o Google detém 95% das pesquisas do Brasil.Com um detalhe: a sede dela na América Latina é em Belo Horizonte ( o escritório principal é em São Paulo) e a única empresa que aqui adquiriram foi em Belzonte, do Ivan Mendes Campos , Guilherme Enrich e outros, todos oriundos do Depto de Ciência e Computação da nossa gloriosa UFMG, em 2005. O Gmail é facilmente obtido por convite de um usuário já cadastrado. Avisem-me, e os convidarei.
* Comunicação voz a voz, olho no olho, é com o Skype, baixado fácilmente pelo
* www.skype.com
* que utiliza um sistema VOIP próprio, e que não abre o seu PC coisissima nenhuma e nem permite a infiltração viral. Com um microfone e uma webcamzinha, você fala com o mundo de graça.E se quiser falar com fones fixos ou celulares, é possivel comprar créditos a partir de R$25,00 (+ a mordida do governo=33,00), com tarifas noventa por cento mais em conta do que nas nossas obesas operadoras de telefonia.
* Como sempre digo, engordar operadoras
* faz dano ao meio ambiente
* e causa efeito estufa na sua conta corrente.

Isso posto, a última dica, e a mais importante,
é o site de relacionamento TAGGED
www.tagged.com

(confiram a minha página/ perfil:

http://www.tagged.com/profile.html?clickA=navheader_top&page=home.html&clickX=654&clickY=24)

Isso mesmo, de TAG, etiqueta, to tag, etiquetar, marcar. É como você colasse uma etiqueta em uma pessoa inscrita no site, e dissesse, eu quero conhecer você. E se ela consentir, há um MATCH, um encontro virtual, e a partir daí , uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Depende de cada um e do que você é. Há gente de todo jeito. Apesar de estar inscrito no site há mais de um ano, a convite de uma amiga, somente resolvi responder aos pedidos de ser Tagged por minhas amáveis interlocutoras há cerca de um mês, quando me ensolterei definitivamente. Uma questão ligada a essa síndrome com que nascí: a monogamia. Mas o Tagged não é somente para namoro. Tenho várias amigas Tagged que nem pensamos nisso. Nas Filipinas, Itália.E tem sido extremamente gratificante.Conhecí pessoas de diferentes ambientes e pensamentos. E uma , em especial, Yatie, da Malásia, de alma linda, apesar de estar em situação de cancer terminal para quem, os crentes e que ainda possuem a inocência da fé´, ao contrário de mim, peço sinceramente que rezem por ela, para diminuir o seu sofrimento.
Entendam-me, não estou insinuando que os cohecimentos virtuais são melhores
ou compensatórios dos encontros reais.
Mas abrem-nos oportunidades e paisagens humanas nunca antevistas,
com extrema facilidade e conforto.
Uma curiosidade: Curitiba é a campeã das mulheres solteiras, seguida de Porto Alegre e São Paulo.
--
Obrigaço
(obrigado e um abraço)
do
Guz
Paulo Cangussu

www.guz.com.br

http://blogln.ning.com/profile/PauloCangussu
(página novíssima, ampla e irrestrita)
www.bloguz.blogspot.com

http://blip.fm/GuzCartunista
(a Rádio Guz FM, com as preferidas)

www.blogdecaricaturas.blogspot.com
www.contrateoguz.blogspot.com
www.youtube.com/guzcartunista
http://twitter.com/guzcartunista

(31)99299882
Skype= guz2008

sábado, 14 de março de 2009

Caricaturas da madrugada na TV Band Minas, em 2005



Em 2005, crei, durante seis meses, ilustrações animadas para a apresentação do programa da TV Band Minas, Entrevista Coletiva, ancorado pelo jornalista Luiz Carlos Bernardes, alcunhado de Peninha. Foi uma tentativa de avançarmos ao que se faz e fazia no programa Roda Viva , com Paulo Caruso desenhando ao vivo, on line!O horário em que o programa era apresentado, pois era pré-gravado, trouxe-me no entanto um seríssimo problema: minha mãe, Dona Zinha, fazia questão de acompanhar a animada carreira do seu caçula na TV! E os horários da apresentação ficaram cada vez mais tardios, deslizando lenta e inexoravelmente para as ermas horas da madrugada, devido à eficacia dos vendedores de horários da TV a pastores, evangélicos, e salvadores da alma de todos os naipes e tipos, então comandados pelo meu amigo Cláudio Bianchini, atualmente dirigindo a TV Band Amazonas.Não pude deixar de sugerir ao Peninha para mudarmos o nome do programa de Entrevista Coletiva para CARICATURAS DA MADRUGADA.Cansado de ficar insone, e vendo o sacrificio que uma mãe mineira percorre para acompanhar a incipiente fama filial, encerrei as atividades.Eu desenhava os entrevistados durante o programa, em traços rápidos, e depois me empenhava no Flash e no Adobe Premiére durante horas , intermináveis e muitissimo mal remuneradas. Aliás, fica uma pergunta: de onde a Band tirou a sua tabela salarial? Dos boias-frias, com certeza...

Tudo Muda

Era uma vez...

Arbitragem

Coração Atleticano: Roberto Drummond ( 1933-2002)



Roberto Francis Drummond
(Jornalista e escritor contista, romancista e cronista mineiro )
1933 - 2002

Jornalista e escritor contista, romancista e cronista mineiro nascido em Santana dos Ferros, MG, considerado o introdutor da literatura pop no Brasil. Filho de Francisco Alvarenga Drummond, engenheiro e fazendeiro, e Ricarda de Paiva Drummond, viveu em Guanhães, Araxá e Conceição do Mato Dentro, MG. Veio para Belo Horizonte ainda na adolescência, onde estudou no Colégio Arnaldo e deixou incompleto (1963) o curso científico no colégio Afonso Arinos. Foi diretor da revista Alterosa, onde trabalharam Henfil e Ivan Angelo, até esta ser fechada (1964) pelos militares. Esteve trabalhando no Jornal do Brasil (1964-1965), Rio de Janeiro, RJ, e voltou para Belo Horizonte, MG, para trabalhar no jornal Estado de Minas (1966-1991), escrevendo a coluna esportiva Bola na marca. A carreira de sucesso do escritor começou com o livro A Morte de DJ em Paris (1971), uma coletânea de contos, que venceu o Concurso Nacional de Contos do Paraná. Editado pela Ática, São Paulo (1975), o livro tornou-se um recorde em vendas. Seu romance Hilda Furacão (1992), pela Siciliano, São Paulo, o tornou nacionalmente conhecido e virou minissérie de sucesso da Rede Globo (1998), numa adaptação da escritora e telenovelista Glória Perez. Conhecido como o criador de uma polêmica à qual incorporou à ficção personalidades e mitos nacionais e estrangeiros da cultura de massa, morreu aos 68 anos, vítima de problemas cardíacos, em Belo Horizonte, MG. Em sua obra também mereceram destaque os romances O dia em que Ernest Hemingway morreu crucificado (1978), Sangue de coca-cola (1980), Quando fui morto em Cuba (1982), Hitler manda lembranças (1984), , Ontem à noite era 6ª feira (1988), Inês é morta (1993) e O cheiro de Deus (2001), a biografia Magalhães: navegando contra o vento (1994) e O Homem que Subornou a Morte & Outras Histórias (1993).

De Robinho em Robinho

Homenageando Mangabeira, um grande cartunista mineiro

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ary Barroso no Arquivo N - TV Globo News - Bãodimaisdaconta!



Ary Barroso
7/11/1903 9/2/1964

Biografia
Compositor-ícone da era do rádio e maior nome do samba-exaltação, Ary Barroso nasceu em Ubá (MG), ficou órfão aos 7 anos e foi criado pelas tias-avós, que queriam fazê-lo pianista de concerto ou padre. Aos 18 anos foi para o Rio de Janeiro estudar Direito. Levou nove anos para se formar e nunca exerceu a profissão. No Rio foi obrigado a tocar piano em cinemas e cabarés para se sustentar, e passou a se interessar pelo teatro musical, então em ascensão. Entrou no rádio em 1933, pela Rádio Philips, e comandou programas de sucesso no rádio e mais tarde na TV, como Calouros em Desfile e Encontro com Ary. Ainda na década de 30 iniciou carreira como locutor esportivo, profissão que nunca mais foi a mesma depois de Ary Barroso. Conferiu um tom emocional à transmissão e não disfarçava a torcida por seu time, o Flamengo. Conhecido por ser durão e intransigente com quem revelasse gosto ou opinião musical diferente da sua, seus programas de calouros revelaram nomes que fariam história na música brasileira, como Dolores Duran, Elza Soares ou Elizeth Cardoso. Era temido pelos calouros tanto no rádio quanto na TV, e exigia que só se cantasse músicas nacionais. Composto em 1939, o samba-exaltação "Aquarela do Brasil" ganha um prêmio e passa a figurar como hino nacional alternativo brasileiro. "Aquarela" já foi gravada centenas de vezes em todo o mundo, sendo a primeira uma das mais célebres gravações, com arranjo de Radamés Gnattali, voz de Francisco Alves e percussão comandada por Luciano Perrone. A música ficou tão caracterizada que em inglês seu título é "Brazil". Ary foi eleito vereador pela UDN em 1946 e uma das suas maiores lutas foi pelos direitos autorais. Entre seus grandes sucessos estão "Na Batucada da Vida", "Camisa Amarela", "Morena Boca de Ouro" e "Na Baixa do Sapateiro". Em 1995 a editora Lumiar publicou o songbook Ary Barroso acompanhado de três CDs, em que suas músicas são executadas por mais de 50 artistas.

Discografia
Discos de carreira
ENCONTRO COM ARY (1964) • Vinil

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MEU BRASIL BRASILEIRO (1958) • Vinil

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ARY CAYMMI - DORIVAL BARROSO (1958) • CD/Vinil

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Coletâneas
RAÍZES DO SAMBA - ARY BARROSO (2000) • CD

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Tributos
ARY MINEIRO - CÉLIA & CELMA CANTAM ARY BARROSO (1996) • CD

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SONGBOOK ARY BARROSO (1995) • CD

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O MAIS BRASILEIRO DOS BRASILEIROS (1993) • CD

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ARY BARROSO 90 ANOS (1992) • CD

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AQUARELA DO BRASIL (1980) • CD/Vinil

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ARY BARROSO E BILLY BLANCO NA VOZ DE ISAURA GARCIA (1969) • Vinil

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Participações em discos
CARMEN MIRANDA (Carmen Miranda)

Matérias, artigos, entrevistas
Prêmio Tim enquadra a MPB em black-tie - 22/7/2003
Foi dada a largada para o Prêmio Tim - 25/6/2003
Prêmio Sharp ressurge como Prêmio TIM - 17/2/2003
Irmãos Vitale ainda administram Ary Barroso - 21/2/2002
O Professor Pardal da música brasileira - 3/9/2001


Críticas
RAÍZES DO SAMBA - ARY BARROSO

Livros
SONGBOOK ARY BARROSO - VOL. 2
NO TEMPO DE ARY BARROSO
SONGBOOK ARY BARROSO - VOL. 1

quinta-feira, 12 de março de 2009

Guz : Nova página no Portal Luis Nassif

Guz tem nova página no Portal Luis Nassif

http://blogln.ning.com/profile/PauloCangussu
esse é o link para minha nova página na Web, ancorada no Portal Luis Nassif,
Como eu, ao clicar no link, vocês todos irão se surpreender com a qualidade do projeto.
http://blogln.ning.com/

É necessário (e rapidim, rapidim ) fazer o registro no Portal. Depois, fazer o seu blog e página, mais fácil ainda.O Portal reune uma das melhores seleções de vídeo de todos os tipos que já encontrei na Web.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Desenhando Luiz Nassif, em Belzonte, 1997 , no Pedacinhos do Ceu


Veja mais fotos como esta em Portal Luis Nassif

Não ví, ainda, Nassif, no seu magnífico Portal, e talvez por falta de tempo para rastreá-lo, referências mais contundentes à sua expertise de bandolinista e chorão. Os anos correm, mas é possivel lembrarmos ainda da noite memorável em que Vicente Falconi & Associados, entre eles você, "fecharam" o bar Pedacinhos do Céu, no bairro Caiçara em Belo Horizonte, de propriedade do notável cavaquinista peçanhense Ausier Vinicius (alcunhado por mim de O melhor do Mundo, gentileza que ele sempre se apressa em revidar-me, na minha especialidade). Estavam lá notáveis, como o ex-reitor da UFMG Aluisio Pimenta, já setentão e de namorada nova, salvo engano.E é claro, o professor Falconi (vai com i mesmo, em homenagem ao juiz italiano) e sua equipe de fama internacional em gestões e seus choques.Naquele ano dediquei-me a desenhar quase todos os chorões que por ali passaram, inclusive um eterno candidato do PT meio esquecido chamado Lula.Depois, num evento, entreguei-lhe o original emoldurado.A galeria do Pedacinhos (www.pedacinhosdoceu.com.br) ainda lá permanece, como cenário de noites que suponho ainda melodiosas, pois tornei-me frequentador bissexto e ocasional, coincidentemente na mesma época em que apaixonei-me perdidamente por uma viúva de beleza rara que lá levei, seduzindo-a ao som dos mestres. Pouso hoje em paragens choronas mais próximas e condizentes com os linfoedemas com que fui distinguido pelo destino. Olhando a sua foto, e comparando-a com a caricatura, ouso dizer que a semelhança ainda é notável. Desenhei-o com o ar beatífico com que você se unge quando se aplica naquilo que suponho deva ser a sua verdadeira vocação: um deslumbrado CHORÃO de Poços de Caldas. Mas o destino é generoso, e agora também usfruo de uma página no seu Portal.Espero ser benvindo. Um grande abraço do Guz, para quem o desenho de humor é o encontro do lápis, do papel e da liberdade....
Esclarecendo as caricaturas...
Postei 4 caricaturas, desenhadas no ano da graça de 1997. Durante 7 meses frequentei o www.pedacinhosdoceu.com.br assíduamente, num frenesi caricatural que se explica pela minha incontrolável paixão pelo Choro e pela MPB, apesar dos ouvidos roucos, destruidores de afinações, que impediram-me de conseguir afinar até mesmo um pandeiro .Quando estudei violão aplicadadamente e com afinco, aos 18 anos, decorei quase todas as posições, as pestanas incríveis, dominando-as galhardamente, embora à custa de algumas câibras digitais, mas não havia energia no mundo capaz de acertar a afinação.Desistí, e voltei rapido para os meus lápis, pinceis e penas às vezes implacáveis.Então, pela ordem, vemos Luis Nassif, desenhado na gloriosa noite do professor Falconi, o cavaquinista Ausier Vinicius, devidamente codificado como o proprietário do Pedacinhos do Céu pelas alquebradas asas. Aos que não sabem, Waldir Azevedo, autor desse Choro imortal, dedicou-o a suas duas filhas, seus pedacinhos do céu.O primeiro pedido de Ausier para mim foi que, por sortilégios do desenho, o fizesse encontrar-se com Wadir no céu,tomar uma branquinha, e voltar ao seu adorado bar, sem os incovenientes daquela sinistra senhora. O terceiro é o mestre Altamiro Carrilho, motivo de frequentes homenagens do bar e seus frequentadores, quando concertava em BH. No original, em dedicatória, Altamiro chamou-me também de mestre, um exagero evidente, mas assegurou-me que fui o autor da melhor caricatura sua que já havia visto.Ó glória, ó tempore, ó more!O quarto é uma homenagem à novissima geração de Chorões, Thiago Perez, mestrando em engenharia elétrica, mas optante pelo Choro , filho de Wilson e Liliana, primos de Oswaldim de Melo Franco meu irmãozim de coração de todo o sempre. Reencontrei-os, graças mais uma vez ao destino caprichoso, na nossa Feira Tom Jobim, que aparecerá aqui e ali nos meus futuros escritos. O que mais posso querer,depois de ter nascido no país que inventou o Choro?

Mas há quem prefira uma interpretação mais dramática de La casada Infiel: vejam....!

Federico Garcia Lorca :La casada infiel



As duas versões acima informam-nos da riqueza melódica da poesia lorqueana, um texto que já era música.
Para mim, também este poema contém a mais perfeita metáfora sobre o amor físico de dois amantes:


A casada infiel

.....A Lydia Cabrera
.....e à sua negrinha

E eu que a levei até o rio
achando que era donzela,
mas ela tinha marido.
Foi na noite de Santiago
e quase por compromisso.
Apagaram-se os lampiões
e se acenderam os grilos.
Pelas últimas esquinas
toquei seus peitos dormidos,
que a mim se abriram de pronto
como ramos de jacintos.
A goma de sua anágua
ao meu ouvido soava
como uma peça de seda
lacerada por dez facas.
Sem luz de prata nas copas
as árvores têm crescido,
e um horizonte de cães
ladra bem longe do rio.

*

Passadas as amoreiras,
os juncos e os espinheiros,
para abrigar seus cabelos
fiz um ninho sobre o limo.
Eu tirei minha gravata.
Ela tirou o vestido.
Eu, o cinto com revólver.
Ela, seus quatro corpetes.
Nem flores nem caracóis
têm uma pele tão fina,
nem os cristais sob a lua
resplendem com um tal brilho.
Suas coxas me escapavam
como peixes surpreendidos,
metade cheias de luz,
metade cheias de frio.
Naquela noite trilhei
dos caminhos o melhor,
montado em potra de nácar
sem rédeas e sem estribos.
Não vou dizer, por ser homem,
as coisas que ela me disse.
A luz do entendimento
me faz ser mais comedido.
Suja de beijos e areia
levei-a embora do rio.
Ao vento se digladiavam,
no ar, as espadas dos lírios.

Portei-me como quem sou.
Como um gitano legítimo.
Dei-lhe um cesto de costura
grande, de raso palhiço,
e não quis me enamorar
porque, tendo ela marido,
me disse que era donzela
quando a levava até o rio.

.....trad. Fábio Aristimunho



La casada infiel

.....A Lydia Cabrera
.....y a su negrita

Y que yo me la llevé al río
creyendo que era mozuela,
pero tenía marido.
Fue la noche de Santiago
y casi por compromiso.
Se apagaron los faroles
y se encendieron los grillos.
En las últimas esquinas
toqué sus pechos dormidos,
y se me abrieron de pronto
como ramos de jacintos.
El almidón de su enagua
me sonaba en el oído,
como una pieza de seda
rasgada por diez cuchillos.
Sin luz de plata en sus copas
los árboles han crecido
y un horizonte de perros
ladra muy lejos del río.

*

Pasadas las zarzamoras,
los juncos y los espinos,
bajo su mata de pelo
hice un hoyo sobre el limo.
Yo me quité la corbata.
Ella se quitó el vestido.
Yo el cinturón con revólver.
Ella sus cuatro corpiños.
Ni nardos ni caracolas
tienen el cutis tan fino,
ni los cristales con luna
relumbran con ese brillo.
Sus muslos se me escapaban
como peces sorprendidos,
la mitad llenos de lumbre,
la mitad llenos de frío.
Aquella noche corrí
el mejor de los caminos,
montado en potra de nácar
sin bridas y sin estribos.
No quiero decir, por hombre,
las cosas que ella me dijo.
La luz del entendimiento
me hace ser muy comedido.
Sucia de besos y arena
yo me la llevé del río.
Con el aire se batían
las espadas de los lirios.

Me porté como quién soy.
Como un gitano legítimo.
La regalé un costurero
grande, de raso pajizo,
y no quise enamorarme
porque teniendo marido
me dijo que era mozuela
cuando la llevaba al río.

.....Federico Garcia Lorca



intermediado por Fábio Aristimunho

Um poema do Romancero Gitano: Verde que te quiero verde


( Federico Garcia Lorca, Romancero Gitano)

Federico Garcia Lorca : a biografia completa



( do filme Morte em Granada, onde Lorca é representado pelo ator Andy Garcia)
Quem foi Federico Garcia Lorca?

Um dos maiores poetas da língua espanhola, Lorca foi assassinado pelas forças franquistas logo após o golpe de 36

por Mário M. Gonzáles*

No momento em que o mundo todo comemora o 100o aniversário do nascimento de Federico García Lorca, é inevitável considerar que ele constitui o caso evidente de uma figura histórica cujo significado político cresceu não apenas ao longo de sua vida, porém muito mais após a sua trágica morte decorrente do posicionamento do poeta como cidadão. Esse posicionamento evidencia-se ao longo de um percurso existencial que começa no ambiente liberal da família, instalada num pequeno povoado da Andaluzia, até culminar em Madri, no apoio à Segunda República, nos dias agitados que se seguem ao triunfo da Frente Popular, em 1936. Ironicamente, deixar Madri para visitar a família na pacata Granada precipitaria a tragédia, ao criar a oportunidade de que Federico ficasse ao alcance das forças reacionárias.

García Lorca nascera dia 5 de junho de 1898 em Fuente Vaqueros1, um povoado próximo da cidade de Granada, a antiga capital do último reino muçulmano da península, ocupado pelos Reis Católicos em 1492. Federico é filho de uma família burguesa. No momento do nascimento do poeta, seu pai, Federico García Rodríguez, arrendatário de terras na região do Soto de Roma, latifúndio cultivado em sistema de enfiteuse, onde se localiza Fuente Vaqueros, estava sendo beneficiado diretamente pela derrota da Espanha na guerra com os Estados Unidos, que despojaria a nação de suas últimas colônias americanas. Ao perder Cuba, a Espanha precisou encontrar onde cultivar açúcar e tabaco: as terras do Soto de Roma revelaram-se ideais para isso. Bom administrador, Federico García Rodríguez já era rico, além de viúvo sem filhos, ao casar-se, aos 37 anos, com Vicenta Lorca Romero, de 26 anos, em 1897. Pela família do pai, o nosso poeta, primeiro de cinco filhos, herdaria uma tradição de liberalismo e entusiasmo pela música e pelos livros, além do provável sangue cigano de uma tataravó; da mãe, professora primária e católica sincera, além da possibilidade de sangue judaico, herdaria sua fina sensibilidade e gosto pela música. O primeiro mestre de Federico foi Antonio Rodríguez Espinosa, professor primário formado no pensamento progressista da Institución Libre de Enseñanza2.

Em 1908, Federico é enviado a cursar estudos secundários em Almería, mas uma doença o devolve, em 1909, à casa paterna, então já instalada na cidade de Granada, onde Federico, sem nunca ser um estudante notável, levou adiante seus estudos num colégio particular. O que interessava a Federico, nesses anos, era a música. Seu mestre foi Antonio Segura Mesa, até a morte deste, em 1916, quando Federico optará pela criação literária. Em 1915, o poeta termina seus estudos secundários e se matricula na Universidade de Granada para cursar Direito e Filosofia e Letras3. Nunca seria um aluno brilhante; mas o contato com o professor de Teoria da Literatura e das Artes, Martín Domínguez Berrueta, facilitaria o desenvolvimento do seu interesse pela literatura, embora nunca abandonasse a música. Viagens de estudos organizadas pelo mestre, no verão e no outono de 1916 e em 1917, levarão Federico a percorrer boa parte da Espanha e a recolher o que seria seu primeiro livro em prosa, publicado em 1918: Impresiones y paisajes4. Além disso, nessas viagens conheceria o poeta sevilhano Antonio Machado, o mais famoso poeta espanhol desses anos, à época professor em Baeza, e que morreria no exílio, no fim da Guerra Civil. Do ano de 1917 datam as primeiras poesias de Lorca, os primeiros textos teatrais e primeiras prosas que permaneceriam inéditas até os anos 905. Essa juvenilia de Lorca estende-se até 1920 e aparece decididamente marcada pela influência do modernismo hispânico, já em retração, cujo líder tinha sido o nicaragüense Rubén Darío, falecido em 1916. Mas essa obra carrega, além de erotismo, uma identificação com Cristo que é simultânea a uma rejeição pela Igreja enquanto instituição.

Em 1919, García Lorca instala-se em Madri. Vai morar, até 1928, na Residencia de Estudiantes, produto da Institución Libre de Enseñanza, instituição essa que pretendia suprir as carências e limitações do ensino universitário mediante o contato dos estudantes com pesquisadores e intelectuais e a ênfase na consciência comunitária. Nela, Lorca faria amizades que marcariam fortemente sua existência, como com Salvador Dalí e Luis Buñuel. Em Madri, em 1920, Lorca levaria pela primeira vez uma peça sua ao palco: El maleficio de la mariposa, uma alegoria com insetos como personagens, cujo rotundo fracasso limita as representações à estréia. Esta fora possível graças ao dinheiro do pai que sustentaria Federico durante estes anos entre Madri e Granada, no intuito de que ele levasse adiante seus estudos regulares. O pai financiaria a primeira manifestação impressa da poesia de Lorca: Libro de poemas, publicado em 1921. O livro foi bem recebido pela crítica, apesar de seus toques de romantismo que, no entanto, não impedem adivinhar o poeta de vanguarda que subjaz a eles. Em alguma medida, é possível perceber também no livro a incorporação de imagens e recursos da poesia popular que serão decisivos no seguinte, o Poema del cante jondo, livro cujas poesias Federico começa a compor nesse mesmo ano, embora só venha a ser publicado em 1931. A obra é produto da enorme capacidade do poeta de assimilar os valores estéticos e a temática das canções populares andaluzas para transferi-los a poesias cuja brevidade abre caminho à sugestão daquilo que se silencia. Em boa parte, essa aproximação de Lorca à expressão máxima da música popular de sua terra está vinculada à sua amizade com Manuel de Falla, que se estabelecera em Granada em 1920 e cuja música igualmente se alimenta na cultura popular.

Dos mesmos anos (entre 1920 e 1923) datam os poemas de um livro que só veria a luz em 1983: Suites. Trata-se de uma série de poemas, estruturada com o sentido musical do título, em que os significados se adensam, à maneira do livro anterior, ao mesmo tempo que cresce um sentido de frustração próprio do universo trágico. Igualmente, data desses anos a redação de dois outros livros de poesias de Lorca. O primeiro deles, Canciones, apareceria em 1927. Também apoiado na canção popular e em sua condensação expressiva, cada uma de suas poesias omite sabiamente uma história para abrir espaço à ambigüidade poética. Pelo mesmo caminho viria o livro seguinte, aquele que faria a fama definitiva do poeta: Romancero gitano, impresso em 1928. Lorca acerta em cheio ao recuperar a fórmula popular do romance medieval castelhano, mediante o caráter fragmentário do texto poético que os românticos haviam perdido de vista na sua retomada do gênero. Focaliza em seus poemas um universo que girava em sua volta: os ciganos excluídos pela civilização burguesa. Lorca pagaria caro pelo seu acerto e pelo sucesso do livro, que teria sete edições em vida do poeta. Primeiro, pela inadequada identificação, por muitos leitores, do autor com um cigano; depois, pela redução do conjunto a um ou dois poemas e ao erotismo de um deles; mais tarde, pelo caráter "subversivo" da denúncia da Guardia Civil como agente imediato da repressão preconceituosa; por último, a pecha de ciganismo teria eco em alguns dos seus amigos que, como Buñuel ou Dalí6, caçoariam dessa poesia que julgavam inferior por distante do surrealismo francês que, para muitos, nesse momento aparecia como a culminação do vanguardismo. O fato pode estar na raiz da profunda crise que se abate sobre Lorca e que o levará a distanciar-se, partindo em viagem para os Estados Unidos. Antes do distanciamento, Lorca escrevera um poema longo, de enorme importância: a "Oda a Salvador Dalí" (1926), que teria decidida influência na obra do pintor catalão.

No período anterior à viagem aos Estados Unidos, Lorca voltara ao teatro. Já entre 1921 e 1922 escrevera uma obra para marionetes, a Tragicomedia de don Cristóbal y la seña Rosita, em que aflora um dos temas básicos do seu teatro: a anulação do indivíduo pela instituição, fundamentalmente a do casamento imposto. O texto é uma farsa para marionetes, mas é inevitável perceber que já se faz presente a tragédia, particularmente a tragédia da mulher, que dominará nas obras teatrais mais conhecidas de Lorca. A peça só chegaria aos palcos postumamente, em 1937. Uma outra, no entanto, escrita entre 1922 e 1925, Mariana Pineda, iniciaria a conquista das platéias por Lorca com sua estréia em 1927. A obra tem como protagonista uma heroína granadina da luta dos liberais contra a ditadura de Fernando VII, executada em 1831, que Lorca faz vítima também de uma paixão não correspondida, o que leva a personagem a assumir-se como símbolo da liberdade e, assim, poder ser identificada com esta, que parece ser o único amor do homem que a abandona. A estréia é um enorme sucesso.

Nesses mesmos anos, Lorca trabalhava também em outras três peças que só seriam encenadas anos depois. A primeira delas, Doña Rosita la soltera, só seria concluída em 1935, ano da sua estréia; a segunda, La zapatera prodigiosa, teria duas versões sucessivas: uma encenada em 1930, e outra encenada em Buenos Aires em 1933. A terceira, Amor de don Perlimplín con Belisa en su jardín, chegaria aos palcos em 19337. A primeira delas é o protótipo daquilo que consome as mulheres lorquianas: a espera; a segunda é uma farsa, mas expõe comicamente o trágico embate do indivíduo e a instituição; a terceira das peças mencionadas retoma o mesmo assunto, invertendo o protagonista, que passa agora a ser o velho marido.

Em junho de 1929, Lorca parte para os Estados Unidos, via Inglaterra, em companhia de Fernando de los Ríos, socialista e catedrático (deposto pela ditadura) de Direito na Universidade de Granada, um dos seus principais mentores. Viajam no Olympic, navio gêmeo do Titanic. Chegaram em Nova York no dia 25 de junho. O impacto da cidade em Lorca dá lugar a seu livro de poemas mais contundente: Poeta en Nueva York, cuja base é a denúncia da opressão, particularmente dos negros. Um outro livro de poesias, Tierra y luna, habitualmente incluído como parte do anterior, registra o modo americano de vida em imagens de pesadelo. Produto imediato de sua descoberta da América será também a sua peça de teatro mais difícil e polêmica: El público. Trata-se de uma obra voltada para o teatro, opondo o "teatro al aire libre", o teatro explícito decadente, e o "teatro bajo la arena", o teatro de sentidos profundos; a temática discutida quanto à sua representação é o amor em todas as suas possibilidades, incluindo a homossexualidade. Lorca nunca quis levar a peça ao cenário por julgar que não seria aceita à época; entregou o texto (que, depois, só se recuperaria incompleto) ao seu amigo Rafael Martínez Nadal ao partir para Granada antes de morrer, com a indicação de que o destruísse se algo acontecesse a ele8. O cinema parece ter sido uma outra descoberta americana de Lorca, que escreve Viaje a la luna, um roteiro para cinema mudo, resposta, talvez, a O cão andaluz, de Buñuel.

Na viagem de volta, em 1930, Federico faz escala em Cuba, de março a junho, onde escreve boa parte dos textos citados, começa a escrever Yerma, pronuncia conferências e compõe "Son", poema de intensa identificação com o ritmo afro-cubano, como contrapartida à angustiada poesia de Nova York. Lorca chega à Espanha em julho, quando já havia morrido, após demitir-se, o ditador Primo de Rivera. A monarquia estava com os dias contados, em meio a um clima de enorme instabilidade política. Em 12 de abril de 1931, após a partida da família real, é proclamada a República. Lorca participa, em Madri, de uma passeata republicana, em cuja primeira fila ele marcha, e que é dissolvida pela Guardia Civil. Nesse ano, Lorca escreve a peça Así que pasen cinco años, chamada por ele de "lenda do tempo", que, junto com El público, faz parte do chamado "teatro impossível" de Lorca (aquele que o poeta considerava seu verdadeiro teatro), embora nada mais seja do que a transferência a uma nova linguagem dos conflitos onipresentes em sua produção dramática. Só seria representada em 1978.

Federico identificar-se-á profundamente com o projeto educativo e cultural da República e caber-lhe-á uma participação direta como diretor do grupo teatral de estudantes La barraca, o qual, entre 1932 e 1936, percorreu 64 cidades e povoados da Espanha levando o teatro de volta ao povo em mais de cem representações de treze peças. O ano seguinte seria o da estréia triunfal de Bodas de sangre, a tragédia rural em que Lorca registra o círculo fatal da sociedade movida pelos interesses econômicos, em que é esmagado o amor e, com ele, o indivíduo. O sucesso da obra inicia a liberdade econômica do poeta. Sobe ao palco também Amor de don Perlimplín con Belisa en su jardín, pronta desde 1929. Nesse mesmo ano de 1933 registrava-se a matança de camponeses anarquistas em Casas Viejas, fato que prenunciava a guinada à direita que a República daria no ano seguinte, 1934. Em setembro de 1933, Federico embarca para a Argentina, com escalas em Rio de Janeiro e Santos, para viver mais de cinco meses de intensa e triunfal atividade em Buenos Aires: conferências, primeiro encontro com Neruda, reestréia de Bodas de sangre e de Mariana Pineda, encenação de sua adaptação de Tragicomedia de don Cristóbal y la seña Rosita, com o título de El retablillo de don Cristóbal, estréia da segunda versão de La zapatera prodigiosa, direção de La dama boba, de Lope de Vega, leituras de poesias, viagem a Montevidéu etc. Em março de 1934, Lorca volta para a Espanha, onde chega com uma coleção de borboletas brasileiras presenteadas a ele na escala no Rio de Janeiro, e encontra o país nas mãos da direita vencedora das eleições realizadas em novembro de 1933.

1934 será para Lorca o ano da morte do toureiro e amigo Ignacio Sánchez Mejías, fato que levará o poeta a escrever o "Llanto por Ignacio Sánchez Mejías", uma das mais comoventes elegias produzidas em língua espanhola. Termina de escrever também El diván del Tamarit, livro de poesias com que pretende homenagear, no título, os antigos poetas árabes granadinos. E, em dezembro, vê subir ao palco a segunda das suas tragédias rurais, Yerma, escrita ao longo de cinco anos. A estréia é um sucesso, o que não impede - pelo contrário, estimula - a furiosa reação das direitas, que atacam na imprensa tanto a obra como seu autor, cuja homossexualidade é condenada cada vez mais com maior ênfase. A tragédia da mulher condenada à esterilidade denunciava, no entanto, não apenas uma sociedade enrijecida mas, talvez, a própria Espanha esterilizada pelo poder conservador. Sintomaticamente, a chegada da Ceda (Confederación Española de Derechas Autónomas) ao poder, em outubro de 1934, havia tido como resposta um movimento grevista que culminou com a sublevação armada dos mineiros nas Astúrias; esta fora sufocada em duas semanas mediante operações militares dirigidas, de Madri, pelo então jovem general Franco. Com o pretexto da revolução de outubro, a repressão acirrara-se. Os presos políticos chegaram a 30 mil.

1935 será um ano de grandes sucessos para Lorca. Homenagens e leituras de poemas, representações teatrais, publicações de poemas etc. culminam com a estréia em Barcelona, em dezembro e com grande sucesso, de Doña Rosita la soltera, o texto mais longamente trabalhado por Lorca. Trata-se da tragédia disfarçada de uma Yerma cor-de-rosa que murcha lentamente, na inútil espera do amor, confinada no espaço que a burguesia granadina concedia à mulher.

Esse clima de êxitos de Lorca, não se pode esquecer, coincidia com a crescente tensão política. Em 1936, esta se agravaria com o triunfo da Frente Popular nas eleições de 16 de fevereiro.

No dia seguinte, porém, já antes de serem conhecidos os resultados, os militares anti-republicanos iniciavam os preparativos para o golpe. Por sua vez, logo depois de assumir, o novo governo colocou em liberdade os 30 mil presos políticos e afastou dos centros de poder os militares sabidamente golpistas, como Franco e Goded, destinados às ilhas Canárias e Baleares, respectivamente.

Após o triunfo da Frente Popular, em fevereiro de 1936, García Lorca deixou mais claro ainda seu posicionamento político. Antes mesmo das eleições, ele participara de atos em apoio à Frente. Depois, será um dos assinantes do telegrama enviado a Vargas solicitando a liberdade de Prestes (28/03); denuncia a profanação que significa o uso da Alhambra para ritos cristãos (05/04); participa das comemorações do 1o de maio; participa da organização de um jantar oferecido a representantes da Frente Popular francesa (22/05); condena a ocupação de Granada pelos Reis Católicos, em 1492 (10/06); resiste, no entanto, às fortes pressões de seu amigo Rafael Alberti e da mulher deste, María Teresa León, para filiar-se ao Partido Comunista. Ao mesmo tempo anuncia estar trabalhando numa nova peça teatral sobre a fome.

Entre 1935 e 1936, Federico se dedicou a compor os Sonetos de amor, inusitada e magistral abordagem dessa forma poética com que se volta para um finíssimo erotismo polivalente9. Durante o mês de junho de 1936, García Lorca dedica-se febrilmente a escrever - e ler para os amigos à medida que a escrevia - La casa de Bernarda Alba. A peça, sabidamente tomada da realidade e pensada - nas palavras de Lorca - como um documentário fotográfico que apresenta um drama de mulheres nos povoados da Espanha, constitui também uma fortíssima denúncia da autêntica escravidão daquelas destinadas a servir aos mais ricos. Era a amplificação e encenação da famosa frase pronunciada pelo poeta em dezembro de 1934: "Eu sempre serei partidário dos pobres, dos que nada têm, e aos quais se nega até a tranqüilidade do nada".

No dia 13 de julho, Lorca viaja de Madri para Granada. Quatro dias depois, os militares fascistas se sublevam contra o governo republicano. Os golpistas se apoderam de Granada, que, no entanto, fica isolada, no meio de um território ainda republicano. Isto levou a que os sublevados passassem a prender e assassinar o maior número possível de partidários da República, antes de uma eventual retomada da cidade pelas forças leais ao governo. Além de ver detido Manuel Fernández Montesinos, seu cunhado e prefeito socialista de Granada, Lorca e sua família sofrem, de imediato, pressões que o levam a pedir refúgio na casa do poeta amigo Luis Rosales, cujos irmãos mais velhos eram notórios falangistas.

No dia 16 de agosto, de madrugada, foi executado Fernández Montesinos. Na tarde do mesmo dia, Ramón Ruiz Alonso, antigo deputado pela Ceda e rival da Falange, deteve García Lorca, no intuito de comprometer publicamente os Rosales pelo refúgio dado ao poeta, a quem acusa por escrito de ser espião russo, de ter sido secretário de Fernando de los Ríos e de ser homossexual.

Na madrugada do dia 18 (ou 19), Lorca foi levado junto com Dióscoro Galindo González, professor primário, até uma colônia de férias escolares, a nove quilômetros de Granada, entre os povoados de Víznar e Alfacar, transformada pelos fascistas em cadeia para os sentenciados à morte. Juntaram-se ali a dois banderilleros condenados por serem anarquistas. Antes do amanhecer, os quatro foram levados rumo a Alfacar. Federico e seus companheiros foram assassinados numa curva do caminho, junto de uma oliveira, a poucos metros de uma fonte que os árabes chamaram de Anaidamar, que quer dizer "a fonte das lágrimas".


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*Mário M. Gonzáles é professor titular de Literatura Espanhola na USP e autor, dentre outros livros, de El conflicto dramático en Bodas de sangre (FFLCH/USP, 1989).

Lorca & Gibson : Parte IV

Lorca & Gibson - Parte III

Federico Garcia Lorca : ent evista de Ian Gibson - Parte II

Federico Garcia Lorca: o escritor Ian Gibson, irlandês naturalizado espanhol, em entrevista sobre o poeta- Parte I



O escritor irlandês naturalizado espanhol Ian Gibson é entrevistado sobre o seu livro "O homem que deteve Garcia Lorca" , autor também das acusações que levaram ao fuzilamento do poeta, o deputado falangista e católico radical, Ramon Luis Alonso.
Onde quer que estejam os restos, é impossível escapar à memória do espanto. Quem havia visto Federico García Lorca, em sua etapa na Residencia dos Estudantes, representar na cama macia de seu quarto a imagem e o momento de sua morte, sabia o que mais o aterrorizava naquele momento. Toda aquela via crucis deve ter sido como um chicote em sua alma e uma coroa de espinhos rasgando-lhe as entranhas. O olhar perdido, ensimesmado, ao lado de Dióscoro Galindo, dentro do carro pelas ruas da Duquesa até San Jerónimo e San Juan de Dios. Depois, pelas pedras da ladeira do Hospício e o passeio da Cartuja até a estrada poeirenta de Víznar. Depois a parada no palácio do Bispo Moscoso para um controle, em direção a Las Colonias. Depois, na escuridão, cavando sua própria tumba, tal como recordava Gerald Brenan. Uma vala que agora reclama o seu definitivo halo de luz. Como se o fato simples e frio de sua morte não fosse humilhação suficiente para esses quatro mártires.

Federico Garcia Lorca I

Uma desculpa para não ir à Feira Tom Jobim , ontem à tarde: descobrindo Federico Garcia Lorca no You Tube...






Mas uma boda, o que é ?
É uma cama deslumbrante,
um homem e uma mulher,
e nada mais"
( Lorca - Bodas de Sangue)




Não, não foi a ameaça de chuva.
Até mesmo porque, ( como dizem sempre

em Brasília entre uma corrupçao e outra, quase sempre uma verborrágica verba

desviada de crianças famintas aguardando o único e saudável alimento a
que recorrem, a merenda escolar pública ... desculpem-me,... mas ando um

bocado invocado com a turminha que nos rouba democraticamente,
diáriamente, diuturnamente, quer dizer, de todos,
e já, já, vou voltar a fazer charges-porradas didáticas...! ),
agora que ando de boné preto
(para disfarçar as cãs? ô lingua!)
sinto-me protegido de todas as intempéries .
Que podem ser de variadas climatologias e eras tectônicas,
nesse tempo em que clonam de uma só vez
Renan da Mônica do Playboy,
Temer mão-leve,
Sarney (nosso elo perdido do paleozóico)
e agora, pasmem, senhoras e senhores,
tirem as criancinhas da sala,
qual Fênix de chanchada, o melífluo Collor de Melo.
De quem se pode esperar
pelo menos tres medidas imediatas:
concurso público (só serve alagoano)
para escolha de um novo PC Farias , nível XIII,
(exige-se nível superior, com pós-graduação na Máfia de Salerno),
elevaçao do preço da cocaina em Brasília e adjacências,
e convênio com a Ong PCC Já, de Fernandim Beira Mar,
para distribuição da Bolsa-Crack, que governo bom é isso aí.

Mas eu dizia que o boné pode me proteger até de uma nevasca que
transformasse a ladeira do Mangabeiras numa verdadeira Aspen.
Mas não foi isso, não, apesar da compulsão irrefreável de ir tomar uma
gonçalinha com o Luiz, gargalhar com a Rosana, desenhar com a Manu e
seus olhinhos de pura esmeralda, caindo em tentação e mergulhar num
capeletti do Pelusinho, sem antes deixar de passar na tenda indiana e
pegar uma samossa só para ganhar o brinde do temperim que só ela
(vegetariana, mas ninguém é perfeito) sabe fazer, escutando um
chorinho com os olhos umedecidos de prazer no meio da tarde.

Perdoem-me todos, mas falhei na presença por causa de Poesia.
Andaram postando no You Tube uns vídeos que não conhecia
sobre meu poeta de cabeceira, mesa e banheiro,
o granadino Federico (sem erre, faz favor) Garcia Lorca.

Quando assistí esta semana o belíssimo filme Milk, não

pude deixar de pensar no destino trágico desse grande poeta,
que foi assassinado em 1936 pelos fascistas de Granada
não somente porque era um apoiador da República
que sacudia a nação do torpor medieval e místico
(Santiago de Campostela é boa pra conta corrente do Paulo
Coelho, mas é simbolo de uma epoca de atraso e preconceitos mil),
mas principalmente porque era gay.

A Espanha de 36 devia ser como o Irã atual do Armadnejah:
sem gays, por definição, religião e decreto.
Quarenta e dois anos antes que Harvey Milk
( e o prefeito Mascone, também assassinado pelo mesmo ex-vereador psicopata),
o primeiro gay eleito para um cargo público
no nosso ex-grande Irmão do Norte fosse assassinado,
já se fuzilavam gays na España católica , apostólica e fascista.

Federico Garcia Lorca (1898-1936) não é apenas o maior poeta espanhol
de todos os tempos. Aluno de Manuel de Falla, outro gay espanhol de
imenso talento, foi compositor, pianista, desenhista expressivo,
dramaturgo que renovou o palco do mundo, cantor do avanço e dos
recônditos da alma, Federico foi fuzilado em agosto de 1936 , em local
ignorado até hoje, nos arredores de sua Granada de alhambras, em
companhia de outros republicanos, entre eles, é sabido, um professor
primário. Recentemente foram localizados alguns indícios que aguardam
a autorizaçao da família para o exame de DNA.

Devo a ele a descoberta do encanto da poesia,
até então tratada como castigo pelos meus professores de lingua pátria,
na base do decora- e -faça -uma -análise

léxica-sintática-ou-racha, senão lá vem bomba e muita surra em casa.
Lí-o a primeira vez aos quatorze anos graças ao pai do meu amigo Valdimir
Diniz, também futuro poeta e precocemente abatido numa estúpida
contramão na trincheira de Brasília por um bêbado tresloucado.
Foi na casa de Dr. Bráulio Diniz, ex-comunista,
enxadrista e homem de wit, de espírito, que descobrí que

as casas podem ser também bibliotecas.
Uma única estante com livros.preciosos que nós,
eu e Sílvio, meu irmão, íamos gradual e
lentamente caroneando.


Pois não é que agora no You Tube pode-se conhecer e muito da vida e
obra de Garcia Lorca? Porisso passei a tarde coletando, pesquisando e
saboreando os vários links dos vídeos que, a seguir, tenho a alegria

de indicar-lhes. Inicialmente, como introdução , ou degustação, alguns versos:

As seis cordas

Federico Garcia Lorca


A guitarra
faz solu�ar os sonhos.
O solu�o das almas
perdidas
foge por sua boca
redonda.
E, assim como a tar�ntula,
tece uma grande estrela
para ca�ar suspiros
que b�iam no seu negro
abismo de madeira.

sábado, 7 de março de 2009

Para Dorothy Stang (1931-2005), in memoriam , no Dia Internacional da Mulher- Victor Jara ; A desalambrar




a Desalambrar

(Daniel Viglietti)
Yo pregunto a los presentes
Si no se han puesto a pensar
Que esta tierra es de nosotros
Y no del que tenga más

Yo pregunto si en la tierra
Nunca habrá pensado usted
Que si las manos son nuestras
Es nuestro lo que nos den

A desalambrar, a desalambrar
Que la tierra es nuestra
Es tuya y de aquél
De Pedro y María
De Juán y José

Si molesto con mi canto
A alguien que no quiera oír
Le aseguro que es un gringo
O un miembro de este país

A desalambrar, a desalambrar
Que la tierra es nuestra
Es tuya y de aquél
De Pedro y María
De Juán y José

A desalambrar, a desalambrar
Que la tierra es nuestra
Es tuya y de aquél
De Pedro y María
De Juán y José

Ao unir a voz de Victor Jara, o martirizado herói e artista chileno, ao nome de Dorothy Stang, uma heroina americana que se sacrificou em defesa da grande floresta e dos povos que nela habitam, procuro fazer do Dia Internacional da Mulher, homenageando-a, uma data de reflexão sobre as desigualdades fundiárias que se avolumam em nossa pátria, numa perspectiva cada vez mais absurda e irreconciliável entre a carência absoluta dos seus habitantes , a pusilanimidade do Governo que nada altera, e a voracidade dos que querem se locupletar com a destruição da Amazonia.A desalambrar, a desalambrar, a destruir as cercas, eis a saída...

Victor Jara (1932-1973) -Comandante Che Guevara



Hasta Siempre Comandante

(Silvio Rodriguez)
Aprendimos a quererte
Desde la histórica altura
Donde el sol de tu bravura
Le puso un cerco a la muerte.

Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante che guevara.

Tu mano gloriosa y fuerte
Sobre la historia dispara
Cuando todo santa clara
Se despierta para verte.

Vienes quemando la brisa
Con soles de primavera
Para plantar la bandera
Con la luz de tu sonrisa.

Tu amor revolucionario
Te conduce a nueva empresa
Donde esperan la firmeza
De tu brazo libertario.

Seguiremos adelante
Como junto a ti seguimos
Y con fidel te decimos:
Hasta siempre comandante.

Victor Jara (1932-1973) - Te recuerdo Amanda





Te recordo, Amanda,
A rua molhada
Correndo à fábrica
Onde trabalhava Manuel.

O sorriso largo
A chuva no cabelo
Não importava nada
Você foi ao encontro dele

Com ele, com ele, com ele, com ele.
São cinco minutos. A vida é eterna em cinco minutos.
Soa a sirene. De volta ao trabalho
E tu caminhando iluminas tudo,
Os cinco minutos te fazem florescer

Te recordo, Amanda,
A rua molhada
Correndo à fábrica
Onde trabalhava Manuel.

O sorriso largo
A chuva no cabelo
Não importava nada
Você foi ao encontro dele

Com ele, com ele, com ele, com ele.
Que partiu para a serra
Que nunca cometeu erros. Que partiu para a serra,
E em cinco minutos foi destruído
Soa a sirene, de volta ao trabalho.
Muitos não voltarão, tampouco Manuel.

Te recordo, Amanda
A rua molhada
Correndo à fábrica
Onde trabalhava Manuel.

Victor Jara (1932-1973) - Preguntitas sobre Dios , de Ataualpa Yupanqui



Víctor Lidio Jara Martínez (Chillán, 28 de setembro de 1932 — 16 de setembro de 1973) foi um músico, compositor, cantor e diretor de teatro chileno.

Nascido numa familia de camponeses, tornou-se referência internacional da música de protesto. Foi assassinado barbaramente em 16 de setembro de 1973, em Santiago, nos primeiros dias de repressão que se seguiram ao golpe de estado de Augusto Pinochet contra o governo democraticamente eleito do presidente Salvador Allende, ocorrido em 11 de setembro daquele mesmo ano.
Preguntitas sobre Dios - (Atahualpa Yupanqui)*

Un día yo pregunté:
¿Abuelo, dónde esta Dios?
Mi abuelo se puso triste,
y nada me respondió.

Mi abuelo murió en los campos,
sin rezo ni confesión.
Y lo enterraron los indios
flauta de caña y tambor.

Al tiempo yo pregunté:
¿Padre, qué sabes de Dios?
Mi padre se puso serio
y nada me respondió.

Mi padre murió en la mina
sin doctor ni protección.
¡Color de sangre minera
tiene el oro del patrón!

Mi hermano vive en los montes
y no conoce una flor.
Sudor, malaria y serpientes,
es la vida del leñador.

Y que naide le pregunte
si sabe dénde esta Dios:
Por su casa no ha pasado
tan importante señor.

Yo canto por los caminos,
y cuando estoy en prisión,
oigo las voces del pueblo
que canta mejor que yo.

Si hay una cosa en la tierra
más importante que Dios
es que naide escupa sangre
pa' que otro viva mejor.

¿Qué Dios vela por los pobres?
Tal vez sí, y tal vez no.
Lo seguro es que Él almuerza
en la mesa del patrón.

*Obs: Essa canção foi gravada ao vivo numa turnê em Havana, Cuba, com título "Victor Jara habla y canta" e lançado pela gravadora Warner em 2.001.

Atahualpa Yupanqui - Canción para pablo neruda

Pablo Neruda (1904 - 1973) - Puedo escribir los versos mas tristes esta noche

Pablo Neruda (1904 - 1973) - Terceira Parte

Pablo Neruda (1904 - 1973) - Segunda Parte

Pablo Neruda (1904 - 1973) Primeira Parte

Rádio Guz FM é inaugurada com Pablo Neruda



Passados quase 36 anos desde a sua morte trágica, agonizante de
câncer num Chile agônico trucidado por Pinochet , distanciados também
dos tristes anos stalinistas em que sucumbiram a maioria dos
intelectuais sérios e honestos sob a propaganda sinistra da NKVD, a
essência da beleza poética de Neruda sobrevive alvissareira, e se
impõe na sua exuberante objetividade .Tive a sorte de blipar (anotem o
novo termo) para a Rádio Guz FM dois poemas declamados pelo próprio
poeta, España en el corazón, sobre a Guerra Civil Espanhola, onde era
Consul do Chile, o belíssimo Pido Silêncio, uma homenagem do
compositor e poeta Atahualpa Yupanqui(2), Cancion para Pablo Neruda, e
o mais famoso de seus poemas, apropriadamente declamado por uma
mulher, Puedo escribir los versos mas tristes esta noche (3). Estão
todos no link já fornecido -http://blip.fm/GuzCartunista - , na pagina
3, que pode ser alcançada diretamente clicando no
http://blip.fm/GuzCartunista?page=3
Bração
do
Guz
(1) (Sou um ateu diferente: não acredito no paraíso, mas torço para
que o inferno exista! Pinochet foi justiçado pela lei da natureza, não
sem antes sentir o desprezo mundial pelos seus crimes, hediondos, do
holocausto chileno.Mas isso foi muito pouco, porisso torço para que
também esteja no Inferno,sob temperaturas siderúrgicas, junto a
tantos outros, inclusive o recente Sergio Naya),
(2)pseudônimo de Héctor Roberto Chavero (Pergamino, Buenos Aires, 31
de janeiro de 1908 — Paris, 23 de maio de 1992), compositor, músico,
cantor, poeta e declamador,
(3) Aos poemas em texto constantes da Rádio Guz FM, acrescentei outros
dois, de igual beleza. Aproveitem . Escutem. Declamem e se locupletem
de poesia...

Resumo biográfico de Neruda:
Neftalí Ricardo Reyes, dito Pablo Neruda. Poeta chileno (Parral 1904 -
Santiago 1973).

Cônsul do Chile na Espanha e no México, eleito senador em 1945, foi
embaixador na França (1970). Suas poesias da primeira fase são
inspiradas por uma angústia altamente romântica. Passou por uma fase
surrealista. Tornou-se marxista e revolucionário, sendo,
primeiramente, a voz angustiada da República Espanhola e, depois, das
revoluções latino-americanas.
Esteve no Brasil em diversas oportunidades, e, numa delas, declamou
poemas seus perante grande massa popular concentrada no estádio do
Pacaembu, em São Paulo.
Obras principais: A canção da festa (1921), Crepusculário (1923),
Vinte poemas de amor e uma canção desesperada (1924), Tentativa do
homem infinito (1925), Residência na terra [vol. I, 1931; vol.II,
1935; vol.III,1939, que inclui Espanha no coração (1936-1937)], Ode a
Stalingrado (1942), Terceira residência (1947), Canto geral (1950),
Odes elementares (1954), Navegações e retornos (1959), Canção de gesta
(1960), ensaios (Memorial da ilha negra, 1964) e a peça teatral
Esplendor e morte de Joaquín Murieta (1967).

Em 1974, foi publlicado o volume autobiografico Confesso que vivi.
(Prêmio Nobel de Literatura, 1971).




ESPAÑA EN EL CORAZÓN

Preguntaréis: Y dónde están las lilas?
Y la metafísica cubierta de amapolas?
Y la lluvia que a menudo golpeaba
sus palabras llenándolas
de agujeros y pájaros?

Os voy a contar todo lo que me pasa.

Yo vivía en un barrio
de Madrid, con campanas,
con relojes, con árboles.

Desde allí se veía
el rostro seco de Castilla
como un océano de cuero.
Mi casa era llamada
la casa de las flores, porque por todas partes
estallaban geranios: era
una bella casa
con perros y chiquillos.
Raúl, te acuerdas?
Te acuerdas, Rafael?
Federico, te acuerdas
debajo de la tierra,
te acuerdas de mi casa con balcones en donde
la luz de junio ahogaba flores en tu boca?
Hermano, hermano!
Todo
eran grandes voces, sal de mercaderías,

aglomeraciones de pan palpitante,
mercados de mi barrio de Argüelles con su estatua
como un tintero pálido entre las merluzas:
el aceite llegaba a las cucharas,
un profundo latido
de pies y manos llenaba las calles,
metros, litros, esencia
aguda de la vida,
pescados hacinados,
contextura de techos con sol frío en el cual
la flecha se fatiga,
delirante marfil fino de las patatas,
tomates repetidos hasta el mar.

Y una mañana todo estaba ardiendo,
y una mañana las hogueras
salían de la tierra
devorando seres,
y desde entonces fuego,
pólvora desde entonces,
y desde entonces sangre.
Bandidos con aviones y con moros,
bandidos con sortijas y duquesas,
bandidos con frailes negros bendiciendo
venían por el cielo a matar niños,
y por las calles la sangre de los niños
corría simplemente, como sangre de niños.

Chacales que el chacal rechazarla,
piedras que el cardo seco mordería escupiendo,
víboras que las víboras odiaran!

Frente a vosotros he visto la sangre
de España levantarse
para ahogaros en una sola ola
de orgullo y de cuchillos!

Generales
traidores:
mirad mi casa muerta,
mirad España rota:
pero de cada casa muerta sale metal ardiendo
en vez de flores,
pero de cada hueco de España
sale España,
pero de cada niño muerto sale un fusil con ojos,
pero de cada crimen nacen balas
que os hallar n un día el sitio
del corazón.

Preguntaréis por qué su poesía
no nos habla del sueño, de las hojas,
de los grandes volcanes de su país natal?

Venid a ver la sangre por las calles,
venid a ver
la sangre por las calles,
venid a ver la sangre
por las calles!

PIDO SILENCIO

AHORA me dejen tranquilo.
Ahora se acostumbren sin mí.

Yo voy a cerrar los ojos

Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raices preferidas.

Una es el amor sin fin.

Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.

Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que amé, la caricia
del fuego en el frío silvestre.

En cuarto lugar el verano
redondo como una sandía.

La quinta cosa son tus ojos,
Matilde mía, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tú me sigas mirando.

Amigos, eso es cuanto quiero.
Es casi nada y casi todo.

Ahora si quieren se vayan.

He vivido tanto que un día
tendrán que olvidarme por fuerza,
borrándome de la pizarra:
mi corazón fue interminable.

Pero porque pido silencio
no crean que voy a morirme:
me pasa todo lo contrario:
sucede que voy a vivirme.

Sucede que soy y que sigo.

No será, pues, sino que adentro
de mí crecerán cereales,
primero los granos que rompen
la tierra para ver la luz,
pero la madre tierra es oscura:
y dentro de mí soy oscuro:
soy como un pozo en cuyas aguas
la noche deja sus estrellas
y sigue sola por el campo.

Se trata de que tanto he vivido
que quiero vivir otro tanto.

Nunca me sentí tan sonoro,
nunca he tenido tantos besos.

Ahora, como siempre, es temprano.
Vuela la luz con sus abejas.

Déjenme solo con el día.
Pido permiso para nacer.


ATAHUALPA YUPANQUI - CANCION PARA PABLO NERUDA
Pablo nuestro que estás en tu Chile,
Viento en el viento.
Cósmica voz de caracol antiguo.
Nosotros te decimos,
Gracias por la ternura que nos diste.
Por las golondrinas que vuelan con tus versos.
De barca a barca. De rama a rama.
De silencio a silencio.
El amor de los hombres repite tus poemas.
En cada calabozo de América
un muchacho recuerda tus poemas.
Pablo nuestro que estás en tu Chile.
Todo el paisaje custodia tu sueño de gigante.
La humedad de la planta y la roca
allá en el sur.
La arena desmenuzada, Vicuña adentro,
en el desierto.
Y allá arriba, el salitre, las gaviotas y el mar.
Pablo nuestro que estás en tu Chile.
Gracias, par la ternura que nos diste.

PUEDO ESCRIBIR LOS VERSOS MÁS TRISTES ESTA NOCHE

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
¡La besé tantas veces bajo el cielo infinito!

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
¡Como no haber amado sus grandes ojos fijos!

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido,

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise!
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta, la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.


CUERPO DE MUJER

Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace soltar el hijo del fondo de la tierra
Fui sólo como un túnel. De mí huían los pájaros,
Y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
.
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah, los vasos del pecho! ah, los ojos de ausencia!
¡Ah, las rosas del pubis ¡Ah, tu voz lenta y triste!

Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
¡Mi sed, mi ansia sin límite, mi camino indeciso¡
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.



Quem Morre - Pablo Neruda

Quem morre? Morre lentamente Quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não
conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu
trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um
sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos
conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou
da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não
pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe
indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples ato de respirar. Somente a
perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de
felicidade.

Pablo Neruda.





--
Obrigaço
(obrigado e um abraço)
do
Guz
Paulo Cangussu

www.guz.com.br
www.bloguz.blogspot.com

http://blip.fm/GuzCartunista
(a Rádio Guz FM, com as preferidas)

www.blogdecaricaturas.blogspot.com
www.contrateoguz.blogspot.com
www.youtube.com/guzcartunista
http://twitter.com/guzcartunista

(31)99299882
Skype= guz2008

Le chant des Partisans ( A canção dos Resistentes ), com Mireille Mathieu, em vídeo , letra e tradução e na Rádio Guz FM





No link, desta vez com Yves Montand,

http://www.youtube.com/watch?v=epwynYzSeVQ&feature=related



A honra da França na Segunda Guerra Mundial, depois de ocupada pelos
nazistas, foi salva pela denodada luta da Resistência Francesa, cujo
líder Jean Moulin( biografia abaixo), foi assassinado pela Gestapo,
após ter sido denunciado por um dos seus liderados. Como uma nova
Marselhaise, criaram também um hino, Le chant des Partisans, que acho
emocionante. A melhor interpretação para mim é a de Yves Montand, o
melhor cantor francês que nasceu na Itália (como a Carla Bruni, né,
não ?), com vídeo no You Tube nosso de cada dia:
Emocionem-se também, cantando-a, com a letra e tradução

http://www.youtube.com/watch?v=epwynYzSeVQ&feature=related
E na Rádio Guz FM, entre outras canções com Yves Montand:
http://blip.fm/GuzCartunista
Yves Montand - Le Chant des Partisans
Há algumas canções que nos ficam na memória pelo poder da música.
Outras pelo poder da letra. Outras pela conjugação das duas. Outras
ainda pela força interior que libertam. Esta canção por Yves Montand,
que esteve longe de ser o seu primeiro interprete, aliás a sua
interpretação é bastante posterior à utilização e intenção original da
canção, canto de resistência ao ocupante Nazi.

Não obstante e talvez precisamente por isso a versão de Montand faz
com que esta canção ganhe uma relevância que transcende esse período
na história passando a ser uma canção de resistência a todo o tipo de
invasão, a todo o tipo de imposição. As palavras se tomadas no sentido
literal são obviamente violentas. Não as subscrevo nesse sentido
(embora no contexto em que foram utilizadas fossem perfeitamente
legítimas), entendo estas palavras no sentido metafórico, porque a
resistência não implica forçosamente as armas: Significa isso sim
coragem.

Oiçam aqui a canção. A letra é de Joseph Kessel e Maurice Druon .
Joseph Kessel viria a fazer parte da Academia Francesa de Letras,
estudei pelo menos um livro dele "Le Lion" um livro que recomendo. A
música é de Anne Marly de origem russa (nasceu em S. Petersburgo e
chamava-se Anna Betoulinski). Esta canção foi aliás originalmente
escrita em Russo e depois traduzida e adaptada para Francês pelos dois
autores já citados.(Do http://www.cancaopopular.blogspot.com).
Ouça-a também na Rádio Guz FM: http://blip.fm/GuzCartunista

Le Chant des Partisans (A canção dos Resistentes)

Ami, entends-tu
Le vol noir des corbeaux
Sur nos plaines?
Ami, entends-tu
Les cris sourds du pays
Qu'on enchaîne?
Ohé! partisans,
Ouvriers et paysans,
C'est l'alarme!
Ce soir l'ennemi
Connaîtra le prix du sang
Et des larmes!

Amigo, ouves
o voo negro dos corvos
nas nossas planícies?
Amigo, ouves
os gritos surdos do país
que acorrentam?
Oh resistente,
Operários e Camponeses,
É o alarme!
Esta noite o inimigo
Conhecerá o preço do sangue
e das lágrimas!

Montez de la mine,
Descendez des collines,
Camarades!
Sortez de la paille
Les fusils, la mitraille,
Les grenades...
Ohé! les tueurs,
A la balle et au couteau,
Tuez vite!
Ohé! saboteur,
Attention à ton fardeau:
Dynamite!

Subam das minas
Desçam das colinas
Camaradas!
Tirem dos fardos de palha
As espingardas, as munições,
as granadas
Matadores,
com balas e com facas,
matai depressa!
Sabotador!
Cuidado com o teu fardo
Dinamite!

C'est nous qui brisons
Les barreaux des prisons
Pour nos frères,
La haine à nos trousses
Et la faim qui nous pousse,
La misère...
Il y a des pays
Ou les gens au creux de lits
Font des rêves;
Ici, nous, vois-tu,
Nous on marche et nous on tue,
Nous on crève.

Somos nós que quebramos
as barras das prisões
para os nossos irmãos,
o ódio que nos persegue
a fome que nos empurra
A miséria ...
Há países onde na cama
as pessoas sonham;
Aqui, nós, vê-la tu,
Nós marchamos e matamos
nós morremos.

Ici chacun sait
Ce qu'il veut, ce qui'il fait
Quand il passe...
Ami, si tu tombes
Un ami sort de l'ombre
A ta place.
Demain du sang noir
Séchera au grand soleil
Sur les routes.
Sifflez, compagnons,
Dans la nuit la Liberté
Nous écoute...

Aqui cada um sabe
o que quer, o que faz
quando passa ...
Amigo se tu caíres
Outro amigo sai da sombra
No teu lugar.
Amanhã o sangue negro
secará ao sol
nas estradas
assobiai, companheiros,
Na noite a liberdade,
ouve-nos ...



Jean Moulin

Jean Moulin (Béziers, 20 de Junho de 1899- Metz, 8 de Julho de 1943) é
um herói da resistência francesa. Durante a Segunda Guerra Mundial foi
encarregado pelo general Charles de Gaulle de unificar os movimentos
de resistência contra o exército nazista. É preso em 1943 juntamente
com outros chefes das principais organizações da Resistência da
França. Interrogado e torturado por Klaus Barbie, chefe da Gestapo em
Lyon, morre, pouco tempo depois, no comboio que fazia o trajecto
Paris-Berlim em direção aos campos de concentração.

Enveredando pela carreira administrativa, conheceu um percurso
admirável e algo fulgurante. Em 1926, é o subprefeito mais jovem da
França e, 11 anos mais tarde, o prefeito mais novo, quando da sua
nomeação para Chartres. Nestas funções, negou-se, em junho de 1940, a
assinar um documento que os alemães lhe apresentaram.

De fato, o conteúdo do mesmo era extremamente sórdido, pois acusava as
tropas francesas de cor (das colónias africanas) de cometerem
atrocidades. Perante esta recusa, o Governo "colaboracionista" de
Vichy destituiu-o das suas funções, o que o impeliu a partir para
Londres nos finais de 1941. Aliás, na capital britânica, o General
Charles De Gaulle nomeou-o delegado pela zona não ocupada de França,
tendo como missão reunir e organizar os vários movimentos de
resistência, às ordens do Comité de Londres.

Os seus trabalhos levaram, assim, à formação do Conselho Nacional da
Resistência, em maio de 1943, do qual foi o primeiro presidente.

Devido a uma traição, foi cair nas mãos da Gestapo, polícia política
nazista, na localidade de Caluire, no primeiro dia do verão de 1943,
vindo a morrer na transferência para a Alemanha, a 8 de julho do mesmo
ano. No Panteão de Paris desde 1964 há um memorial em sua homenagem,
mas que não contém seus restos mortais, pois os mesmos nunca foram
encontrados.



Obrigaço
(obrigado e um abraço)
do
Guz
Paulo Cangussu

www.guz.com.br
www.bloguz.blogspot.com

http://blip.fm/GuzCartunista
(a Rádio Guz FM, com as preferidas)

www.blogdecaricaturas.blogspot.com
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