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domingo, 24 de maio de 2009

Quelqu'un m'a dit - Carla Bruni


Quelqu'un M'a Dit (tradução)
Carla Bruni

Composição: Carla Bruni
Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que desliza é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz suas cobertas

No entanto alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Foi alguém que me disse
que você ainda me ama
Seria isto possível então?

Disseram-me que o destino debocha de nós
Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco
No entanto alguém me disse...

Mas quem me disse que você sempre me amou?
Eu não recordo mais, já era tarde da noite,
Eu ainda ouço a voz, mas eu não vejo mais seus traços
'ele ama você, isso é segredo,
não diga a ele que eu disse a você'

Sabe, alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Disseram-me isso realmente...
Que você ainda me ama,
Seria isto possível então?

Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que se vai é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz a sua coberta

No entanto alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Foi alguém que me disse
Que você ainda me ama
Seria isto possível então?


Quelqu'un M'a Dit
Carla Bruni

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
elles passent en un instant comme fanent les roses.
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
que de nos chagrins il s'en fait des manteaux

pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
c'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
serait-ce possible alors?

On me dit que le destin se moque bien de nous
qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout,
paraît qu'le bonheur est à portée de main
alors on tend la main et on se retrouve fou

pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
c'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
serait-ce possible alors?
serait-ce possible alors?

Mais qui est-ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais
je ne me souviens plus c'était tard dans la nuit,
j'entends encore la voix mais je ne vois plus les traits
«il vous aime c'est secret lui dites pas qu'jvous l'ai dit»

Tu vois quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
me l'a t-on vraiment dit que tu m'aimais encore,
Serait-ce possible alors ?

On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
elles passent en un instant comme fanent les roses.
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
que de nos tristesses il s'en fait des manteaux

pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
c'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
serait-ce possible alors.

Quelqu'un M'a Dit (tradução)
Carla Bruni

Composição: Carla Bruni
Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que desliza é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz suas cobertas

No entanto alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Foi alguém que me disse
que você ainda me ama
Seria isto possível então?

Disseram-me que o destino debocha de nós
Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco
No entanto alguém me disse...

Mas quem me disse que você sempre me amou?
Eu não recordo mais, já era tarde da noite,
Eu ainda ouço a voz, mas eu não vejo mais seus traços
'ele ama você, isso é segredo,
não diga a ele que eu disse a você'

Sabe, alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Disseram-me isso realmente...
Que você ainda me ama,
Seria isto possível então?

Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que se vai é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz a sua coberta

No entanto alguém me disse...
Que você ainda me ama,
Foi alguém que me disse
Que você ainda me ama
Seria isto possível então?

Madame Sarkozy Carla Bruni-L´Amoureuse-October -2008


Carla Bruni: L'amoureuse
Il semble que quelqu'un ait convoqué l'espoir
Les rues sont des jardins, je danse sur les trottoirs
Il semble que mes bras soient devenus des ailes
Qu'à chaque instant qu'ils volent je puisse toucher le ciel
Qu'à chaque instant qui passe je puisse manger le ciel

Les clochets sont penchés, les arbres déraisonnent
Ils croulent sous les fleurs au pleuron de l'automne
La neige ne fond plus et puis chante tout doucement
Et même les réverbères ont un air impatient
Et même les cailloux se donnent l'air important

Car je suis l'amoureuse
Oui je suis l'amoureuse
Et je tiens dans mes mains
La seule de toutes les choses
Je suis l'amoureuse
Je suis ton amoureuse
Et je chante pour toi
La seule de toutes les choses
Qui vaille d'être là
Qui vaille d'être là

Le temps s'est arrété, les instants relachent
La minute te frissonne et l'ennuie fait naufrage
Tous pas est inconnu, tout croque sous la dent
Et le bruit du chagrin s'éloigne lentement
Et le bruit du passé se tait tout simplement

Les murs changent de pierres, le ciel change de nuages
La vie change de manière et danse les nuages
Dans la vie m'a-t-on dit le destin s'est montrer
(Il a fait mine de rien il a tout emporté)
Il avait ton allure, ta façon de parler.

Car je suis l'amoureuse
Oui je suis l'amoureuse
Et je tiens dans mes mains
La seule de toutes les choses
Je suis l'amoureuse
Je suis ton amoureuse
Et je chante pour toi
La seule de toutes les choses
Qui vaille d'être là
Qui vaille d'être là

Je suis l'amoureuse
Je suis ton amoureuse
Et je chante pour toi
La seule de toutes les choses
Qui vaille d'être là
Qui vaille d'être là

Apaixonada

Parece que alguém convocou a esperança
As ruas são jardins, eu danço nas calçadas
Parece que meus braços se transformaram em asas
Que a cada instante que voa eu possa tocar o céu
Que a cada instante que passa eu possa comer o céu

Os sinos estão pendurados, as arvores perdem a razão
Elas caem sob as flores no mais ruivo do outono
A neve não derrete mais, a chuva canta suavemente
E mesmo os postes parecem estar impacientes
E mesmo as pedras se acham importantes

Porque eu estou apaixonada, sim eu estou apaixonada
E eu tenho nas mãos a coisa mais importante do mundo
Eu sou amada, eu sou a tua amada
E eu canto pra você a única coisa do mundo
Que faz existir valer à pena
Que faz existir valer à pena

O temp parou, as horas são voláteis
Os minutos se agitam e o tédio faz naufragar
Tudo parece incerto, tudo trinca sob o dente
E o barulho da tristeza lentamente se afasta
E o barulho do passado simplesmente se cala

Oh, os muros mudam de tijolos,
O céu muda de nuvens,
A vida muda de maneiras e as miragens dançam
Me disseram que viram o destino se mostrar
Sem demonstrar, parecia que ele devastaria tudo
Ele tinha a tua aparência, a tua maneira de falar

Porque eu estou apaixonada, sim eu estou apaixonada
E eu tenho nas mãos a coisa mais importante do mundo
Eu sou amada, eu sou a tua amada
E eu canto pra você a única coisa do mundo
Que faz existir valer à pena
Que faz existir valer à pena

Adágio, de Albinoni: a mais bela das músicas, que ele não escreveu!


Albinoni é internacionalmente conhecido como o compositor do Adágio em sol maior, obra que ele não escreveu. Desde a década de sessenta, essa música, considerada uma jóia do período barroco, passou a constar com freqüência nos catálogos das principais gravadoras. O emprego do Adágio de Albinoni na trilha sonora de alguns filmes de sucesso fez com que multidões se apaixonassem pela langorosa melodia.

Tomaso Albinoni (1671-1750), viveu em Veneza e era filho de um abastado fabricante de papéis. Apesar de sua paixão pela música, ele dividia o seu tempo administrando os negócios da família e nunca se considerou um músico profissional. Albinoni consagrou-se como um grande compositor de óperas e de concertos, tendo dirigido em Munique, a ópera I veri amici (Os verdadeiros amigos), encomendada pela corte da Baviera.

Ele foi o primeiro italiano a publicar concertos e foram inúmeras as suas contribuições a esse novo estilo de composição. Albinoni foi um grande inovador, colocando o oboé em um papel de destaque junto aos demais instrumentos da orquestra. Os Concertos para oboé do Opus nove de Albinoni são verdadeiras obras primas do barroco. Esse instrumento tem um destaque especial nos movimentos lentos. O oboé estabelece um harmônico diálogo com os primeiros violinos e, logo a seguir, todo o conjunto de cordas acompanha a lírica melodia executada pelo solista.

Até os dias de hoje, a música de Albinoni é praticamente desconhecida do grande público. Suas 57 óperas foram perdidas, existindo apenas alguns fragmentos. Seus concertos do Opus 10, publicados em 1735, foram descobertos apenas em 1968, por Michael Talbot.

Após o término da II guerra mundial, um musicólogo de Milão, chamado Remo Giazzoto, trabalhava numa biografia de Albinoni. Ao pesquisar antigos manuscritos, na biblioteca de Dresden, ele descobriu uma única linha de música para contrabaixo e alguns acordes para violino. Baseado nesses compassos, que seriam de uma sonata sacra de Tomaso Albinoni, o musicólogo desenvolveu uma peça para órgão e cordas, daí resultando uma música solene, mas de grande simplicidade e carregada de muita emoção. O Adágio em Sol, atribuído a Albinoni, mas composto por Giazotto, transformou-se junto com As quatro Estações de Vivaldi (esta sim uma produção genuína), numa das obras eruditas mais apreciadas pelo público.

Se o leitor procurar um disco com os grandes sucessos do barroco, certamente irá encontrar o Adágio de Albinoni. Outra composição que sempre faz par com esta obra é o Canon e Giga de Johann Pachelbel, uma das melhores e mais conhecidas criações deste mestre do barroco alemão.

sábado, 9 de maio de 2009

Chopin Piano Sonata No.2 Op.35 - Marche Funèbre, Igoshina

Chopin - Valentina Igoshina - Polonaise in A Flat 'Heroique'

Chopin - Valentina Igoshina - Grande Valse Brilliante

Chopin - Valentina Igoshina - Nocturne in C Minor

Chopin - Valentina Igoshina - Fantasie Impromptu



Nós todos já vimos Chopin ser interpretado com muito brilho. Mas eu
não me recordo de tê-lo visto assim com tanta graça, encanto, e
penteado.Nascida em 1978, em, Bryansk, Rússia, Valentina Igoshina,
conforme o crítico Alain Clochard, da revista Pianiste, interpreta com
muito charme, simplicidade, humor, combinando refinamento e vigor.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tora pou pas stin xenitia - Nana Mouskouri

Nina Hagen & Nana Mouskouri - Lili Marleen

Nana Mouskouri - Only Love

Nana Mouskouri - Fidaki (a cappella)

Nana Mouskouri - Gloria Eterna (in Greek)

Nana Mouskouri Amazing Grace

Nana Mouskouri Ave Maria

Nana Mouskouri & Mireille Mathieu-La Paloma

Nana Mouskouri & Mireille Mathieu-La Paloma

Nana Mouskouri - Je chante avec toi liberté

Ainda o caso Sean: Psicólogo explica os efeitos da alienação parental na criança


Enviado por Eduardo de Oliveira
( do blog http://oglobo.globo.com/blogs/brasilcomz)
30.4.2009

Psicólogo explica os efeitos da alienação parental na criança

No debate sobre o caso Goldman se fala em “pensar no bem estar do
menino.” Trata-se essencialmente do estado emocional de Sean Goldman.
A herança psicológica que o menino americano vai levar desse moroso
processo judicial também deve interessar a todos que o amam.

Foi para falar dos efeitos psicológicos que uma alienção parental
causa que resolvi entrevistar o psicólogo João David Cavallazzi
Mendonça.

Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, Mendonça é
especialista em Psicologia Clínica e Professor e Supervisor Clínico no
curso de Especialização em Terapia Familiar no Familiare Instituto
Sistêmico, de Florianópolis.

O psicólogo não foi convidado para falar exclusivamente do caso
Goldman (vejam que ele até cita a ética). No entanto, é papel do
jornalista chegar até a fronteira do aceitável para buscar a verdade.

O tema é fascinante e merece o espaço dedicado neste blog. Mendonça
cobre vários campos cruciais no embate familiar, das inseguranças do
filho, até o papel do pai-vítima e a função dos alienadores no
processo pós-alienação da criança.

Diz Joseph Califano, professor da Universidade Columbia: "Não estamos
fazendo a apologia do casamento, mas quando decide ter um filho, o
homem precisa ter consciência de que este sim é um compromisso
indissolúvel.” O senhor está de acordo? Por quê?

Concordo, especialmente quando o autor refere-se à paternidade como um
compromisso indissolúvel. Gosto do termo “compromisso” porque me
remete à idéia de que a presença do pai na vida da criança é tão
importante quanto à presença da mãe. A cada dia surgem novos estudos e
pesquisas que revelam a importância da presença paterna e sua
influência positiva no desenvolvimento psicossocial das crianças, até
mesmo como meio de prevenção contra o envolvimento em situações de
drogadição e violência.

Estudos de psicologia mostram que na faixa etária entre 0 a 4 anos, a
criança começa a se identificar com a figura materna, se menina, e com
a figura paterna, se menino. Nesta fase do desenvolvimento emocional e
cognitivo, quais os riscos das sequelas de um divórcio?

Nenhuma criança deseja, a priori, a separação de seus pais, e
geralmente esta é uma situação de muito sofrimento para ela. No
entanto, os efeitos do divórcio sobre a criança dependerão muito das
circunstâncias em que se dá esta separação. Se o divórcio é feito de
uma maneira em que há respeito mútuo entre os pais, o desenvolvimento
psicológico da criança não estará necessariamente prejudicado. Se ela
percebe que apesar das dificuldades inerentes a um processo de
separação, há um clima de cooperação e convivência mínima, será mais
fácil para a criança assimilar e elaborar a nova configuração
familiar. Por outro lado, o que se constata é que quanto mais grave e
intensa for a batalha entre os ex-cônjuges, incluindo aí a proibição
de visitas, maior o sofrimento psíquico dos filhos envolvidos. Neste
caso, as crianças podem vir a desenvolver sintomas os mais variados
como uma resposta emocional ao seu sofrimento. Podem apresentar
sintomas de depressão, alterações no comportamento, diminuição do
rendimento escolar, ansiedade de separação, ou podem ainda desenvolver
fobias ou retraimento social.

Em quanto tempo depois do afastamento do outro genitor, a criança
começa a dar os primeiros sinais de depressão?

Não há um período propriamente determinado, pois isto dependerá de
várias circunstâncias que envolvem o caso. Há condições internas e
externas que podem afetar o rumo das coisas. A presença de pessoas
significativas para a criança, que lhe ofereça amparo, afeto e
compreensão, pode servir como um fator de prevenção da depressão ou
outra conseqüência negativa advinda da separação. Mas é comum que após
algumas semanas sem o convívio com um dos genitores, especialmente
quando a espera pelo contato vai aumentando e o contato não ocorre,
algumas crianças passem a sentir uma saudade que se transforma em
tristeza, que por sua vez pode se constituir num quadro de depressão.

No caso da alienação parental, como a criança se sente tendo que
anular os momentos felizes que passou com os dois pais, e sendo
forçada a lembrar momentos tristes? Como a criança encara as novas
informações contadas pelo alienador sobre o pai alienado?

Com bastante confusão. Penso aqui em dois cenários. Um deles é a falta
de informações a respeito do genitor ausente, que pode gerar na
criança fantasias de ter sido abandonada ou rejeitada. No outro
cenário, característico da “alienação parental”, as informações
recebidas pela criança a respeito do genitor alienado são sempre de
desqualificação e críticas negativas, com vistas a denegrir a sua
imagem perante a criança. Eu considero ambos os cenários uma forma de
abuso psicológico contra a criança, cujas conseqüências podem incluir
até mesmo sérios distúrbios emocionais, transtornos de identidade e
drogadição. Na Terapia de Família, trabalhamos com um importante
conceito que pode se encaixar neste caso, que é o da “lealdade
invisível”. Mesmo que a criança inicialmente não concorde nem perceba
o genitor ausente sob a ótica do genitor alienador, ela passa a “ter
que acreditar” nas mesmas coisas devido ao seu vínculo e dependência
emocional com o genitor que está mais próximo. Ou seja, apesar de
gostar e sentir saudade do genitor alienado, a criança não pode deixar
transparecer tal sentimento, sob pena de decepcionar ou desagradar o
genitor com quem ela convive. É simplesmente uma situação
enlouquecedora para a criança.

De que forma pode-se ajudar os pais que sofrem com filhos separados de
seu convívio?

Ajudá-los, antes de tudo, a compreender que o filho separado pode
estar vivenciando um conflito de lealdade invisível, em que ele se
sente com o coração literalmente dividido, sem que consiga se dar
conta disso. É papel do adulto compreendê-lo. Considero também
importante que estes pais estejam disponíveis e sensíveis à
necessidade da criança, mesmo que à distância, e tentar pensar como
estes pais poderiam se fazer presentes de outras formas, enquanto a
presença física ainda não é possível ou é limitada. Seria possível
escrever cartas, enviar vídeos, comunicar-se pela internet, enfim,
tentar criar meios de participar de alguma forma da vida da criança.
E, claro, uma ajuda profissional para lidar com esta ausência poderia
ser muito benéfica também.

Porque o alienador não enxerga que ao separar o genitor do filho o
principal prejudicado é a criança?

Porque na maioria das vezes o alienador está tão cego pelo ódio e
rancor, por desejos de vingança, que toda esta perturbação emocional
não permite que ele esteja sensível às necessidades óbvias da criança
naquele momento, que é o de ter o direito de conviver com ambos os
pais. Também creio que o medo do alienador de perder o afeto de seu
filho para o “outro” também é um fator que impede que ele perceba o
sofrimento da criança, apesar de amá-la de fato.

Como deve ser o tratamento da criança depois que ela descobre que todo
aquele sentimento sobre o alienado era falso?

A criança pode vir a se sentir culpada por ter sido injusta com um dos
genitores, ou pode sentir-se aliviada ao perceber que este genitor não
era aquele monstro que estavam falando. Ou ainda, podem surgir
sentimentos de raiva contra o genitor alienador. Ou, o mais provável,
é que tudo isto apareça junto. Então, o tratamento deve abordar toda
esta gama de sentimentos, a culpa, a raiva, o alívio, e especialmente,
deve buscar ajudar a criança a reintegrar o genitor alienado em sua
história de vida, sem que ela precise, para isso, renunciar ao outro
genitor. É ajudá-la a construir e recontar a sua história, agora com
pai e mãe, mesmo que pai e mãe não sejam mais marido e mulher.

Qual conselho o senhor daria para pessoas que afastam os filhos dos pais?

Dar conselhos é sempre difícil, e não sei se as pessoas estão
dispostas a recebê-los. Mas creio que eu sugeriria a estas pessoas que
fizessem uma sincera revisão de vida, e buscassem honestamente um
divórcio emocional de seu ex-cônjuge, além do divórcio judicial.
Afinal, tenho muitas razões para acreditar que ex-cônjuges que ficam
eternamente lutando entre si estão mostrando que ainda não se
divorciaram de fato. O litígio é apenas uma maneira de continuarem
vinculados um ao outro.

No caso de um pai que recupera o direito de morar com o filho, como
esse pai poderia agir para auxiliar o filho neste momento difícil
(perda da mãe, mudança de residência)?

Reestruturar sua vida para dar toda segurança psicológica a essa
criança, buscar todos os recursos possíveis para que ela tenha meios
de lidar com estas mudanças, e especialmente, não reagir à ex-esposa
da mesma maneira com que ela possa ter agido com ele. Ou seja, não
privar a criança do contato e convívio com o outro genitor, nem com
sua família ampliada.

Como a família materna de Sean pode ajudar nesta transição se ele for
morar com o pai? E no caso da criança ficar no Brasil, como eles devem
agir para aproximar pai e filho?

Não conheço os detalhes jurídicos do processo do caso Sean, apenas
possuo as informações que acompanho através da mídia, especialmente
pela web, já que é sabido que a família materna vem tentando impedir a
divulgação do caso pela imprensa brasileira. Portanto, prefiro falar
em tese, para que eu não incorra em alguma injustiça. Eticamente, não
me sinto capacitado a fazer algum tipo de análise de uma família com a
qual não tive contato pessoal para entender melhor as circunstâncias
que cercam um caso tão complexo. Mas sinto-me à vontade para afirmar
que, seja quem for o portador da guarda de Sean, é fundamental que se
compreenda que “ter a guarda” da criança não é sinônimo de “ter a
posse” da criança, e que da mesma maneira, aquele que não detém a
guarda, não é apenas um coadjuvante, ou um personagem secundário na
história. Fique no Brasil, ou volte para casa, Sean precisará muito da
ajuda tanto do pai quanto da família materna, para que ele se
restabeleça deste pesadelo que ele vive desde os 4 anos, quando foi
abruptamente retirado do convívio com o pai. É difícil imaginar que
depois de um litígio como este, que tomou proporções internacionais,
as famílias envolvidas possam chegar a uma convivência pacífica, mas
eis aí a grande oportunidade para que eles demonstrem ao mundo o
quanto realmente amam Sean.

Será mesmo necessário ter psicólogos presentes quando o genitor visita
a criança? Isto não gera um certo desconforto – ou pode ser
considerado intimidação?

Sim, pode ser um meio de manter controle sobre a visita, mas em alguns
casos pode ser uma medida para salvaguardar a criança. Entretanto, não
tenho certeza se no caso em questão a presença do psicólogo é uma
decisão do juiz, baseada em algum risco concreto, ou apenas uma jogada
de marketing da família materna.

Um caso extremo da Síndrome de Alienação Parental ( a Síndrome de Medéia): o menino Sean Goldman



Para os que não sabem o que é
Síndrome de Alienação Parental (SAP),
que eu chamo de Síndrome de Medéia:
quando uma mãe ( ou vice-versa)
após o rompimento conjugal desqualifica
de tal forma o pai aos olhos
dos filhos, impedindo-o de ver
e conviver civilizadamente
com os filhos.

No
www.bloguz.blogspot.com
há uma série de postagens de vídeos
e depoimentos que esclarecem essa aberração .
Há inclusive a proposição de ser incluida
como crime na Convenção de Haia.

O caso de Sean, é exemplar na dor de um pai.

Americano conhece brasileira na Itália,
casam-se, geram um filho,
e vivem nos Estados Unidos.

Sob o pretexto de visitar a família brasileira,
a mãe sequestra o filho, e avisa ao pai que não retornará,
impedindo-o de rever o filho.

Namora , junta-se a advogado herdeiro de família
tradicional de advogados cariocas ,
engravida e morre ao dar a luz,
mas a menina sobrevive.

O padrasto, utilizando-se de toda a
influência, poder e parafernália
da jurisprudência brasileira,
impede por todos os meios
que o pai encontre-se com o filho,
em viagens inúteis ao Rio.

O caso torna-se fator de atrito internacional
entre o Brasil e Estados Unidos,
já tendo sido citado por Hillary Clinton.

Enviado por Eduardo de Oliveira -
5.5.2009
|
13h38m
Goldman: STJ nega embargo proposto pela família brasileira

O Superior Tribunal de Justiça anunciou no final de abril que rejeitou
o embargo proposto pela família brasileira de Sean Goldman, que tentou
trazer o caso de volta para Vara de Família da Justiça do Estado do
Rio de Janeiro.

Os chamados “Embargos de Declaração” são uma espécie de recurso
utilizado contra uma decisão tida como “obscura, omissiva ou
contraditória.” Segundo a lei processual brasileira, a tentativa dos
embargos não questionava omissão, obscuridade ou contradição alguma do
veredicto do STJ. E estes embargos só podem ser acionados contra
decisão de tribunal que não for unânime.

Só que baseado na Constituição Federal do Brasil, a decisão de confiar
a competência do julgmento da matéria (retorno de Sean aos EUA) à 16ª
Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro foi unânime, por isso não
cabiam embargos de declaração.

É importante lembrar ao leitor, que nesse veredicto não foi julgado o
caso em si, mas sim qual autoridade era competente para decidi-la no
âmbito do Poder Judiciário brasileiro.

Embora o caso Goldman já tenha se arrastado por mais de 4 anos, não é
possível prever que esteja perto do desfecho. A lei brasileira prevê
uma série de recursos por parte da família brasileira (assim como para
a outra parte), incluindo apelação no Tribunal Regional Federal, da 2ª
Região, mais embargos infringentes, e ainda Recurso Especial ao STJ e
Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, para exame da
constitucionalidade do assunto.

Pode até ter havido vários julgamentos em varas locais no Brasil, mas
sob a óptica da lei internacional o caso de Sean Goldman ainda está
praticamente na estaca zero. O que coloca o Brasil em posição
vergonhosa no mundo é a falta de atenção aos seus próprios
compromissos.

O processo judicial no Brasil é um cerimonial de atos físicos e
intelectuais. Mas considerando que cada recurso demora muito a ser
julgado, seríamos otimistas se prevíssemos que este caso deve se
arrastar por mais 5 anos de conflitos jurídicos. Sendo assim, Sean
pode entrar na adolescência ainda como personagem de um conflito
internacional.

Porque, embora a lei brasileira dê a maioridade ao garoto aos 18 anos
– que é quando ele terá autoridade legal para decidir o seu futuro – a
Convenção de Haia não incide sobre casos de crianças maiores de 16
anos.

Portanto, se ficar comprovado que a estratégia de um dos lados é
protelar o resultado, será mais fácil reconhecer quem está preocupado
com o bem-estar do garoto, e quem não está.

Atenção Brasil, o mundo está assistindo.