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terça-feira, 24 de março de 2009

Para Yatie Bindie, uma amiga querida :Ennio Morricone & Dulce Pontes: uma divina dupla

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Dedicada a uma amiga querida, Yatie Bindi, da Malásia, inicio hoje neste blog uma série de postagens de uma parceria que nos eleva a um nível de sensibilidade poucas vezes encontrado: o maestro Ennio Morricone, responsàvel pelas trilhas sonoras mais célebres do cinema, e Dulce Pontes, esta sensacional portuguesa que se alçou no panteon das maiores cantoras da atualidade. Ouçam-nos nesta postagem inicial, onde todo o drama de Sacco & Vanzetti é contado como nas maiores óperas.
Maestro Ennio Morricone e Dulce Pontes conheceram-se em 19



I95 quando a intérprete cantou "A Brisa do Coração", na banda sonora do maestro para o filme "Afirma Pereira" com Marcello Mastroianni.
Nessa altura o maestro disse a Dulce Pontes: "Um dia adoraria gravar um disco contigo". E Dulce pensou que isso era o êxtase? mas o maestro disse-lhe que deveriam esperar até Dulce ter pelo menos 30 anos!

Oito anos depois, na Primavera de 2003, reuniram-se finalmente na cidade natal de Morricone, em Roma, para gravar Focus: uma colaboração única entre dois dos mais respeitados artistas das suas áreas.

"Focus" contém peças de cada fase da extraordinária carreira de 40 anos de Morricone, em que compôs quase 500 bandas sonoras para filmes.

Vão desde temas familiares dos clássicos do cinema como "Era Uma Vez no Oeste", "A Missão" e "Cinema Paradiso", a alguns dos filmes menos conhecidos e vistos para os quais compôs bandas sonoras .
"Focus" contém, também, cinco composições feitas propositadamente pelo Maestro para Dulce Pontes.

Neste brilhante álbum Dulce Pontes demonstra as suas qualidades "camaleónicas" cantando não só em vários estilos, mas também em quatro idiomas: português,
italiano, espanhol e inglês.

"Ballad Of Sacco And Vanzetti"
Father, yes, I am a prisoner
Fear not to relay my crime
The crime is loving the forsaken
Only silence is shame

And now I'll tell you what's against us
An art that's lived for centuries
Go through the years and you will find
What's blackened all of history
Against us is the law
With its immensity of strength and power
Against us is the law!
Police know how to make a man
A guilty or an innocent
Against us is the power of police!
The shameless lies that men have told
Will ever more be paid in gold
Against us is the power of the gold!
Against us is racial hatred
And the simple fact that we are poor

My father dear, I am a prisoner
Don't be ashamed to tell my crime
The crime of love and brotherhood
And only silence is shame

With me I have my love, my innocence,
The workers, and the poor
For all of this I'm safe and strong
And hope is mine
Rebellion, revolution don't need dollars
They need this instead
Imagination, suffering, light and love
And care for every human being
You never steal, you never kill
You are a part of hope and life
The revolution goes from man to man
And heart to heart
And I sense when I look at the stars
That we are children of life
Death is small
Balada de Sacco e Vanzetti
Pai, sim, eu sou um prisioneiro
Medo de não retransmitir o meu crime
O crime é o amor ao abandonado
Só o silêncio é vergonha

E agora eu vou te contar o que está contra nós
Uma arte que é vivido por séculos
Vá ao longo dos anos e você encontrará
What's ensombrecerão todos da história
Contra nós, é a lei
Com a imensidão da força e potência
Contra nós, é a lei!
Polícia sabe fazer um homem
Um culpado ou inocente um
Contra nós, é o poder de polícia!
As mentiras que os homens têm desvergonhada disse
Será cada vez mais ser pago em ouro
Contra nós, é o poder do ouro!
Contra nós, é o ódio racial
E o simples fato de que somos pobres

Meu pai querido, eu sou um prisioneiro
Não ter vergonha de dizer ao meu crime
O crime de amor e de fraternidade
E só o silêncio é vergonha

Tenho-me com meu amor, minha inocência,
Os trabalhadores e os pobres
Por tudo isto estou seguro e forte
E é minha esperança
Revolta, revolução não precisa dólares
Eles necessitam desta vez
Imaginação, dor, luz e amor
E cuidar de cada ser humano
Você nunca roubei, nunca matei
Você é uma parte de esperança e de vida
A revolução vai de homem para homem
E coração a coração
E eu sinto quando eu olhar para as estrelas
Que somos filhos de vida
Morte é pequena
Uma biografia de Dulce Pontes

Dulce, quando criança, aprendeu a tocar piano, estudando música no Conservatório de Lisboa. Estudou Dança Contemporânea entre os 7 e os 17 anos de idade. Em 1988, no decorrer de um Casting onde foi seleccionada entre várias candidatas, inicia a sua actividade profissional na Comédia Musical “Enfim sós” prosseguindo com “Quem tramou o Comendador”, no Teatro Maria Matos, como actriz, cantora e bailarina. Em 1990 é convidada a integrar o espéctaculo “Licença para jogar” no Casino Estoril. Torna-se popular junto do público português através do programa de televisão “Regresso ao passado” Em 1991 vence o Festival RTP da Canção tendo ido representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, onde cantou “Lusitana Paixão”. Alcança o oitavo lugar entre 22 países participantes, uma das melhores prestações de Portugal no Eurofestival.

Em 1992 Dulce gravou o seu primeiro álbum, chamado Lusitana. Continha principalmente canções pop, que certamente eram ainda muito abaixo das ambições, capacidades e imaginação artística da Dulce.

Todavia, já naquela altura sabia-se que Dulce era uma excelente fadista. As primeiras provas disso apareceram um ano depois, em 1993, quando foi lançado o seu segundo disco, chamado Lágrimas. Dulce abordou o fado duma forma muito pouco ortodoxa. Misturava fado tradicional com ritmos e instrumentos modernos, procurando novas formas de expressão musical. Enriquecia os ritmos ibéricos com sons e motivos inspirados pela tradição da música árabe e balcânica, principalmente búlgara. A sua versão do clássico “Povo Que Lavas No Rio” era tudo menos clássica. Mas Lágrimas tinha também faixas bem tradicionais, fados clássicos gravados ao vivo em estúdio e cantados em rigor com todas as exigências do fado ortodoxo. Foram estes os temas (“Lágrima” e “Estranha Forma de Vida”) que lhe ganharam a denominação da “sucessora e herdeira da Amália Rodrigues”. Mas o maior êxito do Lágrimas foi um outro clássico, “A Canção do mar”, que, no Brasil, foi usado como tema de abertura de uma adaptação do romance As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis, em telenovela. Interpretado por Dulce, este tema tornou-se um dos maiores êxitos da canção portuguesa de sempre (paradoxalmente nesta versão da “Canção do Mar” ouvem-se muito bem influências árabes), sendo provavelmente a canção portuguesa mais conhecida fora de Portugal, interpretada até hoje pelo mundo fora por vários artistas (mais recentemente pela Sarah Brightman, que fez da “Canção do Mar” o principal motivo musical do seu disco intitulado Harem). “A Canção do Mar” interpretada pela Dulce faz também parte da banda sonora do filme americano “As Duas Faces de um Crime” (título inglês - “Primal Fear”), no qual Richard Gere contracena com Edward Norton.

Em 1995 Dulce lançou o álbum Brisa do Coração, que é um álbum gravado ao vivo durante um concerto que teve lugar no Porto a 6 de Maio de 1995. O disco seguinte, Caminhos, foi lançado em 1996. Caminhos continha temas clássicos como “Fado Português”, “Gaivota” e “Mãe Preta”, interpretados com grande proeza, bem como composições originais. A crítica considerou o disco mais maduro e melhor que Lágrimas. Os arranjos eram mais harmoniosos e menos radicais. Este disco consolidou a posição da Dulce Pontes como uma grande fadista, mas também deu bem a entender que nunca ia ser apenas uma fadista. Dulce estava interessada em ser uma artista versátil, heterogénea, que não hesita em ultrapassar as fronteiras de vários géneros musicais.

O disco O Primeiro Canto foi lançado em 1999. A crítica considerou-o o melhor, e também o mais ambicioso e difícil na carreira da Dulce. Neste disco Dulce confirma que está seriamente interessada em ser uma artista da world music. Em O Primeiro Canto Dulce introduz elementos do jazz (o álbum contou com a colaboração da Maria João) e opta pela sonoridade acústica. Dá nova vida a antigas tradições musicais da Península Ibérica (canta não só em português, mas também em galego e mirandês), redescobre melodias e instrumentos há muito esquecidos.

Foi lançada uma edição especial deste disco com três faixas adicionais: uma versão em espanhol de “Pátio dos Amores”, o célebre tango do inesquecível Astor Piazzolla “Balada para un Loco” e uma música composta por Dulce, “A minha barquinha”.

Em 2002 foi lançado o disco Best of.

2003 trouxe uma grande novidade e reviravolta na vida artística da Dulce Pontes. Foi lançado o Focus, que é fruto da colaboração da Dulce com Maestro Ennio Morricone. Dulce cantou alguns dos clássicos do compositor, mas o disco contém também composições originais, compostas pelo Maestro especialmente para a voz da Dulce. O pricipal objectivo deste disco foi consagrar uma grande voz. Gravado em Itália e destinado tanto ao público português como internacional, o Focus contém temas cantados em português, inglês, espanhol e italiano.

O disco O Coração Tem Três Portas foi editado em 2006. Produzido na íntegra por Dulce é composto por 2 CD´s e um DVD. 145mn de música onde a Verdade o Amor e o Sonho dão as mãos ao que Dulce considera ser o âmago da música Portuguesa: O Fado, o Folclore/Música Popular Portuguesa e a Música de inspiração medieval Galaico-Portuguesa versus Fado de Coimbra. Totalmente acústico, foi gravado ao vivo por 5 Continentes, na Igreja de Santa Maria em Òbidos e no Convento de Cristo em Tomar. O DVD inclui um concerto gravado em Istambul e o making of das gravações efectuadas nos monumentos.

Dulce Pontes em parceria com José Carreras, protagonizou a abertura oficial da eleição das Novas 7 Maravilhas do Mundo com o tema “One World” (Todos somos um) de sua autoria, para a maior emissão televisiva da história.

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