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quinta-feira, 19 de março de 2009

No Bloguz: My way, com Frank Sinatra e a homenagem a André Gorz e Doriane, que morreram por amor...


André Gorz, nascido Gerhard Hirsch, (Viena, fevereiro de 1923 — Vosnon, 22 de setembro de 2007) foi um filósofo austro-francês, também conhecido pelo pseudônimo Michel Bosquet.

Como jornalista, ajudou a fundar em 1964 o semanário Le Nouvel Observateur. Apoiador de Sartre na versão existencialista do marxismo depois da guerra, rompeu com ele após o Maio de 68. Passou a se interessar por ecologia política e tornou-se um de seus principais teóricos. Seu tema central foi o trabalho: liberação do trabalho, justa distribuição de trabalho, trabalho alienado, etc. Ele também defendeu a Renda Básica de Garantia (ou Renda básica de cidadania), que tem no Senador Eduardo M. Suplicy seu principal defensor no Brasil.

Autor da obra "Metamorfoses do Trabalho", na qual analisa, entre outras questões, a relação do Cálculo Contábil com a Racionalidade Econômica.

André Gorz cometeu suicídio no dia 24 de Setembro de 2007, aos 84 anos, porque sua mulher, Doriane, estava acometida de doença incurável, e segundo o próprio Gorz, não seria possível para ele viver um segundo sequer nesse mundo sem a presença e a companhia de sua amada.

' quando o amor vos fizer sinal, segui-o,
ainda que os seus caminhos sejam duros e dificeis.
mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor, o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir, mas nunca todos os vossos risos,
e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas.'

rudyard kipling

" Faz 58 anos que vivemos juntos, e eu te amo mais do que nunca"
andré gorz

O blog www.kontratempos.blogspot.com trouxe a notícia, ao acaso:

O filósofo André Gorz morreu, aos 84 anos. Morreu-se. Ele e a sua mulher Dorine suicidaram-se na sua casa em Vosnon, França, numa segunda-feira. Recolheram-se para lá na década de 1990, quando Doriane já evidenciava uma grave doença degenerativa e muitas coisas começaram a deixar de fazer sentido.

Não leio filosofia. Não conhecia André Gorz, e muito menos a sua obra. Mas foi uma frase dedicada a Doriane, sua mulher, que levou-me a pesquisá-lo. Uma frase reveladora de um talento sensível que reagiu sempre ao vórtice consumista do mundo que vivemos, denunciando e pontificando numa matéria denominada Ecologia Política.

O fim da esquerda e do foco social, expresso no seu livro Adeus ao Proletariado, a globalização, a desagregação, as consequências para o meio ambiente, a destruição do trabalho como o conhecíamos, a urgência do conhecimento para que a ciência vença o capitalismo selvagem, fizeram desse austríaco naturalizado francês um arauto das dificuldades que sentimos e que não conseguimos explicar.

Mas para ele, a perspectiva de perder Doriane era mais assustadora, depois de 58 anos de convivência:

"Tu vas avoir quatre-vingt-deux ans. Tu as rapetissé de six centimètres, tu ne pèses que quarante-cinq kilos et tu es toujours belle, gracieuse et désirable. Cela fait cinquante-huit ans que nous vivons ensemble et je t'aime plus que jamais. Je porte de nouveau au creux de ma poitrine un vide dévorant que seule comble la chaleur de ton corps contre le mien"
"Nous nous sommes dit que si, par impossible, nous avions une seconde vie, nous voudrions la passer ensemble".

"Você terá oitenta e dois anos. Você está menor seis centmetros, você não pesa senão quarenta e cinco quilos e está sempre bela, graciosa e desejável. Trata-se de cinqüenta e oito anos que vivemos juntos e amo-a mais do que nunca. Vou carregar novamente no oco do meu peito um vazio devorador que só se preeenche com o calor do seu corpo contra o meu "
"Sentimos que, se, mesmo impossível, tivéssemos uma segunda vida, iríamos gastá-la juntos.



"Nenhum de nós gostaria de sobreviver à morte do outro. Dissemo-nos que se, mesmo impossível, tivéssemos uma segunda vida, gostaríamos de a passar juntos." Era o fim do livro Lettre a D. Une histoire d´amour, a ela dedicado.

Sómente mais temida que o próprio fim, a idéia da velhice é sequer mencionada de maneira responsável entre nós. No seu livro A Terceira Idade, Simone du Beauvoir nos informa que ela é inexorável e, pior, súbita. André Gorz nos mostrou que pode ser também a permanência do amor.

Para ele, em homenagem, este belíssimo testamento, My Way, por Frank Sinatra, com a tradução.
http://www.youtube.com/watch?v=W75QrSNj82o

Agora, as letras, em inglês e português:

Frank Sinatra | “My Way” |

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“My Way“

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I’ll say it clear
I’ll state my case, of which I’m certain
I’ve lived a life that’s full
I traveled each and ev’ry highway
And more, much more than this, I did it my way

Regrets, I’ve had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way

Yes, there were times, I’m sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way

I’ve loved, I’ve laughed and cried
I’ve had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,
“Oh, no, oh, no, not me, I did it my way”

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who kneels
The record shows I took the blows and did it my way!
Yes, it was my way


E agora, o final é aqui
E então eu enfrento a cortina final
Meu amigo, eu vou dizer bem claro
Vou contar-lhe o meu caso, do qual estou certo
Eu vivi uma vida que está cheia
Eu viajei cada e todos os caminhos
E mais, muito mais do que isso, eu fiz isso do meu jeito

Lamentos, eu tive alguns
Mas então, novamente, muito poucos para mencionar
Eu fiz o que tinha a fazer e ví sem isenção
Eu planejei mapeando cada curso, cada passo cuidadoso ao longo do atalho
E mais, muito mais do que isso, eu fiz isso do meu jeito

Sim, houve vezes, eu tenho certeza que você sabe como é
Quando eu abocanhei mais do que eu podia mastigar
Mas assumi isso, quando havia dúvidas
Eu comi-as e cuspi-as para fora
Eu encarei tudo isso e eu estava acima disso e fiz do meu jeito

Eu amei, eu ri e chorei
Tive meu recheio pleno, as minhas perdas
E agora, quando s lágrimas diminuem, acho tudo tão divertido
Para pensar que eu fiz tudo o que quis
E devo dizer, não de uma forma tímida,
"Oh, não, oh, não, eu não , eu fiz do meu jeito

Para o que serve um homem, o que obtém?
Se não for ele próprio, então ele tem nada
Para dizer as coisas que ele sincermente sente e não as palavras de alguém que se ajoelha
O balanço mostra que aguentei os golpes e fiz o meu jeito!

Sim, do meu jeito...

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