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sábado, 7 de março de 2009

Le chant des Partisans ( A canção dos Resistentes ), com Mireille Mathieu, em vídeo , letra e tradução e na Rádio Guz FM





No link, desta vez com Yves Montand,

http://www.youtube.com/watch?v=epwynYzSeVQ&feature=related



A honra da França na Segunda Guerra Mundial, depois de ocupada pelos
nazistas, foi salva pela denodada luta da Resistência Francesa, cujo
líder Jean Moulin( biografia abaixo), foi assassinado pela Gestapo,
após ter sido denunciado por um dos seus liderados. Como uma nova
Marselhaise, criaram também um hino, Le chant des Partisans, que acho
emocionante. A melhor interpretação para mim é a de Yves Montand, o
melhor cantor francês que nasceu na Itália (como a Carla Bruni, né,
não ?), com vídeo no You Tube nosso de cada dia:
Emocionem-se também, cantando-a, com a letra e tradução

http://www.youtube.com/watch?v=epwynYzSeVQ&feature=related
E na Rádio Guz FM, entre outras canções com Yves Montand:
http://blip.fm/GuzCartunista
Yves Montand - Le Chant des Partisans
Há algumas canções que nos ficam na memória pelo poder da música.
Outras pelo poder da letra. Outras pela conjugação das duas. Outras
ainda pela força interior que libertam. Esta canção por Yves Montand,
que esteve longe de ser o seu primeiro interprete, aliás a sua
interpretação é bastante posterior à utilização e intenção original da
canção, canto de resistência ao ocupante Nazi.

Não obstante e talvez precisamente por isso a versão de Montand faz
com que esta canção ganhe uma relevância que transcende esse período
na história passando a ser uma canção de resistência a todo o tipo de
invasão, a todo o tipo de imposição. As palavras se tomadas no sentido
literal são obviamente violentas. Não as subscrevo nesse sentido
(embora no contexto em que foram utilizadas fossem perfeitamente
legítimas), entendo estas palavras no sentido metafórico, porque a
resistência não implica forçosamente as armas: Significa isso sim
coragem.

Oiçam aqui a canção. A letra é de Joseph Kessel e Maurice Druon .
Joseph Kessel viria a fazer parte da Academia Francesa de Letras,
estudei pelo menos um livro dele "Le Lion" um livro que recomendo. A
música é de Anne Marly de origem russa (nasceu em S. Petersburgo e
chamava-se Anna Betoulinski). Esta canção foi aliás originalmente
escrita em Russo e depois traduzida e adaptada para Francês pelos dois
autores já citados.(Do http://www.cancaopopular.blogspot.com).
Ouça-a também na Rádio Guz FM: http://blip.fm/GuzCartunista

Le Chant des Partisans (A canção dos Resistentes)

Ami, entends-tu
Le vol noir des corbeaux
Sur nos plaines?
Ami, entends-tu
Les cris sourds du pays
Qu'on enchaîne?
Ohé! partisans,
Ouvriers et paysans,
C'est l'alarme!
Ce soir l'ennemi
Connaîtra le prix du sang
Et des larmes!

Amigo, ouves
o voo negro dos corvos
nas nossas planícies?
Amigo, ouves
os gritos surdos do país
que acorrentam?
Oh resistente,
Operários e Camponeses,
É o alarme!
Esta noite o inimigo
Conhecerá o preço do sangue
e das lágrimas!

Montez de la mine,
Descendez des collines,
Camarades!
Sortez de la paille
Les fusils, la mitraille,
Les grenades...
Ohé! les tueurs,
A la balle et au couteau,
Tuez vite!
Ohé! saboteur,
Attention à ton fardeau:
Dynamite!

Subam das minas
Desçam das colinas
Camaradas!
Tirem dos fardos de palha
As espingardas, as munições,
as granadas
Matadores,
com balas e com facas,
matai depressa!
Sabotador!
Cuidado com o teu fardo
Dinamite!

C'est nous qui brisons
Les barreaux des prisons
Pour nos frères,
La haine à nos trousses
Et la faim qui nous pousse,
La misère...
Il y a des pays
Ou les gens au creux de lits
Font des rêves;
Ici, nous, vois-tu,
Nous on marche et nous on tue,
Nous on crève.

Somos nós que quebramos
as barras das prisões
para os nossos irmãos,
o ódio que nos persegue
a fome que nos empurra
A miséria ...
Há países onde na cama
as pessoas sonham;
Aqui, nós, vê-la tu,
Nós marchamos e matamos
nós morremos.

Ici chacun sait
Ce qu'il veut, ce qui'il fait
Quand il passe...
Ami, si tu tombes
Un ami sort de l'ombre
A ta place.
Demain du sang noir
Séchera au grand soleil
Sur les routes.
Sifflez, compagnons,
Dans la nuit la Liberté
Nous écoute...

Aqui cada um sabe
o que quer, o que faz
quando passa ...
Amigo se tu caíres
Outro amigo sai da sombra
No teu lugar.
Amanhã o sangue negro
secará ao sol
nas estradas
assobiai, companheiros,
Na noite a liberdade,
ouve-nos ...



Jean Moulin

Jean Moulin (Béziers, 20 de Junho de 1899- Metz, 8 de Julho de 1943) é
um herói da resistência francesa. Durante a Segunda Guerra Mundial foi
encarregado pelo general Charles de Gaulle de unificar os movimentos
de resistência contra o exército nazista. É preso em 1943 juntamente
com outros chefes das principais organizações da Resistência da
França. Interrogado e torturado por Klaus Barbie, chefe da Gestapo em
Lyon, morre, pouco tempo depois, no comboio que fazia o trajecto
Paris-Berlim em direção aos campos de concentração.

Enveredando pela carreira administrativa, conheceu um percurso
admirável e algo fulgurante. Em 1926, é o subprefeito mais jovem da
França e, 11 anos mais tarde, o prefeito mais novo, quando da sua
nomeação para Chartres. Nestas funções, negou-se, em junho de 1940, a
assinar um documento que os alemães lhe apresentaram.

De fato, o conteúdo do mesmo era extremamente sórdido, pois acusava as
tropas francesas de cor (das colónias africanas) de cometerem
atrocidades. Perante esta recusa, o Governo "colaboracionista" de
Vichy destituiu-o das suas funções, o que o impeliu a partir para
Londres nos finais de 1941. Aliás, na capital britânica, o General
Charles De Gaulle nomeou-o delegado pela zona não ocupada de França,
tendo como missão reunir e organizar os vários movimentos de
resistência, às ordens do Comité de Londres.

Os seus trabalhos levaram, assim, à formação do Conselho Nacional da
Resistência, em maio de 1943, do qual foi o primeiro presidente.

Devido a uma traição, foi cair nas mãos da Gestapo, polícia política
nazista, na localidade de Caluire, no primeiro dia do verão de 1943,
vindo a morrer na transferência para a Alemanha, a 8 de julho do mesmo
ano. No Panteão de Paris desde 1964 há um memorial em sua homenagem,
mas que não contém seus restos mortais, pois os mesmos nunca foram
encontrados.



Obrigaço
(obrigado e um abraço)
do
Guz
Paulo Cangussu

www.guz.com.br
www.bloguz.blogspot.com

http://blip.fm/GuzCartunista
(a Rádio Guz FM, com as preferidas)

www.blogdecaricaturas.blogspot.com
www.contrateoguz.blogspot.com
www.youtube.com/guzcartunista
http://twitter.com/guzcartunista

(31)99299882
Skype= guz2008

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